17.3.05

" O Regresso Ao Jogo"

É no entanto a alquimia uma casa meretriz,
que tem muitos amantes, mas que a todos
desilude e a nenhum concede o seu amplexo.
Transforma os estultos em mentecaptos, os
ricos em miseráveis, os filósofos em patetas,
e os enganados em loquacíssimos enganadores...
(Tritémio, Annalium Hirsaugensium Tomi II,
Saint-Gall, 1690, 141)

15.3.05

"O Enforcado Urbano"

" A teoria social da conspiração...
é uma consequência da falta de
referência a Deus, e da consequente
pergunta: "Quem está no seu lugar?"
Karl Popper, Conjectures and refutations,
London, Routledge.

"Ventos Pálidos do Deserto"



8.3.05

"INTEMPORAL"

MEDITAÇÃO DE PEDRO O CRÚ
ANTE O CORPO DE INÊS DE CASTRO
Poema de João Mattos e Silva

Nunca mais te verei.
Nem minhas noites serão
como marés no teu corpo:
nem meus dias como o vento
em teus cabelos.

Nem nos teus olhos
se hão-de perder os meus;
nem no teu colo repousarei
meus sonhos e desejos;
nem mais por ti
hei-de buscar meu graal.

Senhor não só de mim
que não da vida
destes reinos inda que morta
és a rainha: Inês de Portugal.

João Mattos e Silva ; INTEMPORAL - ANTOLOGIA - (1968 - 2003)- pag 97;
Edição - Universitária Editora.

7.3.05

"Lhasa: Um Lugar Sagrado do Tibete"

Porque a Vague crê em Deus. Num outro Deus que é só seu, e diferente da sua educação católica. Criou um Blog, com o nome de uma música de Lhasa Sela.


Lhasa Sela. Lhasa um nome Tibetano. Um lugar sagrado. Uma filosofia Budista Tibetana. Para Lhasa a cantora nómada, os idiomas são como os instrumentos musicais, e por isso canta em diversas linguas. Canta o "Meu Amor, Meu Amor" de Amália porque considera que o Fado, também ele, é um idioma. Lhasa, canta a filosofia da Morte e da densidade da Vida, porque ama a tristeza e só nela encontra a felicidade.
Proclama que em cada Morte existe, a transformação para outra Vida. Mas Lhasa a cantora, é uma pessoa triste, tem uma voz invulgar e uma vida que dava um filme. Diz que as pessoas que seguem o seu caminho sózinhas, conseguem ultrapassar muitas mais fronteiras.

Para a Vague, que publicou uma obra minha no seu Blog, e está atenta á minha busca incansável sobre as coisas de Deus, dos Deuses, e dos seus múltiplos significados...
Um bem haja!

5.3.05

O Silêncioso Embate Artístico

"Se a religiosidade não existisse, eu teria a necessidade de inventá-la. Os artistas verdadeiros são, em suma, os mais religiosos dos mortais".
(Rodin, em o Misticismo na Arte, capítulo A Arte).

Camille Claudel participou da concepção e execução de várias encomendas do grande escultor Rodin, sobrando-lhe pouco tempo para dedicar-se às suas obras. Ambos exerciam uma grande influência no trabalho um do outro.
As suas esculturas geram uma sensação de tensão, angústia ou sofrimento, reflectindo a vida e personalidade da Artista. As suas peças parecem ser saídas de sonhos e pesadelos, retratados com intensidade, energia e movimento.
Seu trabalho demorou muito tempo a ser realmente admirado.
Uma, das grandes injustiças da história de arte.

Hoje, vou rever o filme "Camille Claudel" de Bruno Nuytten.



4.3.05

"Gentes Curiosas Navegam"


Gentes Curiosas Navegam
114x168cm - Acrílico S/Tela
2003 - Convento de São Paulo
Maria Sobral Mendonça

Colecção Privada Pedro Strecht e Joana da Eira Fornelos

"De amor por ti estou fora de mim. Onde estás?
Com a alma te procuro, a ti, alma minha. Onde estás?
Corro pelo mundo por ti. Onde estás?
Pois que o mundo não pode conter a tua beleza,
poderei saber como és e onde estás?
Pois que onde estás ninguém tem passagem
a quem vou perguntar? Quem poderá saber onde estás?
Tu és o manifesto e no entanto encoberto para todos
e se não estás encoberto, onde apareces tu?
Ao meu coração amargurado e perplexo
faz um sinal sobre a Via. Onde estás?
Pois que o pobre Eraqi está fora de si por tua causa,
não lhe dirás, enfim, oh louco do amor,onde estás?".

Fakhr Eraqi,cit. por H. Corbin, En Iran, III, p.145.