{... se eu pudesse. se tu pudesses dizer... como se ilumina a hora do vazio das almas... pedir-te-ia oh Deus, que nunca te ausentes da luz que nos leva a ti. Só se eu pudesse, saber ao certo como será o depois... mas, mesmo antes de o saber, preciso do silêncio das Catedrais! Ser crente... é aceitar que existe algo mais, além daquilo que os nossos olhos veêm. Não só basta olhar. É preciso ver, todas as outras coisas que são inexplicáveis, neste infindável desejo em saber ao certo como será o depois num novo dia. As dúvidas, essas eternas dúvidas, se diluem quando entro nas Catedrais de culto. Dentro delas, encontro um silêncio único que me projecta para além de todas as coisas num diálogo a dois. Falar com Deus, não é mais do que acreditar que não estamos sós. Nesse exercício diário da mente e do espírito, todas as coisas que habitam o Mundo ganham outros significados. É talvez, nessa urgente vontade de saciar a sede da espiritualidade, que reside a preocupação de saber o que vem antes e o que virá depois de nós próprios. E tu, sabes, como será?... Eu creio que é exactamente por isso que a humanidade construiu as Catedrais do Silêncio.}
9.12.06
[...Catedrais do Silêncio...]
{... se eu pudesse. se tu pudesses dizer... como se ilumina a hora do vazio das almas... pedir-te-ia oh Deus, que nunca te ausentes da luz que nos leva a ti. Só se eu pudesse, saber ao certo como será o depois... mas, mesmo antes de o saber, preciso do silêncio das Catedrais! Ser crente... é aceitar que existe algo mais, além daquilo que os nossos olhos veêm. Não só basta olhar. É preciso ver, todas as outras coisas que são inexplicáveis, neste infindável desejo em saber ao certo como será o depois num novo dia. As dúvidas, essas eternas dúvidas, se diluem quando entro nas Catedrais de culto. Dentro delas, encontro um silêncio único que me projecta para além de todas as coisas num diálogo a dois. Falar com Deus, não é mais do que acreditar que não estamos sós. Nesse exercício diário da mente e do espírito, todas as coisas que habitam o Mundo ganham outros significados. É talvez, nessa urgente vontade de saciar a sede da espiritualidade, que reside a preocupação de saber o que vem antes e o que virá depois de nós próprios. E tu, sabes, como será?... Eu creio que é exactamente por isso que a humanidade construiu as Catedrais do Silêncio.}
28.11.06
[...além do tejo...]
http://mp3.juno.co.uk/MP3/SF207027-01-03-03.mp3{... além do tejo, muito mais além... é para onde vou. É mais além, do sitío para onde vou, que há muitos mais segredos. Todos os segredos ficam sempre muito mais além donde estamos. No além, há sempre o muito, o bastante, o completo... a chave! É nessa intensa procura que me encontro. E sempre que me procuro... encontro esse momento: partir. Sortudos daqueles que podem partir: tejo abaixo - tejo acima. Nesse além que procuro, há momentos em que o tejo deixa de existir!... Este quê de deserto, no inverno, é coberto de pequenos charcos. Mas muito mais além, todo o amarelo da planície, ganha novos tons e novos cheiros. Para quê procurar mais do que há além do tejo? Há tantos segredos nestas gentes! Se eu pudesse, procurar mais do que encontro no deserto destas planícies, ficaria aqui para sempre. Voltar a partir, só mesmo para desconstruir tudo aquilo que se vai revelando, entre o muito, o bastante e o quase completo do segredo que procuro. Viver todos os dias no campo, é descobrir um novo relógio do tempo onde, a contagem decrescente é feita através das cores que nos circundam. E o tempo passa. O tempo, amplia o espectro das nossas vidas. Aqui, o tempo é mais verde, mais azul, mais amarelo, mais ocre... todo envolto de cheiros e sons que jamais se encontra, no ruído urbano do cinzento harmonioso do betão. Se eu pudesse, ficaria muito mais tempo do que o previsto, em terras do além do tejo!...}
22.11.06
[...fascinatore...]
http://mp3.juno.co.uk/MP3/SF219997-01-01-11.mp3{... nunca saberei ao certo porque existem fascínios assim. Porque existem? Não sei. Mas não é exactamente isso que motiva os seduzidos pelo amor? O fascínio do outro que nos cerca e por vezes alucina. É isso o que sente quem ama. Há sempre quem se deixe dominar pelo amor. Quando existe, é uma espécie de fartura dos sentidos. Há quem diga que para haver amor há sempre sofrimento. Também não sei se na realidade deva ser sempre assim... Nos tempos de hoje e, na grande parte das vezes, parece que o encantamento se esfuma no interior do ser humano. Hoje, talvez porque hoje, já nem se sente o que se ama. Hoje, talvez porque meramente hoje, já não se morre por amor. Hoje, talvez porque hoje... já não se acredita, que seja possível amar sem se ser amado. Mas hoje, nos dias de hoje, há ainda quem se deixe encantar por apenas um único feitiço. Exactamente... porque nos dias de hoje é isso o que sente quem ama: fascinatione!}
14.11.06
Lourenço de Almada
http://mp3.juno.co.uk/MP3/SF206127-01-02-08.mp3{da razão às coisas do espírito!... é o diálogo constante que nos afasta ou aproxima a determinadas manifestações sensitivas. Estar-lhes alheio é o modo mais simplista de percorrer esta caminhada. Há quem se centre apenas nas coisas que habitam o universo da razão. Talvez, porque seja esta a forma mais simples para decifrar os significados das coisas. Estar atento às coisas do espírito é como descobrir um novo mundo. Criada esta linguagem sensitiva, tudo o que nos rodeia, ganha assim outros novos contornos. Esta é uma opcção de vida à qual muitos se entregam. Lourenço de Almada é um peregrino dos Caminhos de Santiago. Editato o livro das suas viagens a Santiago, Lourenço de Almada, parte em busca de imagens que falam por si. Estar atento aos sinais das coisas, é acreditar que a vida tem muitos mais mistérios por desvendar. Afinal, a espiritualidade das coisas está ao alcançe de todos aqueles que a procuram. Saber voar no imenso céu da vida, só não é possível a quem se nega em descobrir, a sua própria espiritualidade. Saber voar... entre as coisas que povoam a razão e o espirito, é o diálogo contante que nos afasta e aproxima de todas as manifestações que povoam o nosso tão vasto Universo.}
10.11.06
[...As Pontes do EU...]
http://mp3.juno.co.uk/MP3/SF234720-01-01-02.mp3{... inúmeras são as pontes que nos conduzem ao complexo lugar do EU. Estimuladas pela diversidade dos sentidos, todas as pontes são construídas para dar governo às complexas manobras da vida. Há também pontes mais frágeis, distantes, e até mesmo invisíveis. Mas, são as pontes imaginárias que nos levam ao lugar do EU. Pespontar estas construções é o jogo diário da nossa sobrevivência. Afinal, não somos todos nós, os grandes desenhadores dessas mesmas pontes? Desenhadores... porque nem todas elas são projectáveis. Se todas elas fossem realizáveis, como seria bem diferente o amparo dos nossos dias! Abandonadas as diversidades dos seus sentidos, todas as pontes nos conduzem a diferentes outros lugares. Porem, é na sua sábia atravessia que o misterioso futuro sempre se projecta. Deve ser exactamente por isso que todas as pontes são mudas!...}
4.11.06
[...Détailler...]
http://mp3.juno.co.uk/MP3/SF242026-01-01-05.mp3{... isolar um detalhe, é redescobrir a origem do seu todo. Deve ser por isso que a vida está repleta de particularidades. Pensar no seu todo é pensar também em todos os seus detalhes. Sem esse indecifrável universo, a origem das coisas deixaria de ter interesse. Talvez por isso há vidas menos interessantes, apesar de nunca sabermos ao certo o que determina tal motivação. Tal como os espaços, as vidas também são reorganizáveis... basta exercitar o isolamento em todos os seus detalhes, para que se inicie a sua reorganização. E tudo parece tão simples. Apagar, isolar e projectar tudo de novo! Não seria bem mais fácil, se as vidas fossem detalhadas, tal como nas superfícies onde se esboça apenas o conclusivo? bastaria isolar o pretendido, e projectar só o desejável. E depois? depois... apagar-se-ia tudo aquilo que nos é absolutamente desnecessário. Afinal, não é esse o mistério da própria vida?...}
29.10.06
[...Circulare in Circulu...]
http://www.dmns.org/video/blackHolesBB.wmv{... rodear em mão as variáveis do círculo é transitar o seu próprio movimento. Tudo aquilo que existe é circulante. Só o que é desprovido de movimento é que não circula. E tudo aquilo que não circula, está condenado desde logo ao próprio movimento do Mundo. Talvez seja por isso que a sua forma é redonda. Se todos os planetas que habitam no espaço são redondos, não será o próprio Universo uma circunsferência? Uma grande e escura circunsferência, que para uns veio do senhor nada - o deus do acaso -, e para outros é obra de um só Deus: o eterno unificador. Mas seja qual for o seu Deus criador, a vida não é mais do que uma sucessão de fenómenos periódicos. Eis a cordenada constante, na qual tudo gira e, tudo se move em perfeita comunhão: o círculo. Se fosse possível mudar de trajectória, sem erros de raciocínio, gostaria de ser projectada ao ponto mais equidistante do centro deste imenso círculo, para contemplar todas as suas variáveis. Talvez seja esse, o tal ponto de reposta para tantos outros segredos. E como um segredo se sacia de outro segredo... só nos resta mesmo é circunvoar todos os "blackholes", até que todo o movimento circunferencial se esvaneça.}
25.10.06
...Nunqua[m]...
http://mp3.juno.co.uk/MP3/SF239855-01-01-10.mp3{... nunca, é um lugar aconchegado! É o lugar onde a pausa temporária nos aproxima aos alçados do futuro. Nesse lugar, podemos alcançar todas as coisas que nos parecem distantes. Hoje, aconcheguei-me no sotão onde repousam todas as minhas memórias futuras. E, é nesse aconchego que todas as memórias podem ou devem ser visionadas. Como é interessante observar as diferentes texturas, do presente e do passado, para se esboçar o argumento final. Se pudesse editar as imagens do meu próprio futuro, sei bem o que faria! Projectar o futuro é como pintar um quadro. Nunca se sabe ao certo quando este fica realmente terminado. Ir ao encontro do imprevisível é dar continuidade a que um determinado sonho aconteça. Sonhar que aconteça algo nos próximos dias é aguardar o chegar das coisas... ou por outra, é nunca se deixar ficar interminavelmente em tempo algum. Se o futuro não fosse projectável, como é que o presente alcançaria todas as coisas que nos parecem distantes? Fará sentido dizer-se que nunca, é um lugar aconchegado? Não sei, mas de tempos a tempos: sabe bem!}
20.10.06
[... Carminer...]
http://mp3.juno.co.uk/MP3/SF236734-01-01-11.mp3{...hoje, pensei esbater memórias, num atelier a dois tons. Hoje, pensei em ti. Hoje, apenas hoje, pensei no carmíneo do Mundo. Se pudesse ver o Mundo a dois tons, não sei qual a cor que escolheria para tingir tudo o que nele há de contraditório. Assim à memória? Talvez, vermelho brilhante!... Porque, há sempre dois tons, dois caminhos, duas faces ou duas escolhas para um mesmo e único fim.
Hoje, resolvi carminar todas as minhas memórias!
Tingir memórias é como reanimar o que já estava esquecido. E, não querer recordar certas memórias, é dar brilho ao opaco em toda a sua cor. Seria tão fácil, se pudessemos, lhes retirar simplesmente uma determinada cor e dar a coisa como terminada... Ou então, dar a cada cor uma nova memória. Mas, como todas as memórias têm cor, é preciso saber como extrair as suas substâncias emocionais, das novas sustâncias tinturiais. Tentar esbater o contraditório das guerras que povoam o Mundo, é como tingir toda a sua substância viva em carmesim.}
17.10.06
[...Aggasaliare...]
http://mp3.juno.co.uk/MP3/SF233255-01-01-11.mp3{... na maior parte das vezes basta um gesto! Na maior parte das vezes, há falta de tempo para arrecadar gestos tão simples. Na grande parte das vezes, só na grande parte das vezes, não se fica ausente a um apelo tão simples. Há apelos mudos esbatidos no cinzentismo alheio. Há ainda, apelos surdos à sua possível hospedagem... Na maior parte das vezes, é mais fácil agasalhar do que ser agasalhado. Recolhido o abraço, o gesto nem sempre perde todo o seu rigor de acolhimento. Talvez por isso, há quem ande sempre resguardado dos gestos simples. Afinal, na maior parte das vezes, tanta coisa acontece num só simples gesto.}
11.10.06
[...Ante - Pecattu...]
http://mp3.juno.co.uk/MP3/SF181900-01-01-02.mp3{... antes do o ser, o pecado também se liberta. Há pecados desiguais, mas todos eles nos levam sempre, ou quase sempre, ao mesmo sentimento de culpa. Fechar os olhos perante os pecados que há no Mundo, não é mais do que aceitarmos viver em constante sentimento de culpa. Falar de pecado, é pois, a grande viagem que realizamos ao interior de nós próprios. Dos pecados universais aos mortais, há ainda aqueles que nunca passam concretamente à acção, apesar de terem existido em pensamento. Será que só o pecado que se concretiza, é na realidade pecado? Há também pecados assim... Afinal, a mordedura do pecado atinge todos nós. Talvez por isso se diz que pecar é humano. Estruturar pictóricamente a culpabilidade do pecado é estar também vulnerável a esse sentimento. Por isso, há sempre mais do que um rosto: o Eu e o Mim. Então, representar o rosto do pecado, é repensar sempre na sua mais urgente libertação. Porque existem vários momentos assim, há cá um quadro destes desejando-se libertar em novas paredes. Se eu pudesse, era hoje que eu o vendia!}
6.10.06
[...Há Lá...]
http://mp3.juno.co.uk/MP3/SF231632-01-01-11.mp3{... há lá! Também há lá um quadro assim. Neste convento em plena Serra d'Ossa, no interior da sala dos paços perdidos, oiço o vento quando o observo.
Se o vento tivesse cor, aqui nesta serra, o vento poderia ser ainda mais azul, tal como o vejo neste quadro. Afinal, o vento também vai de partida, ao se cansar na chegada. Nunca entendi quem sopra o vento... para onde vai e donde vem. Se pudesse ir com ele, daria hoje a volta ao Mundo. Dizem que lá de cima, se vê uma enorme mancha azul.... Há lá em cima tanta coisa que deve ser bem difícil, registar numa só vez todo o seu movimento. Nunca saberei ao certo, o que há lá exactamente... Repensar o movimento do vento, é como articular o destino, em múltiplas partidas e chegadas que convergem sempre para um mesmo lugar. Se calhar, é isso que oiço quando o observo. Que cor terá exactamente o vento? Não sei. Mas, em salas de cores perdidas há lá sempre paços reencontrados.}
29.9.06
[...entitate / luce...]
http://mp3.juno.co.uk/MP3/SF213564-02-01-05.mp3{... na sua essência a luz é uma entidade viva. É fluxo radiante que ilumina todas as superfícies. E todas elas, das mais saturadas às mais ausentes de cor, se transformam e adquirem a sua personalidade própria. Sem esta entidade o mundo seria outro mundo, ou talvez seja este Mundo um simples recanto de activação da memória do que foi em tempos todo o restante Universo: cheio de luz!... E se a luz se apagar um dia, como evoluirá a nossa capacidade de abstração neste Mundo? É talvez este, o último segredo da nossa existência. Há porém, quem acredite que a luz é uma entidade que jamais desvanece. Acreditar nessa evidência, é já possuir um pouco do clarão que nos ilumina e nos conduz à verdade dos nossos instintos. Viver sem determinadas verdades, é como habitar numa cidade às escuras. Na sua essência a luz é... a verdade que por último sempre se procura!...}
21.9.06
[...time brings a change...]
http://mp3.juno.co.uk/MP3/SF231632-01-01-04.mp3{... tudo se reflete no soalho dos nossos dias. Os espaços também se renovam com as mudanças do tempo. Tudo se transforma. Ainda bem que a luz que envolve o soalho dos nossos dias é sempre desigual. Pois só assim, se podem recriar novos espaços no tempo. Como é bom sentir a diferença dos dias. Para onde vou, lá naquele lugar, o tempo passa bem mais devagar. Há tempo para observar, em tudo aquilo que se reflete no soalho dos nossos dias. Como é importante saber gerir o nosso tempo... Tudo se passa à nossa frente e por vezes, nem se dá conta que todos os momentos passados no tempo, nunca são realmente iguais. Há também quem pense assim. Ter tempo para observar, é reflectir na desigualdade dos dias. Para onde vou, naquele lugar, há um novo espaço no tempo.}
16.9.06
[...Senhor Teatro...]
http://mp3.juno.co.uk/MP3/SF227705-01-01-14.mp3{... há sentimentos provocados. Há também sentimentos inexistentes. Há ainda o vazio e a eforia das coisas que incentivam a virtualidade das expressões. Em cima de um palco, quantas mais razões que todas aquelas descritas num dado elenco, existirão? É sempre a eterna e questionável dúvida; a da rigorosa repitação de determinadas expressões. É uma acrobacia decerto desigual. Se pudéssemos reviver a vida, como se ao mesmo palco voltássemos, tantas quantas vezes quiséssemos, será que valeria a pena ensaiar tudo de novo? Talvez, em muitos dos casos, pudéssemos alterar o momento em que tudo acontece. O mesmo momento que nos identifica e nos diferencia neste grande palco de ilusões.}
10.9.06
[...Chão de Prata...]
http://mp3.juno.co.uk/MP3/SF233317-01-01-02.mp3{... há dias em que o rosto se ausenta de si mesmo. Há também dias sem se sorrir. Por vezes, o sorriso também muda de endereço e também ele vagueia no espaço. Há ainda quem mude de génio muitas vezes ao dia. Há também quem tenha dias assim. E, há ainda dias para se substituir uma coisa por outra. Há sempre uma vontade imensa na mudança dos dias. Como é importante mudar!... Mudar de casa, de roupa, de aparência, de endereço ou até mesmo, mudar a direcção das coisas que nos fazem realmente sorrir. Afinal, podemos sempre mudar tudo, ou quase tudo nesta vida... É tão fácil transformar tudo o que nos entristece com um simples sorriso. Sorrir, é o caminho que nos leva a percorrer o tão desejado chão de prata. Se eu pudesse, seguia eternamente nessa direcção... porque há também quem percorra caminhos assim. Há dias, em que o rosto até se pode transformar e se ausentar de si mesmo... Mas, os caminhos nunca se ausentam, de tudo aquilo que realmente nos transforma. Porque será que nem todo o chão é de prata?...}
4.9.06
[...Eco...]
http://mp3.juno.co.uk/MP3/SF233210-02-02-01.mp3{... Eco! Os escritores são como os amigos. Há sempre os possíveis eleitos entre tantos outros de outros tantos, colocados na estante da nossa existência. E eles, ali estão sempre do nosso lado: disponíveis. Talvez se deva esfolhear um a um, em certas páginas da vida, a sua disponibilidade. Apesar de estarem sempre ali [as palavras] também se organizam novamente. Os livros têm sempre diferentes leituras. Uns, ficam sempre em maior destaque, perante outros tantos que aguardam o momento exacto de maior proximidade. É uma tarefa difícil, essa de organizar em todas as prateleiras existentes o fenómeno das palavras. Tal como os amigos, há também palavras assim. Mais destacáveis na estante da nossa afectividade.}
29.8.06
[...Lauro António...]
http://mp3.juno.co.uk/MP3/SF206127-01-02-16.mp3{... há paixões que podem ser consumidas num exacto e determinado momento. Mas há as que perduram no tempo. Sim... também há paixões assim e ninguém sabe o que as motiva. As do António [por exemplo] são apresentadas em movimento. E se pudessemos rebobinar todas as nossas paixões?!... Eu sei bem o que faria. Voltaria a viver só e únicamente determinadas emoções. Quantas pausas e replay's anexaria a determinados frames desta vida! E não é isso que Lauro António faz? corta uma imagem num determinado momento para precisamente ali colar uma outra. E pode voltar a colar ainda uma outra imagem, no momento que define para dar lugar ainda a mais outra, e sucessivamente a muitas outras que certamente estão retidas no monopólio das suas emoções. Há paixões assim: o cinema. E é no movimento dessas imagens, tantas vezes cortadas e novamente recriadas que resulta a apresentação de um todo repleto de emoção. É exactamente por isso que as imagens são cortadas, contadas, faladas, cantadas, choradas e até fabricadas para perdurarem no tempo. Sim... há de facto filmes inesquecíveis!
A momentos cortados Lauro António apresenta:
http://lauroantonioapresenta.blogspot.com}
22.8.06
[...Dentro Mi Alma...]
http://mp3.juno.co.uk/MP3/SF224181-01-01-01.mp3{... é o espaço de pausa calculada onde se dá a ordenação das formas e cores. É ainda o lugar, onde o tempo deixa de existir ou de ter a importancia que tem. E quando se procuram as formas e as cores não acontecem?!... Ninguém entra nem ninguém sai. O sol pode tombar em cada noite que cai, mas são tantas as noites que ali se passa sem o ver. Afinal, todos os laboratórios são espaços solitários. Por vezes, neste lugar, o silêncio é quebrado por breves momentos de euforia. É a pausa calculada, tão desejada para quem a quer abraçar. Dentro dele, os dias da semana deixam de ter a importancia que têm. Todos os dias, são dias de ordenação das formas, cores e estados de alma. Só ali, é possível construir um novo mundo, naquele já existente. E, sempre que as formas ganham cor, elas partem!... E nós ali ficamos, sempre no mesmo lugar. Entregues á pausa que nos envolve e desafia, a continuar quase como por teimosia, á procura da importância que as formas têm. Há quem o chame de lixeira, ao Atelier é claro!... Mas não. O atelier é um espaço quase sagrado, onde ninguém entra nem ninguém sai, à hora da pausa calculada. É ali que se fica... ou, é ali que nos deixamos pausadamente ficar.}
16.8.06
[...Nicolais Judelewicz...]
http://www.kenzo.com/kenzo_ah06/index.html{... as imagens podem ter cor, ou não. Mas a música que as animará num ecrã, pode ou deve transcrever no seu todo, uma só e única sonoridade plástica. Se eu pudesse estar neste preciso momento em Paris... sei bem o que de novo lá faria! Mas, também ainda é cedo para questionar toda a composição sonora da próxima exposição. Afinal de contas, há ainda um ano para criar as imagens que irão mais tarde ser animadas em película. E, só depois disso tudo, é que todos os "acordes" sonoros são realizados. Se eu pudesse estar neste preciso momento em Paris, visitava Nicolais Judelewicz! Sómente se eu pudesse já lá estar... era exactamente o que faria.}
Subscrever:
Mensagens (Atom)
