21.5.06

[...Um não lugar...]

http://mp3.juno.co.uk/MP3/SF39468-01-01-02.mp3
{Estar em um não lugar, é ... desejar o que não existe, ou uma coisa que não há.
Nesse lugar, sentir-nos-emos como se estivéssemos dentro de um sonho, sonho esse que não tem lugar no tempo, ou neste tempo, ou talvez... num outro tempo. E quanto mais nos atrevemos a pensar nele, maior é o medo de o ver desaparecer. Talvez por isso mesmo... há pessoas que deixam de sonhar.
Se pudessemos tocar no espírito do tempo... interpretar e fixar sonhos, atingir a singularidade do momento, e ficarmos estácticos no tempo para o todo sempre, deixar-nos-íamos alí ficar em zeitgeist? O que restará a nós... senão sonhar? Andar à deriva de consciência alheia ao que é real? A (im)possibilidade de tornar real o que parece impraticável: sonhar e interpretar que há um não lugar... para desejar o que existe, ou uma coisa que há!...
Em zeitgeist, nesse lugar onde já estivemos... não haverá mais do que isso: sonhar e acordar ao mesmo tempo em...um outro lugar. O que será de nós se assim for?}

17.5.06

[...Sobre o Tejo...]

http://mp3.juno.co.uk/MP3/SF187733-01-02-03.mp3
{... se o Tejo fosse meu... eu mandava pintar o mar. Pintava-o de branco... para dar luz às profundezas. Sómente, se o Tejo fosse meu... o mar jamais seria igual.
Mandava construir casas sobre a água... do rio, em direcção ao mar. Deixaria as colinas de Lisboa onde estão... e porque não? também elas se abeiram doTejo, faz tanto tempo, que de tão enamoradas por ele são. Se o Tejo fosse meu... navegaria noite e dia em águas brancas que nos transportam para além do mar. Deixada Lisboa à proa, mergulharíamos em águas de pura fantasia... era o que eu faria... sómente, se o Tejo fosse meu... mandaria de novo pintar o mar!}

16.5.06

[...porque será?!...]

http://mp3.juno.co.uk/MP3/SF215322-01-02-01.mp3
{... porque será que as noites são despovoadas de pássaros? Que de tão sua, terá a noite, para adormecer todos os seres em azul profundo?!..
Tivesse eu asas... que procuraria desbravar todo aquele denso azul... acolá, nos céus. Se a humanidade teima em querer voar por esse universo fora... porque será que os pássaros não povoam outros céus?!... Tivesse eu asas!...
Se a noite gera o dia, e o dia... se abriga nas noites, onde andarão todos os pássaros que povoam os céus? Penetrar naquele azul intenso... escuro, muito escuro das noites, é como mergulhar em águas densas dos oceanos... É isso!
Se os pássaros mergulham no mar... o tecto do mundo, não é mais... que o próprio reflexo das profundidades da terra... e, quantas mais terras estarão dependuradas no céu à espera do voo dos pássaros? Tivesse eu asas... que desbravaria noite e dia todo aquele imenso azul.
Era o que eu faria... tivesse eu, asas para voar!}

12.5.06

[Senta-te a bombordo!]

http://mp3.juno.co.uk/MP3/SF218577-01-01-12.mp3
{... os livros do mundo misterioso da espionagem... todos eles têm um ponto em comum: obrigam os leitores a fazer a si próprios certo número de perguntas.
As verdades que se obtêm são resultantes de arquivos existentes, testemunhas vivas ou através de um conjunto de códigos, cuja estrutura de comunicação é interpretada sómente por aqueles que possuem uma parte de outra parte da chave mestra que contêm a linguagem a decifrar.
As verdades são missões... e as dúvidas desbloqueiam diversas soluções em presença de inúmeras incertezas.
É um universo repleto de interrogações e explicações prováveis, onde a verdade possui muitos rostos.
O livro, "Nathalie Sergueiew: uma agente dupla em Lisboa", é a sinopse de uma biografia escrita por José António Barreiros, editado em Maio deste ano.
Ao livro que ainda não li... mas perante todos os outros nesta temática que já li, quando os compro... sempre digo o seguinte:
- Olha, senta-te a bombordo para veres todos aqueles que povoam a terra!}
http://arquivodassombras.blogspot.com

11.5.06

[...habere...]

http://mp3.juno.co.uk/MP3/SF218577-01-01-02.mp3
haver, v. tr. ter; possuir; obter; considerar; julgar; conseguir; existir; acontecer; ter decorrido; ter passado; intr. ser possível; refl. portar-se; proceder; s. m. crédito (na escrituração comercial); pl. bens; fortuna; - por bem: dignar-se; - às mãos: alcançar; possuir; - de: ser obrigado a; ver-se na necessidade de; ter fatalmente de; - mister: ter necessidade; por bem fazer, mal -: ser pago com ingratidão. (Lat. habere).

8.5.06

[...lógos+griphos...]

http://mp3.juno.co.uk/MP3/SF212333-01-01-06.mp3
{... desalinhar o destino até parece ser possível... por vezes, pôr tudo em desalinho... é questionar qual deverá ser... o caminho traçado.
Será que é o destino que desalinha por vezes, na palma das nossas mãos... ou são as nossas mãos que entrelaçam em estado de desalinho, outro destino?!...
Se as linhas são tantas... quantos serão os caminhos... que nos levam para longe de qualquer possível desalinho... do destino, é claro!...
A única coisa certa deste enigma, está no facto, de ser possível tornear todas as linhas, contornos ou esboços que nos projectam para a racionalização do impacto... perante o vazio.
Se tudo está na nossa mão... então o melhor, é começar tudo de novo... apagar!
É assim no desenho. Se na vida... assim fosse, quantas mais seriam as vidas, possiveis de se viverem?!...
Também, pouco importa... que vidas serão possíveis, se nesta mão tudo deverá ser alinhado de novo. É isso! Primeiro os esboços, depois os contornos e só no final... o destino.
Desalinhar o destino... até parece possível... por vezes... quando largado o impacto do vazio, se aviva o desejável caminho de regresso.}

4.5.06

[...Sub + Umbra...]

http://mp3.juno.co.uk/MP3/SF214963-01-01-10.mp3
{...sabes, quantas sombras apagou nesta praia, o mar?!...
E quantas praias há, com tantas mais sombras para apagar?...
Nesta praia, no topo desta sombra há uma interposição entre a água e um corpo privado de luz.
Nesta praia, tal como em tantas outras praias... há por vezes uma parte escura projectada na areia como se fosse um quadro ou um esboço produzido por um outro corpo.
Esta sombra, desenhada nesta areia, o mar não consegue apagar, por isso teimam as ondas em diluir seus contornos... mas, foi a própria pintada entre o sol e o mar. Se as sombras servem para esconder... o que o sol leva ao deitar, quantas mais sombras existem em todas as outras praias... que o mar tenta apagar?!...
Quando o espírito por defeito consegue sombrear, todas as praias que povoam o nosso olhar entristecido... o espaço, entre o corpo e a água que o sol ilumina... está definitivamente a ser projectado noutro lugar.}

3.5.06

[...A Oposição do Reflexo...]

http://mp3.juno.co.uk/MP3/SF182450-01-01-04.mp3
{... dividir em partes iguais o que poderá ser reflexível numa superfície branca... não é mais do que... a resultante do somatório da acção ou acções... involuntárias daquilo que se pretende transmitir.
É deste modo que a linguaguem e arquitectura do pensamento... reenvia sinais de oposição ao reflexo quando este incide, a complexa superfície dos sentimentos.
Aquele que pensa e medita sobre a causa das coisas... tem como reacção imediata a reflexibilidade do "Eu", conseguindo assim... isolar conscientemente todas as vicissitudes inerentes à complexibilidade do pensamento.
A oposição do reflexo só obtém a sua máxima objectividade se... ao condicionamento do "Eu", for associada uma superfície branca sem aparentes traços ou esboços predefinidos... do nosso próprio reflexo.}

28.4.06

[...Big Sky...]

http://mp3.juno.co.uk/MP3/SF209539-01-01-03.mp3
{Quando nos sentamos em nós próprios... em pleno estado de repouso, o olhar vagueia alheio aos significados das coisas. Aqui, bem de frente à Torre de Belém, há este banco de pedra... nele, e sem o olhar, as mãos tombaram de espanto ao descobrirem um ritmado baixo relevo... que mensagem?!...
É o que acontece quando nos sentamos em nós próprios.
De tanto pensar donde vem o mar... rebato um pouco todos os dias esse desejo... mergulhar em azul. Não o do mar... mas, naquele imenso céu pintado de azul intenso que nos aguarda... faz algum tempo.
É com ele... eu sei, que as noites jamais serão negras, e todas as velas serão acesas, ao mesmo tempo... naquele imenso altar.
Quando nos sentamos em nós próprios... em pleno estado de repouso, há tanta coisa que vagueia... alheia, ao nosso olhar.}

26.4.06

[...Annuntiare...]

http://mp3.juno.co.uk/MP3/SF143691-01-01-06.mp3
{...annnuntiare uma conversa silenciosa, é saber escutar a gestualidade de todas as cores definidas na paleta do nosso próprio tempo.
Observados os tons predominantes nela contidos... poderemos prever deste modo, todas as cores que habitam a vida. Contudo, a complexidade dos pigmentos, por vezes poderá degenerar numa mescla de cinza... neste caso, o melhor é continuar a misturar todos os pigmentos interruptamente, de modo a obter branco... cor essa que contem todos os tons da vida... em estado de plena saturação.}

anunciar, v. tr. comunicar em anúncio; pôr em anúncio; prevenir da chegada ou da presença de; publicar; noticiar; predizer.(Lat. annuntiare).

18.4.06

[...Turvo-Line...]

http://mp3.juno.co.uk/MP3/SF215393-01-01-01.mp3
{... focar memórias é estabelecer todo um processo interior de renovação. Vagamente durante o sono... aparecem rastilhos de imagens passadas.
Passadas essas imagens pelo tempo, e durante o tempo do sono, por vezes a casualidade surge dependurada, aqui ou acolá... ou mesmo alí... na memória das coisas... das coisas... que sempre alí estiveram ou estão, apesar de desfocadas pela turbilhão de tantas outras imagens... que vagarosamente aguardam... também elas, o seu tempo de renovação.}

11.4.06

Safed...eu sei!

http://mp3.juno.co.uk/MP3/SF81890-02-01-04.mp3
{Safed... a cidade sagrada... uma rota, em meu destino.
Mergulhar neste pigmento de fogo... é estar apaixonado... por Issac Luria.
Como há tanta coisa diferente a fazer... e saber neste Mundo!...
O verdadeiro sentido da paixão... não sei ao certo, se reside na ausência do mesmo. Estar apaixonado por alguém... é estar longe de si mesmo.
Talvez por isso, seja necessário fazer e refazer - de quando a quando - uma viagem ao interior de nós mesmos.
Porém, nunca esquecendo que nesse caminho há a vertigem do regresso... isto é, por vezes ou grande parte das vezes, há na ida... um voo sem retorno.
Eu sei... que também eu, irei estar em Safed... eu sei!}

9.4.06

[...Aftherlife...]

http://mp3.juno.co.uk/MP3/SF177009-01-01-10.mp3
{... irá, irei, iremos... eles... irão... será uma questão de ira?!...
Contudo é certo que todos iremos a algum lugar.
"Aftherlife"- as linguagens da causa e da partida.
Se fumar mata... a guerra, anima! E as balas?...
Não há leis que as proibem... Tudo passa... tudo mata.
Lá iremos... ou melhor, lá irão!...
E o que mais importa?... Já nem sei!...
Hoje, falam disto... E tudo passa... e, tudo mata}

4.4.06

[Eternity Is The Beginning]

http://mp3.juno.co.uk/MP3/SF211265-01-01-10.mp3
{... a fórmula do sono, depende da equação vectorial entre o espaço, e a distância percorrida, sobre o tempo... Não! Não ,estamos agora a falar da velocidade!... Porém, o local ou o espaço percorrido, é o grande catalizador da acção/efeito cuja resultante numérica pode variar... mediante um determinado tempo pré-defenido. Hoje, através de novos processos quimícos, já podemos prever o valor numérico do espaço a percorrer. Feitas as contas, é tudo uma questão de programar bem o tempo... e partir à descoberta dos ditos espaços, onde o sono não tomba, mas... flutua!}

3.4.06

[...In The Space...]

http://mp3.juno.co.uk/MP3/SF208305-01-01-01.mp3
{... private!... Todos os sonhos são privados e unipessoais. Todos os sonhos... são possíveis. Há os que vão e voltam... os que nunca se realizam... os que regressam e nos acordam relembrando a sua existência... os que nos espreitam... e há ainda aqueles que se queixam. Uns, são mais teimosos que outros... mas todos eles ficam tristes... se não vão a parte alguma.
Sonhar... é a Fé... que nos anima, e nos motiva em continuar aqui neste endereço chamado... e porque não... com o nome de... lugar de partida para o espaço!
Sonhar com um lapis... é sinal que poderemos riscar todos os nossos projectos de vida, num simples pedaço de papel. Por isso... enquanto houver papel neste planeta... declaro que todos os sonhos são possíveis!...}

28.3.06

[...algum x alhures...]

http://mp3.juno.co.uk/MP3/SF206494-01-02-02.mp3
{... algures em certo lugar... algures em parte incerta... algures em parte alguma...
Em silêncio... na imensidão deste... azul alhures.}

algures, adv. lug. em algum lugar; em alguma parte.
(De algum x alhures).

26.3.06

[...don't look back...]

http://mp3.juno.co.uk/MP3/SF131863-01-02-01.mp3
{... não olhar para trás... não significa, deixar de questionar o caminho percorrido.
Não olhar para trás... é, desejar continuar a percorrer o caminho.
Quantas estradas terá o Mundo?!...
Há tantas estradas que jamais teremos tempo de as cruzar... e, outras tantas que quase por teimosia... voltamos de novo a percorrer.
É, como se aquele caminho... fosse o único sentido para todos os nossos significados desta viagem.
Não olhar para trás... que seja apenas, um detalhe questionável!...}

24.3.06

[...Superpositions...]

http://mp3.juno.co.uk/MP3/SF210502-01-02-02.mp3

{... desacelarar, reduzir, abrandar... fazer uma pausa... parar num lugar próximo.
Sabe bem conduzir o destino. Talvez por isso, as pausas existam... talvez por isso se deva escutar o motor da vida. Virar o mapa ao contrário... inverter a ida, e o regresso... são as mágicas pausas que nos conduzem a um determinado destino... como que.... se acidentalmente estivesse alí, naquele preciso momento à nossa espera!...}

21.3.06

[...Night*Night...]

http://mp3.juno.co.uk/MP3/SF105113-01-01-03.mp3
{...olhar e ver, são instrumentos de observação distintos.
Quando fiz este caminho, apenas olhei... não vi. Donde virão estas silhuetas... umas suspensas outras não... que mais parecem dançar entre o verde das árvores?!... E eu olhei... e, como nem sequer as vi?!...
Como é tudo tão diferente quando se observa devagar... bem devagar, todas as imagens do nosso caminho!
Do olhar ao ver, sabe bem parar por vezes... pois entre estes dois tempos, há tanta coisa para observar... e depois, tudo é novamente bem diferente...}