3.2.05

O Debate Decisivo

O fluxo televisivo entra pelas casas...Meus Senhores ao Trabalho.

Abram os catálogos com os programas, elaborem bibliografias, observem como as mãos gesticulam suas forças. Delas teatralmente poderão sair papeis com escritos, frases de campanha e todas de sucesso.

De qualquer modo, não nos façamos esquisitos...isto interessa a todos.

O mais atraente pode ser o mais prometedor desde debate. Que saudades daqueles fatos de veludo, bordados...Hoje, são de fazenda azuis escuros e cinzentos, embelezados por uma gravata que quase sempre os destingue pelas suas cores ou padrões. Há quem as use laranjas, vermelhas ou de padrões com figuras miudinhas para contrastar com as clássicas listradas. São os novos códigos que apresentam para as campanhas em debate. E esgrimam as suas ideias, em tempos iguais de dois minutos e meio, ligados a um sistema electrico, tal como nos tapetes olimpicos da Esgrima. Mas, na Esgrima os fatos são brancos e não se vêm os rostos, as armas são exactamente iguais e a pontuação surge de imediato no ecrã electrónico onde apenas vence, o melhor!

O "Touché", entra em execução apartir deste momento. Os comentários, críticas, sugestões e contestações ficam para depois, como se faz entre as pessoas de cultura.

Um clássico com dignidade, espero bem.

1.2.05

Heróis da Liberdade da Causa das Coisas

É ele,é Ele!

Cheio de Glória,surge como luz fulguante...Trata-se de um simbolo,que significa qualquer força,qualquer fonte de imensa energia.Dá alimento,cura feridas,cega,fulmina.Um cavaleiro.

Faltam hoje, cavaleiros das Causas das Coisas.Faltam Causas.

Faltam razões.Opções...de escolha para vencer. A Liberdade da Causa das Coisas vai dando notícias, nas Causas das Coisas do Mundo.

Este de triste nada tem.Nem tão pouco é um livro tombado numa prateleira esquecida de qualquer uma livraria, à espera dos curiosos, peregrinos do saber. Esperança é porém uma cidade antiga...

As cidades desaparecem. Os artistas ficam. As livrarias também!

Sem os cavaleiros, das "Causas das Coisas" não existem os artistas. Um dia alguém vai pensar apagar todos aqueles que através de imagens falam.

Rasgarão as palavras dos livros, voltarão a desenhar sobre as telas dos pintores, riparão os sons dos músicos e, ficarão à espera da próxima era dos meteoritos...

Pelo o que nos interessa, cá estaremos!

É ele,é Ele! Venceu.


D`Artagnan

Convento de São Paulo - "O Branco No Branco"

Trago a mão toda aberta

Sem nada ter para dar.

Acerto de uma mão liberta

Com um poema para cantar.

Ele foi feito na esperança

Entre um sonho e outro Sol,

Com um sorriso de criança

E um canto de rouxinol.

Por isso o gesto da mão

Nada tem nele contido;

-Oh meu verso desilusão

Que tens tanto haver comigo...

Se nasceste das quimeras

Como uma brisa no mar,

Olho dunas e deveras

- Onde está o meu Lugar?


Do Poeta João Vasconcelos para Lápis Exílis

31.1.05

"Nabatea"

"Nabatea- Acrílico S/Tela - 118x91 - 2005"

Lapís Exílis, tem tido diversas associações, como se o seu significado nos remetesse para um sinal resplandescente apontando um caminho de união e concórdia entre todos os povos, desde o Oriente ao Ocidente.

Não existem victórias sem perdas.


28.1.05

Sem projectos de Futuro

Não há neste presente, projectos que animem uma sociedade adormecida.
Andamos há tanto tempo, a querer algo.
Fomentamos um país de zangados, por prazer.
Todos estão estão zangados.
E andamos, um pouco adormecidos.
Zangarilhos...
Dizem uns,
Outros sem sentido.
São os politicos de agora,
Os de sempre.
Talvez...
Os zangados!
Vejo os cartazes com bolas vermelhas nos narizes de alguns candidatos
Que história é esta?.!..
Cheguei ao Alentejo, e não haviam bolas vermelhas, em narizes de ninguem
Digo, nos cartazes.
Mas de vermelho, nem os narizes, o querem ser.
É apenas um Portugal zangado, por aquilo que vai acontecer.
Das bolas vermelhas
Irá fingir adormercer.
Que história é esta?!
Deve ser um mapa secreto,
Sem aventais ,nos estandais das ruelas e as janelas
Deste amanhecer.











27.1.05

Adormecidos

E assim viveremos,

E rezaremos, e cantaremos, e contaremos velhas histórias, e riremos

De borboletas douradas, e ouviremos pobres vagabundos

Falar de notícias da corte; e falaremos também com eles...

Quem perde e quem ganha;quem está dentro e está fora...

E discutiremos o mistério das coisas

Como se fôssemos espiões de Deus...

William Shakespeare,O Rei Lear