29.5.06

[...In+resistivel...]

http://mp3.juno.co.uk/MP3/SF219843-01-01-06.mp3
{ A insuperável vontade do vazio... é um estado perfeito de apelo à criatividade. Estar fechado em laboratório... não é mais que abraçar o vazio. É ficar ali... saboriando o confronto do Eu com todas as coisas que povoam o Universo.

Estar... ficar... abraçar... silêncio... necessidade... criar.
Apenas isso... criar uma linguagem sensitiva através da irresistível vontade do vazio. A este inevitável momento... tudo parece passar devagar... ou, nada acontece no Mundo para além do que alí tem lugar.
É estar entregue à continuidade das diversas metamorfoses do vazio... que de tão preenchidos por ele... ficamos ausentes de tudo aquilo que nos rodeia.
Se a irresistibilidade do vazio fosse entendida por todos aqueles que habitam o mundo... tantas mais coisas que perduram no tempo seriam certamente concluídas.
Essa vontade... a que não se pode resistir, é um processo de entrega do "Eu" ao "Outro"... em que o "Outro" não é mais do que o nosso próprio reflexo esbatido na densa suavidade do vazio. Criar é isso... é a entrega tranquila que nos aguarda e nos abraça, sempre com a mesma intensidade.}

27.5.06

[Ocean Drive]

http://mp3.juno.co.uk/MP3/SF219694-01-02-07.mp3
{... será que há cores ausentes no Universo? Tudo aquilo que vejo tem cor. Tudo o que nos rodeia tem cor... até nas profundezas do Mar... há tantas cores! Donde virão aquelas cores florescentes de todos aqueles peixes? Quem os terá pintado? Uma coisa é certa, quem foi... conhecia bem todos os pigmentos que habitam o Universo. Será, que é na morte que nos confrontamos com a ausência das cores? Não. Claro que não. Jamais alguém se esqueceria, de deixar uma página em branco... no sagrado livro do ciclo da vida. Ausentes ou não de cores... há tanta coisa que povoa o Universo. Há cores mais inteligentes do que outras... é o caso do preto e do branco... pigmentos opostos que se completam através da relação... ausência/saturação. Também as cores se saturam... também as cores se ausentam. Curiosamente quem se satura é o Branco... quem diria? é o que acontece quando se mistura uniformemente, todos os pigmentos que habitam no Universo. Mergulhar nos Oceanos... é procurar cores puras... menos saturadas... talvez. Se eu pudesse mergulhar hoje, no Oceano... iria de máquina em punho, e captaria todas aquelas cores que habitam os mares... para com elas colorir, todas as paredes brancas estancadas em terra... que há muito estão ausentes de tantas outras cores... que povoam o Universo.
Quem diria que também as cores se saturam... e se ausentam!}

26.5.06

[...perceptibile...]

http://mp3.juno.co.uk/MP3/SF219992-01-01-01.mp3
{... desfocar o perceptível... é um modo de subtrair emoções em todo o sistema sensitivo. Quando temos a percepção de reter certas imagens... as quais apesar de ainda não terem tido, o seu lugar no presente, mas que já dão sinais de si... é porque estão retidas na memória das coisas... que nos aguardam possívelmente, num futuro próximo. Será que existem memórias do futuro?
Será que a nossa consciência revela e identifica certos acontecimentos... muito antes de serem eles... um factor real no tempo? Esta interrogação, faz-me lembrar uma outra questão da qual sempre me questionei... sem obter resposta. Quantos olhares se cruzam com tantos outros olhares sem que a consciência retenha deles... imagens perceptíveis do mundo exterior?
Olhamos... mas não vemos! E quando vemos... por vezes só nos resta desfocar toda e qualquer linguagem sensitiva. É talvez por isso que todos os pintores não conseguem atingir o seu retrato perfeito. Vimos o Mundo... sentimos o Mundo Exterior... mas, vivemos num Mundo onde os acontecimentos e objectos ficam retidos num labiríntico arquivo... arquivo esse, composto de recortes abstratos... ou quem sabe... de possíveis memórias inexistentes no tempo.
Afinal quantos rostos têm as memórias que habitam na percepção da nossa consciência? Pouco importa. O mais importante... é saber como desfocar tudo o que nos é perceptível... ou melhor, subtrair ao tempo... o factor facultativo do abstrato.}

21.5.06

[...Um não lugar...]

http://mp3.juno.co.uk/MP3/SF39468-01-01-02.mp3
{Estar em um não lugar, é ... desejar o que não existe, ou uma coisa que não há.
Nesse lugar, sentir-nos-emos como se estivéssemos dentro de um sonho, sonho esse que não tem lugar no tempo, ou neste tempo, ou talvez... num outro tempo. E quanto mais nos atrevemos a pensar nele, maior é o medo de o ver desaparecer. Talvez por isso mesmo... há pessoas que deixam de sonhar.
Se pudessemos tocar no espírito do tempo... interpretar e fixar sonhos, atingir a singularidade do momento, e ficarmos estácticos no tempo para o todo sempre, deixar-nos-íamos alí ficar em zeitgeist? O que restará a nós... senão sonhar? Andar à deriva de consciência alheia ao que é real? A (im)possibilidade de tornar real o que parece impraticável: sonhar e interpretar que há um não lugar... para desejar o que existe, ou uma coisa que há!...
Em zeitgeist, nesse lugar onde já estivemos... não haverá mais do que isso: sonhar e acordar ao mesmo tempo em...um outro lugar. O que será de nós se assim for?}

17.5.06

[...Sobre o Tejo...]

http://mp3.juno.co.uk/MP3/SF187733-01-02-03.mp3
{... se o Tejo fosse meu... eu mandava pintar o mar. Pintava-o de branco... para dar luz às profundezas. Sómente, se o Tejo fosse meu... o mar jamais seria igual.
Mandava construir casas sobre a água... do rio, em direcção ao mar. Deixaria as colinas de Lisboa onde estão... e porque não? também elas se abeiram doTejo, faz tanto tempo, que de tão enamoradas por ele são. Se o Tejo fosse meu... navegaria noite e dia em águas brancas que nos transportam para além do mar. Deixada Lisboa à proa, mergulharíamos em águas de pura fantasia... era o que eu faria... sómente, se o Tejo fosse meu... mandaria de novo pintar o mar!}

16.5.06

[...porque será?!...]

http://mp3.juno.co.uk/MP3/SF215322-01-02-01.mp3
{... porque será que as noites são despovoadas de pássaros? Que de tão sua, terá a noite, para adormecer todos os seres em azul profundo?!..
Tivesse eu asas... que procuraria desbravar todo aquele denso azul... acolá, nos céus. Se a humanidade teima em querer voar por esse universo fora... porque será que os pássaros não povoam outros céus?!... Tivesse eu asas!...
Se a noite gera o dia, e o dia... se abriga nas noites, onde andarão todos os pássaros que povoam os céus? Penetrar naquele azul intenso... escuro, muito escuro das noites, é como mergulhar em águas densas dos oceanos... É isso!
Se os pássaros mergulham no mar... o tecto do mundo, não é mais... que o próprio reflexo das profundidades da terra... e, quantas mais terras estarão dependuradas no céu à espera do voo dos pássaros? Tivesse eu asas... que desbravaria noite e dia todo aquele imenso azul.
Era o que eu faria... tivesse eu, asas para voar!}

12.5.06

[Senta-te a bombordo!]

http://mp3.juno.co.uk/MP3/SF218577-01-01-12.mp3
{... os livros do mundo misterioso da espionagem... todos eles têm um ponto em comum: obrigam os leitores a fazer a si próprios certo número de perguntas.
As verdades que se obtêm são resultantes de arquivos existentes, testemunhas vivas ou através de um conjunto de códigos, cuja estrutura de comunicação é interpretada sómente por aqueles que possuem uma parte de outra parte da chave mestra que contêm a linguagem a decifrar.
As verdades são missões... e as dúvidas desbloqueiam diversas soluções em presença de inúmeras incertezas.
É um universo repleto de interrogações e explicações prováveis, onde a verdade possui muitos rostos.
O livro, "Nathalie Sergueiew: uma agente dupla em Lisboa", é a sinopse de uma biografia escrita por José António Barreiros, editado em Maio deste ano.
Ao livro que ainda não li... mas perante todos os outros nesta temática que já li, quando os compro... sempre digo o seguinte:
- Olha, senta-te a bombordo para veres todos aqueles que povoam a terra!}
http://arquivodassombras.blogspot.com

11.5.06

[...habere...]

http://mp3.juno.co.uk/MP3/SF218577-01-01-02.mp3
haver, v. tr. ter; possuir; obter; considerar; julgar; conseguir; existir; acontecer; ter decorrido; ter passado; intr. ser possível; refl. portar-se; proceder; s. m. crédito (na escrituração comercial); pl. bens; fortuna; - por bem: dignar-se; - às mãos: alcançar; possuir; - de: ser obrigado a; ver-se na necessidade de; ter fatalmente de; - mister: ter necessidade; por bem fazer, mal -: ser pago com ingratidão. (Lat. habere).

8.5.06

[...lógos+griphos...]

http://mp3.juno.co.uk/MP3/SF212333-01-01-06.mp3
{... desalinhar o destino até parece ser possível... por vezes, pôr tudo em desalinho... é questionar qual deverá ser... o caminho traçado.
Será que é o destino que desalinha por vezes, na palma das nossas mãos... ou são as nossas mãos que entrelaçam em estado de desalinho, outro destino?!...
Se as linhas são tantas... quantos serão os caminhos... que nos levam para longe de qualquer possível desalinho... do destino, é claro!...
A única coisa certa deste enigma, está no facto, de ser possível tornear todas as linhas, contornos ou esboços que nos projectam para a racionalização do impacto... perante o vazio.
Se tudo está na nossa mão... então o melhor, é começar tudo de novo... apagar!
É assim no desenho. Se na vida... assim fosse, quantas mais seriam as vidas, possiveis de se viverem?!...
Também, pouco importa... que vidas serão possíveis, se nesta mão tudo deverá ser alinhado de novo. É isso! Primeiro os esboços, depois os contornos e só no final... o destino.
Desalinhar o destino... até parece possível... por vezes... quando largado o impacto do vazio, se aviva o desejável caminho de regresso.}

4.5.06

[...Sub + Umbra...]

http://mp3.juno.co.uk/MP3/SF214963-01-01-10.mp3
{...sabes, quantas sombras apagou nesta praia, o mar?!...
E quantas praias há, com tantas mais sombras para apagar?...
Nesta praia, no topo desta sombra há uma interposição entre a água e um corpo privado de luz.
Nesta praia, tal como em tantas outras praias... há por vezes uma parte escura projectada na areia como se fosse um quadro ou um esboço produzido por um outro corpo.
Esta sombra, desenhada nesta areia, o mar não consegue apagar, por isso teimam as ondas em diluir seus contornos... mas, foi a própria pintada entre o sol e o mar. Se as sombras servem para esconder... o que o sol leva ao deitar, quantas mais sombras existem em todas as outras praias... que o mar tenta apagar?!...
Quando o espírito por defeito consegue sombrear, todas as praias que povoam o nosso olhar entristecido... o espaço, entre o corpo e a água que o sol ilumina... está definitivamente a ser projectado noutro lugar.}

3.5.06

[...A Oposição do Reflexo...]

http://mp3.juno.co.uk/MP3/SF182450-01-01-04.mp3
{... dividir em partes iguais o que poderá ser reflexível numa superfície branca... não é mais do que... a resultante do somatório da acção ou acções... involuntárias daquilo que se pretende transmitir.
É deste modo que a linguaguem e arquitectura do pensamento... reenvia sinais de oposição ao reflexo quando este incide, a complexa superfície dos sentimentos.
Aquele que pensa e medita sobre a causa das coisas... tem como reacção imediata a reflexibilidade do "Eu", conseguindo assim... isolar conscientemente todas as vicissitudes inerentes à complexibilidade do pensamento.
A oposição do reflexo só obtém a sua máxima objectividade se... ao condicionamento do "Eu", for associada uma superfície branca sem aparentes traços ou esboços predefinidos... do nosso próprio reflexo.}

28.4.06

[...Big Sky...]

http://mp3.juno.co.uk/MP3/SF209539-01-01-03.mp3
{Quando nos sentamos em nós próprios... em pleno estado de repouso, o olhar vagueia alheio aos significados das coisas. Aqui, bem de frente à Torre de Belém, há este banco de pedra... nele, e sem o olhar, as mãos tombaram de espanto ao descobrirem um ritmado baixo relevo... que mensagem?!...
É o que acontece quando nos sentamos em nós próprios.
De tanto pensar donde vem o mar... rebato um pouco todos os dias esse desejo... mergulhar em azul. Não o do mar... mas, naquele imenso céu pintado de azul intenso que nos aguarda... faz algum tempo.
É com ele... eu sei, que as noites jamais serão negras, e todas as velas serão acesas, ao mesmo tempo... naquele imenso altar.
Quando nos sentamos em nós próprios... em pleno estado de repouso, há tanta coisa que vagueia... alheia, ao nosso olhar.}

26.4.06

[...Annuntiare...]

http://mp3.juno.co.uk/MP3/SF143691-01-01-06.mp3
{...annnuntiare uma conversa silenciosa, é saber escutar a gestualidade de todas as cores definidas na paleta do nosso próprio tempo.
Observados os tons predominantes nela contidos... poderemos prever deste modo, todas as cores que habitam a vida. Contudo, a complexidade dos pigmentos, por vezes poderá degenerar numa mescla de cinza... neste caso, o melhor é continuar a misturar todos os pigmentos interruptamente, de modo a obter branco... cor essa que contem todos os tons da vida... em estado de plena saturação.}

anunciar, v. tr. comunicar em anúncio; pôr em anúncio; prevenir da chegada ou da presença de; publicar; noticiar; predizer.(Lat. annuntiare).

18.4.06

[...Turvo-Line...]

http://mp3.juno.co.uk/MP3/SF215393-01-01-01.mp3
{... focar memórias é estabelecer todo um processo interior de renovação. Vagamente durante o sono... aparecem rastilhos de imagens passadas.
Passadas essas imagens pelo tempo, e durante o tempo do sono, por vezes a casualidade surge dependurada, aqui ou acolá... ou mesmo alí... na memória das coisas... das coisas... que sempre alí estiveram ou estão, apesar de desfocadas pela turbilhão de tantas outras imagens... que vagarosamente aguardam... também elas, o seu tempo de renovação.}

11.4.06

Safed...eu sei!

http://mp3.juno.co.uk/MP3/SF81890-02-01-04.mp3
{Safed... a cidade sagrada... uma rota, em meu destino.
Mergulhar neste pigmento de fogo... é estar apaixonado... por Issac Luria.
Como há tanta coisa diferente a fazer... e saber neste Mundo!...
O verdadeiro sentido da paixão... não sei ao certo, se reside na ausência do mesmo. Estar apaixonado por alguém... é estar longe de si mesmo.
Talvez por isso, seja necessário fazer e refazer - de quando a quando - uma viagem ao interior de nós mesmos.
Porém, nunca esquecendo que nesse caminho há a vertigem do regresso... isto é, por vezes ou grande parte das vezes, há na ida... um voo sem retorno.
Eu sei... que também eu, irei estar em Safed... eu sei!}

9.4.06

[...Aftherlife...]

http://mp3.juno.co.uk/MP3/SF177009-01-01-10.mp3
{... irá, irei, iremos... eles... irão... será uma questão de ira?!...
Contudo é certo que todos iremos a algum lugar.
"Aftherlife"- as linguagens da causa e da partida.
Se fumar mata... a guerra, anima! E as balas?...
Não há leis que as proibem... Tudo passa... tudo mata.
Lá iremos... ou melhor, lá irão!...
E o que mais importa?... Já nem sei!...
Hoje, falam disto... E tudo passa... e, tudo mata}

4.4.06

[Eternity Is The Beginning]

http://mp3.juno.co.uk/MP3/SF211265-01-01-10.mp3
{... a fórmula do sono, depende da equação vectorial entre o espaço, e a distância percorrida, sobre o tempo... Não! Não ,estamos agora a falar da velocidade!... Porém, o local ou o espaço percorrido, é o grande catalizador da acção/efeito cuja resultante numérica pode variar... mediante um determinado tempo pré-defenido. Hoje, através de novos processos quimícos, já podemos prever o valor numérico do espaço a percorrer. Feitas as contas, é tudo uma questão de programar bem o tempo... e partir à descoberta dos ditos espaços, onde o sono não tomba, mas... flutua!}

3.4.06

[...In The Space...]

http://mp3.juno.co.uk/MP3/SF208305-01-01-01.mp3
{... private!... Todos os sonhos são privados e unipessoais. Todos os sonhos... são possíveis. Há os que vão e voltam... os que nunca se realizam... os que regressam e nos acordam relembrando a sua existência... os que nos espreitam... e há ainda aqueles que se queixam. Uns, são mais teimosos que outros... mas todos eles ficam tristes... se não vão a parte alguma.
Sonhar... é a Fé... que nos anima, e nos motiva em continuar aqui neste endereço chamado... e porque não... com o nome de... lugar de partida para o espaço!
Sonhar com um lapis... é sinal que poderemos riscar todos os nossos projectos de vida, num simples pedaço de papel. Por isso... enquanto houver papel neste planeta... declaro que todos os sonhos são possíveis!...}

28.3.06

[...algum x alhures...]

http://mp3.juno.co.uk/MP3/SF206494-01-02-02.mp3
{... algures em certo lugar... algures em parte incerta... algures em parte alguma...
Em silêncio... na imensidão deste... azul alhures.}

algures, adv. lug. em algum lugar; em alguma parte.
(De algum x alhures).

26.3.06

[...don't look back...]

http://mp3.juno.co.uk/MP3/SF131863-01-02-01.mp3
{... não olhar para trás... não significa, deixar de questionar o caminho percorrido.
Não olhar para trás... é, desejar continuar a percorrer o caminho.
Quantas estradas terá o Mundo?!...
Há tantas estradas que jamais teremos tempo de as cruzar... e, outras tantas que quase por teimosia... voltamos de novo a percorrer.
É, como se aquele caminho... fosse o único sentido para todos os nossos significados desta viagem.
Não olhar para trás... que seja apenas, um detalhe questionável!...}

24.3.06

[...Superpositions...]

http://mp3.juno.co.uk/MP3/SF210502-01-02-02.mp3

{... desacelarar, reduzir, abrandar... fazer uma pausa... parar num lugar próximo.
Sabe bem conduzir o destino. Talvez por isso, as pausas existam... talvez por isso se deva escutar o motor da vida. Virar o mapa ao contrário... inverter a ida, e o regresso... são as mágicas pausas que nos conduzem a um determinado destino... como que.... se acidentalmente estivesse alí, naquele preciso momento à nossa espera!...}

21.3.06

[...Night*Night...]

http://mp3.juno.co.uk/MP3/SF105113-01-01-03.mp3
{...olhar e ver, são instrumentos de observação distintos.
Quando fiz este caminho, apenas olhei... não vi. Donde virão estas silhuetas... umas suspensas outras não... que mais parecem dançar entre o verde das árvores?!... E eu olhei... e, como nem sequer as vi?!...
Como é tudo tão diferente quando se observa devagar... bem devagar, todas as imagens do nosso caminho!
Do olhar ao ver, sabe bem parar por vezes... pois entre estes dois tempos, há tanta coisa para observar... e depois, tudo é novamente bem diferente...}

20.3.06

[Hoje...ou talvez não]

http://mp3.juno.co.uk/MP3/SF211495-01-01-04.mp3
{ O que foi... o que virá ou o que será... são tudo questões... na realidade que dependem meramente do verbo ser. É aí deste modo que hoje, se enquadra! O caminho que nos transporta para o verdadeiro estado da Alma... é sempre realizável através de hoje sou; hoje serei; hoje estou... ou talvez não.
Deste modo, hoje... poderão haver caminhos... vários ou mesmo diversos... dispares... incompletos... perfeitos ou imperfeitos.
Hoje, é um momento onde nem nada foi ou, nem mesmo nada será... sem que nesse preciso momento, se consiga rever o passado e aguardar o futuro.
Do Eu ao Mim... é um caminho redondo... é estar sempre no Mundo!...}

17.3.06

[...Impulsão de Lara Torres...]

http://mp3.juno.co.uk/MP3/SF208201-01-01-03.mp3

{"E se a ordem for um padrão de contradições. Essa mesma natureza que reconhecemos no desmoronamento e que parece naturalmente estranha. A que regras obdece a queda, por que tese é sustentado o desequilíbrio. Como se fosse inerente à estrutura o seu próprio aniquilamento".
São... estas as palavras que acompanham a "Impulsão" de Lara Torres... num estilo muito seu... onde as regras, não são mais que uma ordem planeada para o futuro. Será a queda... o grande catalisador da criatividade?...}

14.3.06

Epicur com Lapis Exilis

http://mp3.juno.co.uk/MP3/SF209539-01-01-07.mp3

{ Uma conversa a dois e a escrita a uma mão... reproduzem-se as fotografias dos quadros... e está quase tudo pronto. Só falta um clik no gravador... e saem dez anos de trabalho em breves linhas.
O que fica por dizer?... Nunca sabemos. Mas o que fica por fazer... tudo!
Ainda está tudo... sim, ainda está quase tudo por fazer!...}

11.3.06

[...loading...]

http://mp3.juno.co.uk/MP3/SF190141-03-01-01.mp3

{Quando percorremos a memória das "coisas"... sabemos escutar tudo aquilo que ficou por dizer. Mas, quando queremos dizer o que não foi dito, recorremos à memória das "coisas"... e escutamos silenciosamente todas as palavras que ficaram dependuradas no tempo.
Saber decifrar esses ciclos de surdos monólogos... não é mais, do que retirar do tempo toda a memória das "coisas".
Como é importante saber escutar tudo aquilo que fica por dizer!...}

8.3.06

Mousse Concept Store


http://mp3.juno.co.uk/MP3/SF209632-01-01-17.mp3

{... Ricardo Vasconcelos, abre hoje pelas 19 horas, mais um espaço de vanguarda em Lisboa. Entre a procura e a escolha, criativos nacionais e multimarcas irão dinamizar esta nova loja de "concept " sedeada na Rua das Flores.
Que abram lojas... que se registem marcas nacionais... que vendam muito... que Lisboa tenha muito mais para ver e oferecer, além do nosso lendário Tejo que nos espreita em cada esquina das suas sete colinas.
É hoje... que iremos todos lá estar... bem perto da estátua de Eça de Queirós, também nós... abraçando o futuro!...}
www.mousse.com.pt

6.3.06

[Thanks...Senhora Ministra]

http://mp3.juno.co.uk/MP3/SF176548-01-01-04.mp3

{...há Óscares; há prémios; há menções honrosas; há reconhecimentos vários... mas, também há Ministra da Cultura em Portugal... atenta a novas atitudes.
Isabel Pires de Lima desbrava novos caminhos e descodifica interesses públicos e privados... é sem dúvida uma nova esperança na renovação dos interesses instalados. No dia que recebeu "Lapis Exilis" em seu gabinete, a Ministra falou de coragem e audácia de quem trabalha sem apoios do Estado... dos que estão conformados com políticas de compadrios... dos que elegem sem terem sido eleitos, e falou... falou de cultura ... do futuro... e, sempre com um sorriso aberto e franco perguntou:
- Quando é a próxima exposição?!...
- Bom... com todo o seu entusiasmo Senhora Ministra... creio que seja já em Novembro ... e assim sendo... deixo-lhe o "Consilium Virtutis Est"... Oscar merecido pelo seu positivismo e empenho... na renovação das políticas culturais!...}

3.3.06

[...interpedire+pede...]

http://mp3.juno.co.uk/MP3/SF200830-01-01-02.mp3

tropeçar, v. intr. embater com o pé contra alguma coisa; dar topada; fig. cair em erro; enganar-se; ficar perplexo; estar inclinado; deparar inesperadamente com; esbarrar. (Lat. *interpetiare ou -pediare, por interpedire+pede).

28.2.06

[...il-Qamar...]

http://mp3.juno.co.uk/MP3/SF173556-01-02-02.mp3

{il-Qamar... ay... selene... yareach... tal... mésic... moon...
kuu... marama... tungl... quamar... tsuki... maan...
gealach... manen... oy... sin... lua... luna}

27.2.06

[...Singularitate...]

http://mp3.juno.co.uk/MP3/SF1199679-02-01-09.mp3

singularidade, s. f. qualidade do que é singular; acto ou dito singular; qualidade do que é extraordinário; excentricidade; extravagância. (Lat. singularitate).

{Quantas máscaras terá o ser humano ao longo da sua vida?!... A singularidade das máscaras... dependerá apenas do seu destino?... Já a memória de cada um, poderá ser vestida dia após dia... mediante o futuro extraordinário que nem sempre se avizinha... por isso, as máscaras... terão sempre seu lugar no tempo}

24.2.06

[...Trans+parente...]

http://mp3.juno.co.uk/MP3/SF190141-03-01-11.mp3

transparente, adj. 2 gén. que se deixa atravessar pela luz e permite distinguir os objectos através de si; fig. que se percebe fácilmente; evidente; claro; s. m. tecido ou qualquer outra sustância com que se atenua a acção da luz. (Do Lat. transparente+parente, de parere).

11.2.06

[... Mensagem...]

http://mp3.juno.co.uk/MP3/SF127913-02-01-05.mp3

{Porque há lugares assim... que já eram nossos, sem os serem?!... Porque há lugares que perduram para sempre na nossa memória... sem nunca os ter visto?... Porque será que existem lugares que esperam por nós, além do tempo?!...
Porque será?!...}

9.2.06

[...Consilium Virtutis Est...]

http://mp3.juno.co.uk/MP3/SF149479-01-01-03.mp3

{O que te lembra isto?... Lembra-me alguém, um conceito... há sempre algo que nos vem à memória quando olhamos para uma determinada imagem. Mas neste caso, talvez um conceito e tudo aquilo que nos leve a ele. Consilium... conselho... Virtutis... virtude!
Houve um escultor que retratou o "Conselho"... foi Machado de Castro.
Este "Conselho" é diferente... não tem regras anatómicas nem arestas polidas em pedra... é um rendilhado de personagens envoltos numa teia gravítica... à procura do título que o compõe. Agora, o que lembra isto... é muito mais do que é visto, ou sentido neste preciso momento... é sim, um outro tempo... o tempo que diz exactamente a nós próprios... o que poderá lembrar isto?!...}

7.2.06

[...H2O Meticulosu...]

www.sometea.blogspot.com

{Sometea é um Blog de vários sabores, odores e crenças espirituais. Da filosofia oriental... a um conjunto de rituais meticulosos... surgem as ervas e as folhas catalogadas sábiamente por quem tantos males ensinou a curar... o poder do Chá!
Existem brancos, escuros, verdes, amarelos, carmim, acastanhados... todos eles com a transparência exacta, própria de um líquido muito valioso... a água.
Há quem goste dele frio, um tanto morno ou mesmo a ferver. Mas, a isto tudo devemos juntar uma chávena escaldada... e de preferência... é claro, uma chávena de chá... de assinatura com aroma!}

6.2.06

[ Leveza/Destreza/Paixão ]

destreza, s. f. qualidade de destro; agilidade; aptidão; habilidade; arte; habilidade manual, particularmente nos movimentos delicados, e que se manifesta pela precisão e pela rapidez. (De destro).

{O que te recorda isto?... Exactamente, exactamente... lembra-me certos dias da semana. Mais precisamente... o entardecer de certos dias. É uma arte gloriosa, para quem a pratica. São tantos os movimentos... que tudo se resume ao exercício de estudar o próximo. Curiosamente a rapidez surge na habilidade em parar o tempo... e adivinhar o próximo gesto... do outro, é claro.
As horas passam e podem continuar a passar... ao som das armas que preenchem a sala. O objectivo de tudo isto... é saber decifrar! Decifrar a gestualidade do outro, sem rostos visíveis... é o despertar de todos os sentidos.
Na leveza de cada gesto... uma paixão sem limites...Touché!}

31.1.06

[...Frame-to-Frame...]

{ Frame-to-Frame... talvez a vida seja exactamente isso. Momentos exactos registados através de bruscas paragens do tempo. Afinal podemos parar o tempo!... Registar o movimento, num pedaço de papel rabiscado com datas e acontecimentos... depois, depois basta aceder à memória das coisas... e alí está ele, o tempo... estáctico à espera de nós mesmos.
Cada momento é isolado de si mesmo... de sons, cheiros, emoções, sensações, luz e contrastes de um todo. E a vida é exactamente isso... o agrupamento múltiplo de vários registos.
A constante procura... talvez quem sabe... não seja esse o mistério da vida... desvendar tantos outros registos herdados genéticamente que coabitam na memória de cada um. Parar o tempo, colar imagens, repor o som, contar uma história... criar personagens, e por fim... por fim, voltar a parar o tempo e recomeçar tudo de novo.
Frame-to-Frame... talvez a vida seja exactamente isso.}

27.1.06

[... Galáxia ativa M87...]

http://mp3.juno.co.uk/MP3/SF204523-02-01-03.mp3

{ Dedicarmos uma vida a estudar esta Galáxia... é deveras apaixonante. Observar, captar, analisar, ler e registar tudo aquilo que todos os planetas têm em comum... é acreditar que há de facto outros mundos.
Rebatendo todas as informações, concluímos que todos os Planetas têm:
-Nomes de Deuses Grego-Romanos; Uma relação um a um com as diferentes partes do cérebro (glangio basal-tálamo e hipotálamo); Aneis; Estelites naturais; Periélios e afélios que são independentes e se movem no tempo, ou seja, as elipses giram; A mesma forma arredondada; Detetives sobrenaturais; Orbitas elípticas; Igual influência sobre os signos; A mesma qualidade de vida; Vida ao mesmo tempo nesta Galáxia; Nodos; Campo magnético; Movimentos de rotação; Cinco ponstos Lagrangeans; Elementos químicos; Vida própria e giram em uniformidade; Sinfonia própria; Luas; Chuva; Movimento de rotação à volta do Céu; Recursos intrínsicos; A mesma origem; O seu tempo de vida... Safa!... O seu tempo de vida?!...
O melhor é preparar desde já a mala, e zarpar para outra Galáxia... a Gálaxia M87...talvez! }

25.1.06

[...Spiritus flat ubi vult...]

http://mp3.juno.co.uk./MP3/SF114790-01-01-04.mp3

Spiritus flat ubi vult (loc. lat.) o espírito sopra em qualquer parte; a inspiração é um dom da natureza, não depende da vontade.

24.1.06

[...Uma assinatura com Aroma...]

{ As assinaturas não são meros rabiscos. Todas elas são um passaporte de identidade. Podem ser coloridas... numa só cor, ou ainda retratarem estilos e modos de vida. Umas são mais esbeltas... menos legíveis que outras... mas todas elas, não são mais do que o registo, de uma marca pessoal. Esta assinatura tem aroma... é um rabisco com duplo prazer!}
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