7.9.08

[ "Ascensão" em Exposição na Almedina...]

[ Na Obra de Nuno Ascensão há raízes desarmadas de saudade. Ruas suspensas. Ramos rasgando o azul da vida. Ventos de cor. Personalidade própria e verdades captadas no contraste da luz. Tudo isto: como entidade viva!... Porque o Céu também se pensa assim. Não seremos nós, voantes passageiros na intemporalidade do Universo? Eterna viagem a preto e branco. Na cor do seu Sentir. É a exposição que está patente na Livraria Almedina no Atrium do Saldanha em Lisboa, até o dia 30 de Setembro. Nuno Ascenção traduz neste projecto fotográfico o imaginário da ascensão da Natureza ao Universo, ao Divino. A mostra reúne dez imagens de troncos despidos, troncos-raízes que ascendem aos céus, numa clara simbologia da ligação Natureza-Universo.
http://ascensaofotografia.blogspot.com é o Blog do webdesigner/programador e designer gráfico, formado em Multimédia na ETIC e em Design Gráfico e Multimédia na Restart, que desde cedo revelou paixão pela fotografia.
“Ascensão” é a sua primeira exposição individual.]

31.8.08

[...Virados para o Céu: Somos...]

[ ...virados para o céu. nos requebros da morte. somos estátuas vivas. mudas palavras adensão o ar. segredos. emoções. promessas. pecados em sublimação. dúvidas. horrores do Ser. há em todos os lugares sagrados, ouvintes de desculpas. virados para o céu, em exercício de inquietude e paixão. parados no tempo. sempre à espera. da luz que ilumina o novo tempo. ]

28.8.08

[ ...Na Intemporalidade dos Sonhos... ]

[... no tecto do sono chegamos ao céu! é assim que acordamos todos os dias no romper da vida. o que seria do céu sem nuvens e o sono sem as silenciosas viagens ao grande mundo dos sonhos? à descoberta do outro espaço que nos anima para a vida, é a grande viagem que todos nós obrigatóriamente fazemos todas as noites. alguns, motivados pela capacidade criadora, vivem momentos de ilusões e até anseios trazidos de outras vidas. quanto misterioso é o mundo dos sonhos! uns dizem que se viaja... até aos confins do universo. outros, dizem que racionalmente pensando, o sono é cientificamente considerado: um mero estado alucinatório. o que se passa exactamente nunca saberemos ao certo. apenas sabemos que estaremos sempre condenados a dedicar muitas das nossas horas ao tão delicado estado que é efectivamente sonhar! e porque sonhamos sempre que a nossa grande viagem se realize aos céus, hoje em cores de dança: o azul é Rei em verde esperança nos próximos dias porque já sonhamos faz tempo. afinal, não seremos sómente todos nós, voantes passageiros na intemporalidade dos sonhos?!... hoje o dia se fez assim.]

22.8.08

[...Nightmare...]

[... é durante a noite que reunidos os estados de ânimo e das emoções, o sono leva-nos ao sublime mundo dos sonhos. sombreados os movimentos, os corpos inertes, marejam uma outra vida. é então que exoberantes momentos acontecem, a cores ou isoladamente a preto e branco. há certamente, infindáveis novos universos que nos aguardam desde sempre sem revelarem ao certo, se vamos a todo o lado ou a lado nenhum. é esse o grande segredo que a nossa mente preserva para além do tempo: o corpo e o espaço em sonhos que acontecem ou não. ideias, cores, personagens, realidades ou ficção - vida!... acordar penosamente durante um sonho é sempre uma passagem de auto-reorganização no tempo e no espaço. é saber voltar a identificar tudo o que nos rodeia e retomar a escala no tempo. despertar no meio do sono, traz-nos memórias que não sendo talvez nossas nunca deixam de ser vividas num outro qualquer espaço físico. é nesse mágico universo que "nightmare" acontece! ]

20.8.08

[...De regresso às serras do mar!...]

[ de regresso às serras do mar, longe da aldeia do campo que alberga o laboratório das novas cores... o tejo traz-me por fim ao atlântico. no mar, há misteriosas serras que espreguiçam ente perfumados silêncios. como é analgésica a musicalidade destas águas! metamofórico canto este, que me traz sempre a esta praia. dependendo da escala... tudo fica acidentalmente grandioso. é nas zangarias da terra com a monotonia dos dias, que por vezes, das entranhas do grande azul do mar, nascem a uma velocidade estonteante - novas ilhas pintadas de vermelho fogo. entangindo o carmim, o frio azul da água, pinta a nova matéria de negro. cinzelados os seus segredos, será que o mar suspende do seu enigmático vazio: o mistério da nossa existência? que mais segregará na vastidão... desse frio transparente, que de azul esverdeado, cobre de negro todos os dias, o espelho do inatingível crepúsculo. de regresso às serras do mar, longe da aldeia do campo... o tejo traz-me por fim... a esta praia do atlântico. ]

6.8.08

[ ... Entre Torres e Planícies: O Mar!...]

[ todas as torres se erguem em paços, por passos dados e acertados do Ser. tempos apontados em pedras que enfrentam as histórias dos que não sabem se erguer em novas caminhadas. o céu, é a chave mais misteriosa das águas azuis por nós já navegadas. donde vim, é para onde vou. estar aqui e poder viver em serras, planícies e cidades de portugal: é sorte abençoada pelos ponteiros que rezam outros ares. viajar com a cidade das tintas, entre torres e planícies, é saber também aqui: escutar o mar. pinto-te de longue. apenas de memória. porque ser pintor é ver sem olhar. é sentir. é saber redesenhar o desconhecido lugar, que nos traz novo chão. é olhar à volta e descobrir novamente o céu. é saber que donde vim é para onde vou. sorte esta em que só oiço, sinto, pinto e já não vejo, cansada de tanto te olhar. tudo aqui é pedra! eleita serra que pinta o mar sem água, em desenhadas saudades de te abraçar. navegadas essas longas horas, será finalmente tempo de partir de novo. depois as imensas telas e o fim. que seja logo, tempo de partir, rumo à cidade, onde te poderei de novo avistar.]

31.7.08

[...Ao Lado Dorme o Sol...]

{... seria fácil desenhar luas em florestas e rios no grande céu, do que nesta serra agarrar a vida numa só mão. as sombras, ficam sempre ao lado onde dorme o Sol. ficam e riem em mil luzes de verdades não serenas. aqui a lua só aparece no verão. só os rios sabem como o inverno faz caír o coração dos que se debruçam ao vento. todas as vidas são sinais de luz . são telas de mil cores. há sempre letras desenhadas na rota da Fé. seria fácil desenhar sonhos e miragens de rios em luas sombrias. há tanta pressa em chegar à resposta da cor, que vamos partir à rota do vento. vivem aqui tempos que não são meus. vivem aqui horizontes desenhados em sinos que tocam sempre quando o sol dorme e disperta à noite mil cores... há noites e luas que não são minhas. nem o vento. nem o voo feliz de quem vem mais longe donde vim. é fácil desenhar luas em florestas e rios no grande céu!... Deus só chama a si quem lhe pertence... verdade essa que sem pressa nos diz para aqui ficar.}

30.7.08

[...No Tempo e Ao Tempo...]

{... que se toquem à chegada e à partida: os sinos desta vida. na aldeia da serra há sinos à mão de quem passa e grafitis dos anos de 1600, nas alvenarias das casas. são sombras dum passado tão longínquo que dispertam memórias escondidas no tempo. todas as aldeias de pedra guardam seus grafitis esculpidos com dizeres pintados para todo o sempre. não há concursos, nem animações cromáticas, ou novas tendências artísticas. tudo é meticulosamente conservado para receber os novos habitantes. só soa o tempo, devagarosamente. as horas tocam - no tempo e ao tempo -, sons e memórias na superfície branca do pensamento. inventam-se linhas e datas, nomes e cores, em paredes ainda não riscadas. só quando o vento se enaltece e se espreguiça do alto azul do céu: é que o sino desentristece e a festa acontece. há tanta música na cor que por ora, os sinos se silenciam. espreitam a serra. aguardam o vento que já sopra, devagarosamente. e assim ficam, sempre muito atentos, à chegada e à partida de quem passa, e de quem nunca chega. }

17.7.08

[ lisboa: short term rent apartments ]

{... contextualizando o aluguer temporário de apartamentos à cor das telhas e dos edifícios portugueses, a nova roupagem gráfica para representar a imagem de tudo o que nos leva ao conceito da habitação... é o logotipo esgalhado por Francisca Mendonça para o site: www.rogrent.org que está de parabéns... porque as casas sempre se pintaram de várias cores! arrendar temporáriamente apartamentos nas zonas mais típicas de lisboa, é o novo conceito de oferta para as férias de 2008, aos turistas mais exigentes à descoberta detalhada na vida da cidade, numa prespectiva de habitar e conhecer determinados bairros alfacinhas. dos cafés às ruas, dos lugares de venda ao espaço urbano que o tradicional eléctrico cruza as colinas de lisboa... à espreita pelas nesgas das ruelas de lisboa: o Tejo!...}

16.7.08

[ Liberdade: O Corredor da Avenida...]

[... o grande corredor da avenida da liberdade tem sempre mais vida, se à corrida nunca se parar de sonhar. sem ela... a vida seria tempo parado. sabes, é que todos os quadros param no tempo. ontem, em espaço fechado. hoje, em avenidas do futuro. sem liberdade, as cores jamais alcançariam o grande corredor desta vida. talvez por isso, não valha a pena perder-se tempo com alguns corredores da desgraça... que se cruzam na nossa grande avenida da vida. a liberdade pode ser pintada por muitas cores... mas a avenida... a nossa (alcançada em vida), é o maior fôlego para continuar esta corrida. descer a avenida da liberdade e espreitar as janelas que nos levam às memórias do que já não nos pertence... é um apelo que nos faz sonhar... e nos diz: que há muitas mais avenidas neste mundo para a cor continuar a vencer. ]

9.7.08

[ As Serras e os Vales também se cantam ]


{... as serras, as montanhas e os vales também se cantam. o que seria de nós, sem o grande património do Ser. fugaz... e muito fugazmente, passaríamos pela terra, sem cantar as memórias do que fomos e somos. canta-se o verde; o azul; o branco; o amarelo; o carmim e o negro... que de tão negro se pintou o Fado. sabes... é que se as cores não se cantassem... o universo era todo de uma só única cor!...}

7.7.08

[ 00Fleming: Ensaio sobre a Imortalidade ]

{... a imortalidade em ensaio na figura do agento secreto 007 é o novo livro de josé antónio barreiros, que irá certamente reunir muitos convidados no "pateo das letras" em faro. a cultura é sem dúvida a melhor companhia que podemos levar da cidade para a grande serra do pensamento! no dia 12 julho, na rua dr. cândido guerreiro, às 17h30, abre o novo pateo da cultura. é o espaço memória que estará aberto de 2ª a Domingo, a partir das 10h00 e encerra: de 2ª a 3ª - 20h; 4ª, 5ª e Domingo - 21h00; 6ª e sábado - 23h00.
a imortalidade é a imortalidade e um livro é um livro! fleming um agente secreto, e o autor do livro: um amigo que assina a página www.omundoemgavetas.com }

2.7.08

[ Rezo-te: em mil promessas de cor!...]

{... chegadas as grades do desejo, rezo-te... em mil promessas de cor. sem panos brancos de linho - vejo-te. Deus corpo: arte Senhor. és alegria na chegada e na partida, em tudo que morre e nasce. hoje, tenho-te nos quadros encostados à alvenaria do desejo, com que pinto e te revejo.
hoje, rezo-te... em mil promessas de cor!...}

27.6.08

[ Brava Dança Dos Herois ]




{... dos fracos não reza a história... era assim. assim é e assim será! era tempo, e vontade de cantar alto a nossa história. eramos assim. somos assim. cada um de nós, ligados ao mesmo grupo de amigos, hoje por caminhos diferentes, vamos cantando alto a nossa história. foram momentos que à volta de uma mesa de café... se diferenciava uma nova geração. a nossa missão era: revitalizar a imagem de portugal. hoje, como ontem, e como amanhã... muitos de nós, continua em áreas tão diferentes a riscar os cadernos da cultura portuguesa. bons tempos! tempos cantados, escritos, dançados, imagens pintadas, marcas recriadas na vanguarda do querer: ser português. agora... mais imagens e novos tempos virão!... afinal, dos fracos não reza a história.}

26.6.08

[ Na escalada da Paz!...]


Lancia Delta Ad - w Richard Gere (Complete)
Colocado por kkoci

{... até à serra onde a cidade das tintas acentou suas cores... a escalada poderá ser feita em qualquer veículo, desde que os amigos convidados transportem: paz! }