6.8.08

[ ... Entre Torres e Planícies: O Mar!...]

[ todas as torres se erguem em paços, por passos dados e acertados do Ser. tempos apontados em pedras que enfrentam as histórias dos que não sabem se erguer em novas caminhadas. o céu, é a chave mais misteriosa das águas azuis por nós já navegadas. donde vim, é para onde vou. estar aqui e poder viver em serras, planícies e cidades de portugal: é sorte abençoada pelos ponteiros que rezam outros ares. viajar com a cidade das tintas, entre torres e planícies, é saber também aqui: escutar o mar. pinto-te de longue. apenas de memória. porque ser pintor é ver sem olhar. é sentir. é saber redesenhar o desconhecido lugar, que nos traz novo chão. é olhar à volta e descobrir novamente o céu. é saber que donde vim é para onde vou. sorte esta em que só oiço, sinto, pinto e já não vejo, cansada de tanto te olhar. tudo aqui é pedra! eleita serra que pinta o mar sem água, em desenhadas saudades de te abraçar. navegadas essas longas horas, será finalmente tempo de partir de novo. depois as imensas telas e o fim. que seja logo, tempo de partir, rumo à cidade, onde te poderei de novo avistar.]

31.7.08

[...Ao Lado Dorme o Sol...]

{... seria fácil desenhar luas em florestas e rios no grande céu, do que nesta serra agarrar a vida numa só mão. as sombras, ficam sempre ao lado onde dorme o Sol. ficam e riem em mil luzes de verdades não serenas. aqui a lua só aparece no verão. só os rios sabem como o inverno faz caír o coração dos que se debruçam ao vento. todas as vidas são sinais de luz . são telas de mil cores. há sempre letras desenhadas na rota da Fé. seria fácil desenhar sonhos e miragens de rios em luas sombrias. há tanta pressa em chegar à resposta da cor, que vamos partir à rota do vento. vivem aqui tempos que não são meus. vivem aqui horizontes desenhados em sinos que tocam sempre quando o sol dorme e disperta à noite mil cores... há noites e luas que não são minhas. nem o vento. nem o voo feliz de quem vem mais longe donde vim. é fácil desenhar luas em florestas e rios no grande céu!... Deus só chama a si quem lhe pertence... verdade essa que sem pressa nos diz para aqui ficar.}

30.7.08

[...No Tempo e Ao Tempo...]

{... que se toquem à chegada e à partida: os sinos desta vida. na aldeia da serra há sinos à mão de quem passa e grafitis dos anos de 1600, nas alvenarias das casas. são sombras dum passado tão longínquo que dispertam memórias escondidas no tempo. todas as aldeias de pedra guardam seus grafitis esculpidos com dizeres pintados para todo o sempre. não há concursos, nem animações cromáticas, ou novas tendências artísticas. tudo é meticulosamente conservado para receber os novos habitantes. só soa o tempo, devagarosamente. as horas tocam - no tempo e ao tempo -, sons e memórias na superfície branca do pensamento. inventam-se linhas e datas, nomes e cores, em paredes ainda não riscadas. só quando o vento se enaltece e se espreguiça do alto azul do céu: é que o sino desentristece e a festa acontece. há tanta música na cor que por ora, os sinos se silenciam. espreitam a serra. aguardam o vento que já sopra, devagarosamente. e assim ficam, sempre muito atentos, à chegada e à partida de quem passa, e de quem nunca chega. }

17.7.08

[ lisboa: short term rent apartments ]

{... contextualizando o aluguer temporário de apartamentos à cor das telhas e dos edifícios portugueses, a nova roupagem gráfica para representar a imagem de tudo o que nos leva ao conceito da habitação... é o logotipo esgalhado por Francisca Mendonça para o site: www.rogrent.org que está de parabéns... porque as casas sempre se pintaram de várias cores! arrendar temporáriamente apartamentos nas zonas mais típicas de lisboa, é o novo conceito de oferta para as férias de 2008, aos turistas mais exigentes à descoberta detalhada na vida da cidade, numa prespectiva de habitar e conhecer determinados bairros alfacinhas. dos cafés às ruas, dos lugares de venda ao espaço urbano que o tradicional eléctrico cruza as colinas de lisboa... à espreita pelas nesgas das ruelas de lisboa: o Tejo!...}

16.7.08

[ Liberdade: O Corredor da Avenida...]

[... o grande corredor da avenida da liberdade tem sempre mais vida, se à corrida nunca se parar de sonhar. sem ela... a vida seria tempo parado. sabes, é que todos os quadros param no tempo. ontem, em espaço fechado. hoje, em avenidas do futuro. sem liberdade, as cores jamais alcançariam o grande corredor desta vida. talvez por isso, não valha a pena perder-se tempo com alguns corredores da desgraça... que se cruzam na nossa grande avenida da vida. a liberdade pode ser pintada por muitas cores... mas a avenida... a nossa (alcançada em vida), é o maior fôlego para continuar esta corrida. descer a avenida da liberdade e espreitar as janelas que nos levam às memórias do que já não nos pertence... é um apelo que nos faz sonhar... e nos diz: que há muitas mais avenidas neste mundo para a cor continuar a vencer. ]

9.7.08

[ As Serras e os Vales também se cantam ]


{... as serras, as montanhas e os vales também se cantam. o que seria de nós, sem o grande património do Ser. fugaz... e muito fugazmente, passaríamos pela terra, sem cantar as memórias do que fomos e somos. canta-se o verde; o azul; o branco; o amarelo; o carmim e o negro... que de tão negro se pintou o Fado. sabes... é que se as cores não se cantassem... o universo era todo de uma só única cor!...}

7.7.08

[ 00Fleming: Ensaio sobre a Imortalidade ]

{... a imortalidade em ensaio na figura do agento secreto 007 é o novo livro de josé antónio barreiros, que irá certamente reunir muitos convidados no "pateo das letras" em faro. a cultura é sem dúvida a melhor companhia que podemos levar da cidade para a grande serra do pensamento! no dia 12 julho, na rua dr. cândido guerreiro, às 17h30, abre o novo pateo da cultura. é o espaço memória que estará aberto de 2ª a Domingo, a partir das 10h00 e encerra: de 2ª a 3ª - 20h; 4ª, 5ª e Domingo - 21h00; 6ª e sábado - 23h00.
a imortalidade é a imortalidade e um livro é um livro! fleming um agente secreto, e o autor do livro: um amigo que assina a página www.omundoemgavetas.com }

2.7.08

[ Rezo-te: em mil promessas de cor!...]

{... chegadas as grades do desejo, rezo-te... em mil promessas de cor. sem panos brancos de linho - vejo-te. Deus corpo: arte Senhor. és alegria na chegada e na partida, em tudo que morre e nasce. hoje, tenho-te nos quadros encostados à alvenaria do desejo, com que pinto e te revejo.
hoje, rezo-te... em mil promessas de cor!...}

27.6.08

[ Brava Dança Dos Herois ]




{... dos fracos não reza a história... era assim. assim é e assim será! era tempo, e vontade de cantar alto a nossa história. eramos assim. somos assim. cada um de nós, ligados ao mesmo grupo de amigos, hoje por caminhos diferentes, vamos cantando alto a nossa história. foram momentos que à volta de uma mesa de café... se diferenciava uma nova geração. a nossa missão era: revitalizar a imagem de portugal. hoje, como ontem, e como amanhã... muitos de nós, continua em áreas tão diferentes a riscar os cadernos da cultura portuguesa. bons tempos! tempos cantados, escritos, dançados, imagens pintadas, marcas recriadas na vanguarda do querer: ser português. agora... mais imagens e novos tempos virão!... afinal, dos fracos não reza a história.}

26.6.08

[ Na escalada da Paz!...]


Lancia Delta Ad - w Richard Gere (Complete)
Colocado por kkoci

{... até à serra onde a cidade das tintas acentou suas cores... a escalada poderá ser feita em qualquer veículo, desde que os amigos convidados transportem: paz! }

25.6.08

Ser Cidade Das Tintas

{... Ser: na cidade das tintas é saber conviver com todas as emoções. nesta grande cidade a insegurança que habita em alguns Seres, deixa logo de existir. não há ciúme nem inveja que seja retratada ou presente nos habitantes da cidade das tintas. porque... a insegurança é resultado das imperfeições que cada corpo ou mente possui no grande espaço da vida. aqui... todos os defeitos são retocados, pintados, apagados, sombreados, aperfeiçoados até ao limite da imaginação de cada um. como se define o pigmento para o ciúme?... difícil questão esta que no exercício da cor, somos todos nós, remetidos para o universo dos rostos conhecidos que assim animados são. se a imperfeição dos rostos não fosse proporcional ao ciúme: todas as tensões emocionais seriam pintadas no mesmo tom! é por isso que todos somos diferentes. na cidade das tintas não há seres mesquinhos, inseguros ou imperfeitos. nela habita sempre o que de melhor há na vida: a confiança dos gestos e a selecção expontânea de cada tom. os pincéis e as tintas são apenas o espelho da Alma, e como cada um livremente se expõe. se todos os Seres, pudessem corrigir em vida todas as suas imperfeições: o céu rebatia na terra e, todas as cidades estariam nas tintas, para o que nos afasta nesta vida, de alcançarmos a paz. e porque há quem sempre viva verde de ciúmes nesta vida, hoje os novos pincéis chegaram todos eles pintados de verde! }

21.6.08

[ Corações Dependurados ]

{... há nas ruas percorridas da emoção quem dependure o coração em janelas abertas para o céu. refrescadas as turbulências do sentir... ar puro faz-nos sempre bem! é também assim nas grandes cidades. o grande edifício humano enche-se de cor nos dias quentes do verão. aproxima-se a calmaria das férias em areias perto do mar: portugal vai a banhos!
refrescam-se as ideias e as emoções do euro 2008. afinal, nem tudo é o que pensamos realmente ver. é exactamente no patamar da subjectividade que o improvisto sempre acontece. agora... na agenda das grandes cidades, é tempo de se projectar renovadas sombras, no asfalto dos novos dias.
refrescadas as turbulências do sentir... o ar puro faz-nos sempre bem! }

18.6.08

[... Ser Texto / Être Texte...]

{... ser texto / être -texte, não é tarefa fácil. para que servem as palavras se nem sempre, todas elas são ouvidas? para que servem as palavras, se nem por elas somos escritos? para que serve escrever, se não formos texto? aparentemente todas as palavras são iguais. nessa complexa forma de ser... só os textos diferem. há em cada Ser, infindáveis composições de múltiplos textos. mas só alguns, sabem como desenhar a caligrafia do sentir. é isso que Lima sabe fazer! o mesmo Lima que conheci na redação de uma revista de arte. cruzados os nossos caminhos... a arte volta a juntar de novo, nossos nomes nas prateleiras, onde ser texto acontece. há mais être - texte em Luís Lima... para ler e ouvir, aqui em: http://www.luislima.tk/ }



boomp3.com

16.6.08

Vieira da Silva

{... maria. maria vieira da silva. a pintora que portugal não quis. que nada ligou... e que ainda nada liga: à cultura é claro! o nada não muda e tudo é hoje igual ao seu tempo. nada! que aconteça o nada. a cultura deste país transformou-se num círculo de inércia: a bola! nela, o nada anda às rodas faz tempo. novamente o nada até que outros nos olhem. o vazio. só que o nada não pode vir do nada... por isso, há que em mais nada, nada lhes ligar. às palavras do círculo! às palavras que completam os ideais da cultura. se não fossem os ateliers... levarem-nos a viajar pelo tempo e pela terra, tudo isto seria redondamente feliz. como é bom partir! "é urgente partir" - disse maria. "coisa triste nascer num país que não nos quer. o melhor será partir!" - disse mais ainda -, vieira da silva. assim fez, mudando o seu atelier vezes sem conta.
se não fossem as planícies e as nossas serras, caminhos abertos para o céu e para o mar... também eu maria, partiria desde logo, pela porta que nos leva à cor e às formas, para colorir todo o vazio e o nada, desta inércia que se instalou faz tempo em portugal. aqui, tudo é redondamente feliz assim. só os ateliers é que nunca ficam parados no tempo.}

13.6.08

[ Deus e Pessoa ]

{... Deus
Às vezes sou o Deus que trago em mim
E então eu sou o Deus e o crente e a prece
E a imagem de marfim
Em que esse deus se esquece.

Às vezes não sou mais do que um ateu
Desse deus meu que eu sou quando me exalto.
Olho em mim todo um céu
E é um mero oco céu alto. Fernando Pessoa...}

11.6.08

[ PR ou GR: A Serra! ]

{... já na serra, de frente para uma das paredes das poucas ruas da minha nova aldeia: eis a sinalética dos novos caminhos! no meio deste deserto, não sei quantos transeuntes verei passar na calmaria dos dias, à procura destes assinalados percursos. como é alta a serra desta aldeia que se ergue toda ela para o céu, em mil pedras de todos os tamanhos. ontem, as nuvens desenhavam sombras, no dorso das suas acentuosas nervuras esculpidas sabe-se lá por quem. aqui, mais perto do céu, o azul é mais claro. a luz é muito forte e por vezes, entre as pedras brancas e as nuvens que se lhe abeiram, ficamos sem ver o azul que o céu tem. tudo é branco ainda sem a neve que se aproximará por fim! a pedra que há por todo o lado, esculpe formas volumétricas de seres perdidos no tempo. são tantos os vultos que se advinham dela... que ficamos sem saber se esta gente agora estática no tempo, se animara um dia na escalada da serra. são tantos os caminhos que nos levam ao seu cimo, para que mais perto do céu, sempre dela se aviste a terra. nesta aldeia há uma igreja, um fontanário e uma carreira que passa a horas incertas. há memórias tão antigas e casas perdidas nestas pedras aparadas pelo vento. no sotão que abarcará o novo tempo de cores, são projectadas as medidas exactadas para que tudo dê certo. será talvez... este o lugar perfeito para se concluír o novo ciclo. será talvez... e ainda longe do inverno... tempo para escalar até onde o azul do céu é mais claro, e a terra ainda dela se avista cheia de luz. PR ou GR?!... amanhã talvez !... }