
Espada de Fé
Mas sabei que nós estamos todos de acordo,seja o que for que digamos. (Turba Philosophorum)
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É no entanto a alquimia uma casa meretriz,que tem muitos amantes, mas que a todosdesilude e a nenhum concede o seu amplexo.Transforma os estultos em mentecaptos, osricos em miseráveis, os filósofos em patetas,e os enganados em loquacíssimos enganadores...(Tritémio, Annalium Hirsaugensium Tomi II,
Saint-Gall, 1690, 141)
| MEDITAÇÃO DE PEDRO O CRÚ ANTE O CORPO DE INÊS DE CASTRO Poema de João Mattos e Silva Nunca mais te verei. Nem minhas noites serão como marés no teu corpo: nem meus dias como o vento em teus cabelos. Nem nos teus olhos se hão-de perder os meus; nem no teu colo repousarei meus sonhos e desejos; nem mais por ti hei-de buscar meu graal. Senhor não só de mim que não da vida destes reinos inda que morta és a rainha: Inês de Portugal. João Mattos e Silva ; INTEMPORAL - ANTOLOGIA - (1968 - 2003)- pag 97; Edição - Universitária Editora. |
| Porque a Vague crê em Deus. Num outro Deus que é só seu, e diferente da sua educação católica. Criou um Blog, com o nome de uma música de Lhasa Sela. Lhasa Sela. Lhasa um nome Tibetano. Um lugar sagrado. Uma filosofia Budista Tibetana. Para Lhasa a cantora nómada, os idiomas são como os instrumentos musicais, e por isso canta em diversas linguas. Canta o "Meu Amor, Meu Amor" de Amália porque considera que o Fado, também ele, é um idioma. Lhasa, canta a filosofia da Morte e da densidade da Vida, porque ama a tristeza e só nela encontra a felicidade. Proclama que em cada Morte existe, a transformação para outra Vida. Mas Lhasa a cantora, é uma pessoa triste, tem uma voz invulgar e uma vida que dava um filme. Diz que as pessoas que seguem o seu caminho sózinhas, conseguem ultrapassar muitas mais fronteiras. Para a Vague, que publicou uma obra minha no seu Blog, e está atenta á minha busca incansável sobre as coisas de Deus, dos Deuses, e dos seus múltiplos significados... Um bem haja! |
"Se a religiosidade não existisse, eu teria a necessidade de inventá-la. Os artistas verdadeiros são, em suma, os mais religiosos dos mortais".
(Rodin, em o Misticismo na Arte, capítulo A Arte).
Camille Claudel participou da concepção e execução de várias encomendas do grande escultor Rodin, sobrando-lhe pouco tempo para dedicar-se às suas obras. Ambos exerciam uma grande influência no trabalho um do outro.
As suas esculturas geram uma sensação de tensão, angústia ou sofrimento, reflectindo a vida e personalidade da Artista. As suas peças parecem ser saídas de sonhos e pesadelos, retratados com intensidade, energia e movimento.
Seu trabalho demorou muito tempo a ser realmente admirado.
Uma, das grandes injustiças da história de arte.
Hoje, vou rever o filme "Camille Claudel" de Bruno Nuytten.
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Gentes Curiosas Navegam
114x168cm - Acrílico S/Tela
2003 - Convento de São Paulo
Maria Sobral Mendonça
Colecção Privada Pedro Strecht e Joana da Eira Fornelos
"De amor por ti estou fora de mim. Onde estás?
Com a alma te procuro, a ti, alma minha. Onde estás?
Corro pelo mundo por ti. Onde estás?
Pois que o mundo não pode conter a tua beleza,
poderei saber como és e onde estás?
Pois que onde estás ninguém tem passagem
a quem vou perguntar? Quem poderá saber onde estás?
Tu és o manifesto e no entanto encoberto para todos
e se não estás encoberto, onde apareces tu?
Ao meu coração amargurado e perplexo
faz um sinal sobre a Via. Onde estás?
Pois que o pobre Eraqi está fora de si por tua causa,
não lhe dirás, enfim, oh louco do amor,onde estás?".
Fakhr Eraqi,cit. por H. Corbin, En Iran, III, p.145.
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Catedral Arcanjo Miguel
Fotografia Filipe Gomes
Poema de: Ibn Arabi
"Se eu me afasto d`Ele,
o desejo de o reencontrar
de novo me atormenta e aniquila.
Encontro-o de novo e a minha paixão não cessa.
O desejo consome a minha alma,
Esteja presente ou ausente
o Amado. O seu encontro determina
em mim o que ninguém imaginará:
em vez da salvação que a alma cobice
uma mais forte dor de amor ardente!
É que este Amado que os meus olhos vêem
aumenta o seu esplendor e a sua beleza
cada vez que Ele foge da minha vista.
E é natural que, quando eu o vir de novo,
sinta uma emoção tanto mais viva
quanto Ele aumentou com a sua ausência
a sua divina beleza."
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"Regressar Através do Vento"
Acrílico S/Tela - 162x114cm - 1999
Maria Sobral Mendonça
Palácio da Independência de Portugal
Colecção Privada Maria Vasconcelos
"Não sei nem devo saber
Se esta estrada, é o destino
Da espera ou da partida.
Esperei por ti
Sem saber,
Nesta estrada
Da terra do nada.
Vieram uns e outros,
A ninguém disse quem esperava
Nesta caminhada.
Oiço crianças aos gritos
Sorridentes de mãos dadas,
Também elas brincam aqui
Sem saberem de nada.
É esse o segredo, desta estrada...
Onde estás?!...
Ilumina, a nossa chegada
Somos nós,
Os habitantes da terra do nada.
____MSM
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"A Vida Tem Tanta Cor"
Acrílico S/Tela - 89x136cm
2003 - Convento de São Paulo
Maria Sobral Mendonça
Colecção Privada Nuno Ascensão
"Muita gente tem sido morta em Portugal por motivos Políticos[...]Um rei pode matar-se com a mesma simplicidade com que se mata um cão;mas ninguém calcula, quando se mata um rei, o que é que morre com ele, e quantos séculos de história podem apagar-se numa pequenina gota de sangue régio..." (Agostinho Campos) - Tragédia do Terreiro de Paço.
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"Exercito de Terracota Xi`an"
Fotografia Filipe Gomes
"Todos os exercitos deveriam ser de Terracota...
Estácticos no Tempo
Altivos para quem os olha,
Serenos, nos cadernos da nossa história.
Sem Dor,
Sem Sangue
E, sem memória." ___MSM
Filipe Gomes partiu de Braga há 222 dias e está neste momento em Cameron Highlands, Malásia. Pública a sua viagem no caderno "Fugas", do Jornal Público. As sua fotografias podem ser comentadas na página:
Alma de Viajante: http://www.fmgomes.com
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"A perda do Eu Pelo Outro"
Exposição na Cadeia das Mónicas
Convento de Sta Mónica - 2001
"Cobre meu corpo nesse agasalho - Sta Mónica"
Acrílico S/Tela - Díptico 108x162cmDetalhe do quadro em peças de porcelanaColecção Privada da Real Associação de Lisboa
"Esta é uma história como tantas de colorir.
Detalhe de uma exposição de pintura a "Perda do Eu pelo Outro"
Existem muitas outras e, tantas mais neste espaço,
De Cores, Odores e Sabores Sentimentos e Esperança.
Intrusos, Reclusos e Telas se cruzam em forma de Dança
Representando mentes prisioneiras de encontros e desencontros...
São Segredos
São Cores Desenhando enredos."
____MSM
Para a Sotavento que publicou um Post sobre prisões,
http://meiapraiameia.blogspot.com
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"Pizzicato - Polca"- Acrílico S/Tela - 168x114cm - 2003 Maria Sobral Mendonça Colecção Privada Armando Martins Poema de João Vasconcelos " Cortar uma folha E deixá-la ao vento Ou à chuva que molha Este pensamento... Cortar uma unha Ou um bico de peito, Frase que te expunha Se nada é perfeito... Cortar mesmo um nada Que a brincar foi tudo, Há vozes de fada Neste ouvido mudo... Cortar a canção - Mas sempre a cantar Neste coração Que bate ao parar . " (Braga,23.10 h) |
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"Em Grandes Cidades de Memórias"
136x89cm
Acrílico S Tela
2003
Maria Sobral Mendonça
Colecção Privada Câmara Municipal de Lisboa
"Sonhar que se habita numa cidade nova e desconhecida significa morrer dentro em breve. Com efeito é noutro sítio que habitam os mortos, e não se sabe onde."
(Gerolamo Cardano, Somnorium Synesiorum, Basel,1562)
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...É tudo possível, mas então, pergunta-se porque o misterioso vingador destas eleições não, matou, pura e simplesmente, suas vitimas, ao invés de mergulhá-las neste sono letárgico...que segundo afirmam os grandes Jornalistas da Política, pode prolongar-se por muito tempo, sem nenhum risco de vida...
Pois o misterioso vingador não irá ter o mesmo destino de seus importunatos companheiros...
Mas ele é muito gentil se quiserem posso apresentá-los a ele...Hein?...
Oh!...É muito simples vou encontrá-lo com o meu pêndulo!...
(Adaptação de humor, nas personagens de Hergé - As Aventuras de Tintim)
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"Sillentium post Clamores"
158x158cm
2003
Maria Sobral Mendonça
Colecção Privada Eduardo Capinha Lopes
Precipitei-me sobre todos os jornais do dia, verifiquei que tinham errado tudo. Nós érramos tudo!
"Partindo daqui chegamos a um lugar chamado Milestre...em que se diz que costumava estar um que se chama o Velho da Montanha... E havia de facto sobre montes altíssimos, circundando um vale, um muro grossíssimo e alto, que tinha trinta milhas de comprimento, e passava-se para dentro dele por suas portas que estavam ocultas, furadas no monte."
(Odorico da Pordenone, De rebus incognitis, Impressus Esauri, 1513,c. 21, p15)
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Alô?Sim...Sim!...Sistema MEGA?!!!
Quem fala?Estou a ver o Debate!...Vou votar.Sempre votei. Pouco importa se são todos iguais...se é para uma maioria absoluta, ou se é para dois em um!...Vou votar! Ainda recordo, o meu primeiro voto e a sensação do meu primeiro acto Democrático. No dia do debate da RTP, ligaram-me da Netcabo para eu aderir ao Sistema MEGA.- É mais veloz! Dizia o Senhor do Marketing. Rápidamente avisei-o que tinham desaparecido 4 canais da minha televisão. O Senhor do Marketing perguntou quais tinham sido os canais, ao que respondi-lhe apressadamente: Canal Parlamento, Mezzo, Arte e Faschion!- Olhe o canal Parlamento tanto lhe faz, pois para que quer ouvir os Politicos?! Agora quanto ao Mezzo e Arte fico preocupado, pois poderia ouvir boa música e ver coisas belas! O Faschion passou para a Tv digital, e quanto aos outros canais, basta pagar 38Euros e o técnico vai a sua casa. E já agora, não quer mesmo o sistema MEGA?Não!Realmente isso não estou interessada, mas em ter os canais que pago é um direito que devo de ter, não lhe parece? O senhor do Marketing continuou a insistir que o melhor era eu telefonar, para aquele número que atendem quando podem, ou ir a Picoas pessoalmente tratar do assunto pois não era tarefa dele.Estava a trabalhar na Netcabo para ganhar uns dinheiros extras, pois como Webdesigner a coisa está fraca.- Ora essa! O senhor é que me telefonou e estou a ver o debate, e já agora o senhor vai votar?Perguntei-lhe eu, na tentativa de terminar ali a conversa. Eu - disse ele com uma voz de gozo -, nesse dia venho para aqui trabalhar, aproveito e apanho muita gente em casa. Vou ter mais clientes, percebe? E quanto a votar, eles são todos iguais!... Percebeu?!...- Bom... oiça, já percebi que não vou ter os canais a funcionar sem ir eu mesma, até Picoas. Não quero o sistema MEGA, mas sei que vou votar. Sabe porquê?! Pelo menos não pago uma coisa à qual, tenho direito!...Entendeu?Alô...Sim...Sim...Olha, desapareceu! Que parte terei eu, perdido do debate?...
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"Les Géants D`Avalon"
136x89cm
Acrílico S/Tela
2003
Maria Sobral Mendonça
Exposição "O Branco No Branco "
Convento de São Paulo
Colecção Privada Henrique Leotte
(...) Apenas nós longe do mundo.
Tira o véu dos meus olhos
E diz com força de ver
Como lutei por teu amor.
Sorridente ao abandono
Na audácia de saber que andei neste deserto de ti.
Amanhã estarei contigo
Com a audácia dos sentimentos
Dos que amam em silêncio.
Teu rosto manso de Glória
Valeu a pena seres minha memória
Do tempo, da espera
Onde eu estou, e tu espreitas minha chegada.
Morremos sózinhos. Há muito,
Nesse lugar.
Estou a chegar a ti
Entre os gritos do combate da vida e da morte,
Vinda da ausência das coisas,
Cheguei onde o nada vence.
É tudo branco.
Em grandes cidades de memórias
O Branco rebate tantes histórias...
Deuses meus, onde estais?
Eis-me aqui,
És tu?
Venci!
_________________________MSM
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"O Espião" (Detalhe do Quadro)
158x158cm
Acrílico S/Tela
2004
Maria Sobral Mendonça
Colecção Privada de Vasco Lourinho" A nossa causa é um segredo dentro de um segredo, o segredo de algo que permanece coberto, um segredo que só outro segredo pode explicar, é um segredo sobre um segredo que se sacia de um segredo."(Ja ` far al-Sâdiq, sexto imâ)
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"Meia Noite"
89x136cm
Técnica Mista S/Tela
2000
Maria Sobral Mendonça
Colecção Privada da Real Associação de Lisboa
Exposição colectiva realizada em Alcobaça no ano 2000, onde vários artistas foram convidados para ilustrarem, os poemas do livro "Namorados" - editado em 1921-, da Poetisa Virgínia Victorino em sua homenagem.
Este quadro ilustra o poema "Meia-Noite":
"Começam as horas a cair;
uma,duas...Virá? Vem, com certeza.
E eu, comovida, assim como quem reza,
cá vou contando as horas, a sorrir.
E três, e quatro...cinco...E ele sem vir!
Se não vem, será prova de frieza?
Seis...sete...-Não será! - Mas aqui presa,
sem saber de nada, sem poder sair!...
Oito...nove...Mentiu. Onde estará?
Sinto passos. É ele que vem lá!
Enganei-me...Não sei...Não é ninguém.
Dez...onze...Mas meu Deus, tanta demora!
A minh`alma sucumbe, treme, chora...
meia noite...Acabou-se! Já não vem.
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"Há um corpo que envolve o resto do Mundo"
89x136cm - Acrílico S/Tela - 2003
Maria Sobral Mendonça
Colecção Privada de Luís Santana
Se pudessemos penetrar com os olhos e ver o interior da terra, de pólo a pólo, ou dos nossos pés até aos antípodas, com horror veríamos uma massa tremendamente perfurada de fendas e cavernas.
( T.Burnet, Telluris Theoria Sacra, Amsterdam Wolters, 1694,p.38 )
"Voai para as Cidadelas de Refúgio" - (Detalhe do quadro) |
158x158cm
Acrilico S/Tela
2004
Maria Sobral Mendonça
Poema de João Vasconcelos.
"IR DE NOITE COM AS AVES...
NINGUÉM SENTIR MEU PIAR.
ESQUECE AQUILO QUE SABES,
APRENDER DO MEU CRIAR.
ESTRELAS ACESAS NO LONGE,
DOBRA FUNDA DO PEITO TEU...
HÁ UMA PRECE DE MONGE
NESTE ESQUELETO COM VÉU.
CARNE, FORÇA OU DESTINO,
MENTE, AMOR E AFEIÇÃO...
- TUDO NA SINA FAZ MIMO
DENTRO DO MEU CORAÇÃO. "
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Acrilico s/tela - 162x168 cm - 2005
Estrelas De Vitória
Uma fada deu a mão a uma menina
E, contou-lhe em segredo
Como mau era o Mundo.
Não o deixes entrar em ti...
Ofereceu-lhe uma espada
Para enquanto dormia, em vida
Desembainhar sua Glória.
A menina cresceu
E, em suas mãos desapareceu
O Mundo mau.
Em silêncio, a menina sofreu.
Solitária chegou ao lugar do Mundo.
A vida leva para longe, toda a maldade
De quem abre o seu coração
Aos outros, carentes da Glória,
Em ter como sua, a espada da Fé.
As suas noites foram silenciosas.
Sonhos de luz a quem a vida
Já os levou, para outro Mundo,
Sem Fadas
Nem espadas de Glória.
Menina de sua Mãe,
Pinta estrelas no Céu
Para que todos vejam
Aqueles que choram,
Lágrimas em brilhos de prata.
Danças antigas, em cânticos
Bem nossos conhecidos,
Os anjos da Glória.
Foste tu solitária menina
A noite silênciosa,
De todos os outros meninos e Fadas
Estrelas, de Vitória.
Em silêncio
De sua Mãe
Espada de Fé,
Fada da nossa memória.
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ISABEL MAGALHÃES70x70cmAcrílico S/Tela2005- "Temos de fazer uma história de futuro, não uma crónica do tempo perdido, em "Ateliers" que só se abrem para expor em outro lugar ." - Foi o que concluí, após ter recebido esta Tela!E com ela, um mundo novo que apesar de ter novos códigos, convidou-me a redemoinhar as suas combinações infinitas entre as palavras, a música do pensamento e a ciência traduzida pelas novas tecnologias, sob o nome:
O fluxo televisivo entra pelas casas...Meus Senhores ao Trabalho. Abram os catálogos com os programas, elaborem bibliografias, observem como as mãos gesticulam suas forças. Delas teatralmente poderão sair papeis com escritos, frases de campanha e todas de sucesso. De qualquer modo, não nos façamos esquisitos...isto interessa a todos. O mais atraente pode ser o mais prometedor desde debate. Que saudades daqueles fatos de veludo, bordados...Hoje, são de fazenda azuis escuros e cinzentos, embelezados por uma gravata que quase sempre os destingue pelas suas cores ou padrões. Há quem as use laranjas, vermelhas ou de padrões com figuras miudinhas para contrastar com as clássicas listradas. São os novos códigos que apresentam para as campanhas em debate. E esgrimam as suas ideias, em tempos iguais de dois minutos e meio, ligados a um sistema electrico, tal como nos tapetes olimpicos da Esgrima. Mas, na Esgrima os fatos são brancos e não se vêm os rostos, as armas são exactamente iguais e a pontuação surge de imediato no ecrã electrónico onde apenas vence, o melhor! O "Touché", entra em execução apartir deste momento. Os comentários, críticas, sugestões e contestações ficam para depois, como se faz entre as pessoas de cultura. Um clássico com dignidade, espero bem. |
É ele,é Ele! Cheio de Glória,surge como luz fulguante...Trata-se de um simbolo,que significa qualquer força,qualquer fonte de imensa energia.Dá alimento,cura feridas,cega,fulmina.Um cavaleiro. Faltam hoje, cavaleiros das Causas das Coisas.Faltam Causas. Faltam razões.Opções...de escolha para vencer. A Liberdade da Causa das Coisas vai dando notícias, nas Causas das Coisas do Mundo. Este de triste nada tem.Nem tão pouco é um livro tombado numa prateleira esquecida de qualquer uma livraria, à espera dos curiosos, peregrinos do saber. Esperança é porém uma cidade antiga... As cidades desaparecem. Os artistas ficam. As livrarias também! Sem os cavaleiros, das "Causas das Coisas" não existem os artistas. Um dia alguém vai pensar apagar todos aqueles que através de imagens falam. Rasgarão as palavras dos livros, voltarão a desenhar sobre as telas dos pintores, riparão os sons dos músicos e, ficarão à espera da próxima era dos meteoritos... Pelo o que nos interessa, cá estaremos! É ele,é Ele! Venceu.
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D`Artagnan
Trago a mão toda aberta Sem nada ter para dar. Acerto de uma mão liberta Com um poema para cantar. Ele foi feito na esperança Entre um sonho e outro Sol, Com um sorriso de criança E um canto de rouxinol. Por isso o gesto da mão Nada tem nele contido; -Oh meu verso desilusão Que tens tanto haver comigo... Se nasceste das quimeras Como uma brisa no mar, Olho dunas e deveras - Onde está o meu Lugar? |
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Do Poeta João Vasconcelos para Lápis Exílis
| Não há neste presente, projectos que animem uma sociedade adormecida.
Andamos há tanto tempo, a querer algo. Fomentamos um país de zangados, por prazer. Todos estão estão zangados. E andamos, um pouco adormecidos. Zangarilhos... Dizem uns, Outros sem sentido. São os politicos de agora, Os de sempre. Talvez... Os zangados! Vejo os cartazes com bolas vermelhas nos narizes de alguns candidatos Que história é esta?.!.. Cheguei ao Alentejo, e não haviam bolas vermelhas, em narizes de ninguem Digo, nos cartazes. Mas de vermelho, nem os narizes, o querem ser. É apenas um Portugal zangado, por aquilo que vai acontecer. Das bolas vermelhas Irá fingir adormercer. Que história é esta?! Deve ser um mapa secreto, Sem aventais ,nos estandais das ruelas e as janelas Deste amanhecer. |
E assim viveremos,
E rezaremos, e cantaremos, e contaremos velhas histórias, e riremos
De borboletas douradas, e ouviremos pobres vagabundos
Falar de notícias da corte; e falaremos também com eles...
Quem perde e quem ganha;quem está dentro e está fora...
E discutiremos o mistério das coisas
Como se fôssemos espiões de Deus...
William Shakespeare,O Rei Lear
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