13.6.08
[ Deus e Pessoa ]
11.6.08
[ PR ou GR: A Serra! ]
8.6.08
[ No grande bairro dos riscos. ]
2.6.08
[ A Caligrafia das Cores]
28.5.08
[ Portas de X cores ]
26.5.08
[ Nas Telhas do meu Sono ]
25.5.08
[ O Olhar de Bernardo Lobo ]
23.5.08
Ser Exposto
18.5.08
As Time Goes By
16.5.08
[ Tudo é Nada na Bagagem das Emoções...]
14.5.08
[ Os Incendiários da Felicidade ]
11.5.08
[ Nova Serra o Novo Lugar ]
7.5.08
[ Os Anjos Também Choram ]
5.5.08
[ A Caixa do Presente ]
2.5.08
[ Da Poesia à Música: Ana Vidal ]
1.5.08
[ Comentários:Perdidos & Achados ]
30.4.08
[ A Sonolência das Cores ]
20.4.08
[ O paralelismo do Eu ]
15.4.08
[ a intemporalidade do esquiço ]
7.4.08
[ As Teclas do Sentir ]
3.4.08
Restaurante 9.come e Mite Paradanta
9.come é um espaço aberto às novas tendências da arquitectura de interiores todo ele... temperado de lusitanos sabores.}
1.4.08
Tibete Red Sky
27.3.08
[...Sempre que Amanheço...]
25.3.08
[...Cruza Vida...]
{... e se a vida me cruzar contigo? cidade perfeita fantasma de mim. e se a vida me cruzar contigo? chão de pedra, rio de prata. não há cidade perfeita neste caminho sem ti. cruza vida. envolve-me nela até ao fim. cidade paraíso longe donde existo. e se a vida me cruzar contigo? chão de prata, rio de pedra. cidade perfeita, fantasma de mim. cruza vida. faça chuva ou faça vento que haja sol e sombra em ti. cruza vida. cidade de barro moldado pelas lágrimas dos homens, envolve-me nela até ao fim. sem alma não há cidades perfeitas, nem mundo sem fim. e se a vida me cruzar contigo? leva-me. leva-me devagar. cidade perfeita, fantasma de mim.}
21.3.08
17.3.08
12.3.08
[... noutro lugar...]
8.3.08
[... Vinil Disc...]
{...tsssssstttt tsssssssstttt. de quando a quando abro-lhe as portas... cliko em ON, e revejo os mil discos de vinil que aqui estão. alguns deles já tocaram faz bastante tempo, numa rádio nacional. hoje pensei em Miles Davis. recordo como o conheci, e do tempo que passamos juntos. é verdade... o Miles Davis! o misterioso homem que soprava a preto e branco através de uma caixa mágica. pensado assim... é verdade que o som do vinil envolve-nos doutro modo.}
2.3.08
Eleni karaindrou - Trojan Women
{... grécia. euripides na direcção de Antonis Antypas e música de eleni karaindrou em Trojan Women. o drama desenhado - o teatro. o choro e o grito em busca do desenho das emoções. o rosto e a ausência da dor. o reflexo de outra vida além da cor - o piano. novamente um rosto semelhante a outro. idêntico nos traços? talvez. há sempre um outro rosto igual ao nosso noutro lugar... porque nem só se vive uma vez... eleni é um cd de eleição na gaveta do meu atelier.}
29.2.08
Lauro António em Sarajevo
{...ligar a realidade dos factos à poesia- é o registo duma aula de literatura retirada do filme "Manhã Submersa", do cineasta Lauro António. é também assim que portugal está representado no Festival de Inverno de Sarajevo, durante dois dias. os seus filmes, o projecto CineEco e o documentário recentemente realizado no Alentejo para a exposição "Tiqqun". o universo pictórico captado através da objectiva da sua máquina de filmar. um convite à aproximidade da exaltação das cores e das formas... ao exercício dos pincéis- à pintura. o alentejo novamente e a "mística" cidade das tintas. da imagem em movimento ao fado... uma jornada portuguesa... é exactamente o que nos propõe Lauro António, e Frederico Corado em Sarajevo. talvez por isso e muito mais... desejo-lhes, os maiores sucessos!...}
http://lauroantonioapresenta.blogspot.com/
27.2.08
[...A Geometria das Emoções...]
{... é no universo do mundo sem palavras que outro mistério acontece. há poesia viva em realidades assim. dar cor. apagar. riscar de novo outro traço. descobrir o fim. recomeçar. a voluntária entrega ao silêncio para captar novas realidades. observar o vazio e o cheio, a luz e a sombra. dor suspensa ou adiada... sentir. escutar. dar cor. sempre a cor... sem tempo. à procura que algo aconteça longe dos factos. o traço seguido de outro traço. novos registos esboçados pelo lápis. o contraste e a incontornável divergência das cores. a forma. a ausência das formas e o todo. suprimir o lógico. novamente a cor. sempre a cor. na continuidade do tempo surge a tela. novamente outra superfície branca. sempre assim, dia e noite, na incansável procura da geometria das emoções.}
23.2.08
[...não. não sou poeta...]
21.2.08
[...I'm So-So...]
{...se fosse fácil controlar o destino, a vida seria sempre repensada doutro modo. sem o acaso das coisas que a vida tem, tudo seria monótono e o destino deixaria de fazer sentido. se calhar, nem o destino existe, nem tão pouco o acaso sempre acontece. talvez o destino seja como um pêndulo em eterno movimento que de tempos a tempos, nos projecta para uma outra dimensão. há ainda quem fique sentado no vazio dos dias e deixe a vida passar... como será viver sentado no acaso das coisas? há também quem viva assim. por sorte ou por azar, nada na vida é linear... se fosse fácil retirar à dor todas as suas lágrimas, os sentimentos seriam desnecessários. é o que mais me fascina em Krzysztof Kieslowski. das lágrimas ausentes ás cores que inundam a grande tela, e das teias do destino ao silêncio da dor - a vida é um imparável caminho cheio de mistérios. se pudemos retirar à dor todas as suas lágrimas... não sei. mas é certamente para alguns o seu destino. afinal... tudo é possível enquanto a vida acontece.}
18.2.08
[...Pakistan - la musique des Qawal...]
{...não sei porque há ainda tantos jardins na terra, de flores roubadas, privadas, pisadas e ausentes de cor?... a Paz pode ser cantada, escrita, desenhada, dançada ou escutada para que o encontro com o divino aconteça! há também momentos de meditação assim... e como é grande essa viagem! Sem poemas cantados o Universo seria mais pobre. talvez, porque tudo aquilo que nos completa é exactamente, no seu todo, o modo como se canta a vida. em silêncio ou em plena exaltação mistica... a viagem também assim se faz... ao encontro da Luz Divina!}
13.2.08
Al otro lado del rio
{... não há rio de águas paradas nem barcos sem remos. já não há margens desembarcadas nem piratas ao leme. já todo o mar foi povoado e as estrelas ainda mergulham nele. só quando a madeira da barca se quebra... é que o rio vira deserto. já nem barcas, nem rio, nem águas fervem neste mundo desbotado de azul. pode haver céu sem árvores, mas terra sem passáros - não! rio abaixo, rio acima... há ainda tantas margens e tantas ondas no mar para atravessar.}
11.2.08
[... Hora Tardia...]
{... de mapa na mão procuro um abrigo atrás dos montes. sabes, aqui nesta planície o céu tem sempre estrelas, e das poucas casas que nela existem, de todas elas, se avista o horizonte. ontem, a caminho de lisboa o céu foi perdendo a sua amplitude... aqui nesta colina ao pé da estrela, só a basilica deste bairro está mais perto dele. sabes, ando à procura de novas catedrais em hora tardia! de mapa na mão encontrei uma nova aldeia... é sempre bom chegar a novos lugares! atrás dos montes... há catedrais imaginadas e missas por rezar. há invernos rigorosos e segredos por desvendar. há em todas as aldeias, vidas vividas sempre no mesmo lugar. de mapa na mão... em hora tardia... abri este piano à procura de novas catedrais. sabes, há aldeias que também se ouvem, muito antes de alguém as habitar.}
6.2.08
[...juan ramón jiménez...]
{... crer no destino. fazer o destino. aceitar o destino. estava pré-destinado. há destinos assim. tudo cabe e acontece no destino de qualquer um. basta que o deixemos acontecer. acontece que há quem fique à espera é há também quem não saiba esperar que assim aconteça. sem destino, apenas do vazio se veste quem não acontece. tudo tem destino. repartida esta certeza em múltiplas partes então o destino também se faz acontecer. dúvidas?... quem não as têm?!... é isso que é mais fascinante no destino. entre fazer, aceitar e acontecer tudo está sempre em aberto. é assim que no vazio dos dias se celebra o destino. crer no destino é aceitar que nunca nada acaba sem acontecer. }
1.2.08
30.1.08
[...à conquista da Byblos...]
www.byblos.pt
17.1.08
[...O caminho Desertor ...]
{...há em todo o caminho do Sentir a representação dos estados da Alma. há quem faça um acordo consigo próprio a ser o perfeito estado do Tempo em que acontece a representação do Sentir. Há quem saiba percorrer este caminho e quem nem saiba tão pouco que caminho é esse. será que pouco importa saber ao certo o que nos leva aqui? à vida, é claro! há quem viva e quem deixe a vida passar em conquistas surdas da afirmação banal da sua existência. também há de tudo e de tudo sobrevive a sua grande maioria. há tanta gente a povoar o Mundo que nem todos sabem donde o Mundo vem. o que seria dos aflitos em seu DEUS que tanto às tantas a humanidade sempre procura? cores essas gritantes, teceladas em pano branco de palavras escritas em poemas deixados ao desalento... ou em telas plenas de virtudes que por si próprias, dão cor à vida dos que à muito deixaram de Ser. Há todo um caminho a percorrer entre o Sentir e o Existir na grande representação da Alma que a todos nos traz aqui à Vida. e trazer é fazer sempre acontecer... uma, duas ou mais vezes que seja existir!...}
15.1.08
Les Poèmes de Tiqqun
10.1.08
[... O Mapa da Sorte...]
{... no laboratório da grande vida há mapas que certamente nos conduzem à sorte. e é em todo o seu mistério que percorremos o labirinto dos nossos dias sem que nunca saibamos ao certo onde a procurar. tudo acontece em breves segundos... tudo! a sorte faz parte do grande segredo da vida. e é exactamente por isso que as vidas divergem entre tão diversos labirintos a percorrer. se pudessemos aceder ao mapa que nos leva até esse lugar... como seria o grande laboratório da vida? hoje, aberto um novo mapa, descanso na dúvida presente... no laboratório da grande vida há mapas que certamente nos conduzem à sorte!...}
8.1.08
[... assim se rodopia...]
2.1.08
29.12.07
[...Apetece partir...]
17.12.07
[... no seu todo...]
{... tudo se aproximará um dia no seu todo do eterno vazio. nem sei se existe o vazio, nem o todo de tudo que nos aproxime definitivamente a ele mesmo. ninguém se aproxima do que não sabe ou desconhece... mas, tudo nos aproxima do eterno e desconhecido pano do fim. ainda bem que essa certeza existe. o que seria de nós sem um determinado fim?... seria talvez, aborrecidamente sempre aqui. é aqui que o todo se revela, em tudo o que tem forma e cor, no grande pano branco da vida. se a brancura nos cega, também ela nos anima para que todo e qualquer pano... se torne cheio de cor! não há formas que não contrastem todas elas, as emoções da alma. há almas descrentes e até mais ausentes que outras. assim se tece o pano branco de cada um. mas... tudo nos aproxima por fim - no seu todo -, de tudo o que esperamos alcançar ou ver. são tantas as emoções reveladas no correr deste pano que não sei quantos metros ele tem!... mas sei que todo ele é debruado de cores distintas e diversas. na grande brancura da vida, tudo pode ser pausadamente preenchido de cor. que tombe o silêncio e o pano desfaleça; mas vida... a vida é sempre - no seu todo - cumprida ao modo de cada um. no seu todo... tudo é necessáriamente desconhecido até ao fim!...}
16.12.07
4.12.07
[... onde vais sem pressa?...]
http://mp3.co.uk/MP3/SF293553-01-01-03.mp3
{... onde vais sem pressa? tu que vens e vais sem que nunca ninguém te veja? sei que existes e que tens sempre pressa de fazer chegar tantos outros a esse lugar. há quem te chame e quem nunca te reclame. há ainda quem nem nunca possa regatiar toda essa pressa tua!... e se não houver um novo lugar? quem sempre contigo parte vai já de saída sem pressa de lá chegar. há tanta gente que chega e outra tanta que se vai... por vezes, parece que sentados estamos numa grande sala de um aeroporto qualquer, como quem aguarda tranquilamente a sua vez . e se um dia a rotação da Terra parar? e se tudo parar por fim?!... que se dane a pressa que te anima e toda essa tua correria. onde vais sem pressa? quem és tu que vens e vais sem que nunca ninguém te veja?!... que a pressa te aclame e te canse. sabes... nem sempre tenho pressa de saber quem és tu realmente, nem como será teu rosto. hoje, apenas hoje te pergunto... porque sei que ainda não é hoje que sentes pressa... em chegar ao lugar onde me encontro.}
27.11.07
[...Não Há Sombras Sem Luz...]
http://www.astronomy2009.org/
14.11.07
[... Povoado Universo...]
{... há em todo o vazio que povoa o Universo, a constante procura, para se encontrar em vida - a explicação do fim. há em todo o Universo muito mais do que todo este vazio povoado. há até ainda, quem nem o possa povoar em todo o seu próprio tempo. na vasta escuridão do Universo, toda a matéria organica reflecte energia. dessa Luz, e das suas matérias mais diversas... há sobreposições de cores saturadas ou ausentes em todas as formas que completam o objecto reflectido no espaço. nem sei se há espaço neste tempo para povoar o actual Universo. neste espaço inteirado no tempo, tudo é há muito diferenciadamente povoado. já não há alçados no património em todo este vazio, onde se possa colocar a sinalectica da vida. será que já não há vida para acontecer nesta constante procura?!... se o fim devolve ao vazio um novo inicio... então, todo este Universo é diversamente povoado nos seus mais diferentes ciclos de Luz.}
8.11.07
[um dia o céu chorou!]
http://mp3.juno.co.uk/MP3/SF266200-01-03-03.mp3 {...não há nada melhor do que estar agasalhado em telhados de água. rios de sorrisos caem do céu. são gargalhadas de poesia. não há céu sem versos, nem telhas vazias de gente. Um dia, vi nesta estrada um cigano. filho declamante dum povo errante. chorava. há tantas mais estradas a caminhar... do que lágrimas a chorar. há quem leia palavras sábias na mão dum cigano. sabes?... hoje, vi uma estrela a cair no céu! não vi cigano por perto, nem nenhum gato, em telhados neste vasto casario de lisboa. deste telhado, aqui donde estou, vejo o tejo e a basílica da estrela. estão tão perto deste terraço, como o céu quando se aninha na grande planicie do alentejo. hoje, vi uma estrela desaparecida no alto dos céus. hoje, não vi lágrimas no rosto desta gente que circula, em rua nenhuma da mesma cidade. hoje, apenas hoje, todos os telhados de água sorriem em gargalhadas de azul. é tempo de chuva ou tempo de coisa nenhuma. já não há lágrimas cantadas na voz daquele cigano. mas, há tantas cores agasalhadas no teu e meu sorriso que só nós os dois as sabemos cantar. hoje, no telhado azul do céu... contei quantas estradas o mundo tem. todas as estrelas?... sim! todas as lágrimas que um verso tem. sabes... só se pisa uma lágrima de cada vez!...}
5.11.07
4.11.07
Tiqqun in lisbon
3.11.07
[...há no tempo instantes assim...]
{... há no tempo instantes assim. repousar no registo no tempo é desfragmentar todos os sentimentos que nos povoam. ficar sentado no vazio do tempo é ampliar o relógio da vida... não pensar é isso mesmo! é entregar o nosso tempo ao vazio dos dias. há quem o faça por teimosia ou por inércia. há mesmo quem pense que nunca teve momentos assim. deixar de pensar, e parar todos os instantes que completam o ciclo do nosso tempo, é habitar em outro lugar. o mundo está repleto de territórios ainda despovoados. sempre que alguém se entrega a instantes assim... uma nova aldeia nasce na grande terra do pensamento. é talvez por isso que em cada um de nós... muitos territórios estão ainda por conquistar. se assim não fosse... o mundo se esgotaria de imediato e tudo não passaria de uma ilusão. sentarmo-nos então em nós próprios... é ter tempo para conquistar novos territórios no grande e infindável Mundo que reside no pensamento de cada um.}
24.10.07
[...Janelas de Cor...]
27.9.07
[...Os caminhos de Tikkun...]
24.9.07
[...e agora?...]
17.9.07
[...A Nova Cidade das Tintas...]
4.9.07
[...Só se Nada te Disser...]
{.... só se nada te disser, de tanto olhares o que vês, olha para o lado. apenas se nada te disser por tanto olhares todas as coisas que povam o Mundo. olhar, é mais do que observar o que há realmente em todos os tempos de todas as coisas que se sobrepõem ao nosso próprio tempo. eu olho e vejo... o tempo. tudo passa. o relógio teima não ser esse o meu tempo, onde daqui sentada posso ficar pausadamente a ver todo o mundo a passar. não existem relógios! também nem existe "o tempo" neste mesmo tempo, onde tudo já nem passa devagar. só se nada te disser de tanto sentires o que vês, olha para o lado e apenas observa o que ouves. escutar, não é mais do que olhar com o coração de quem vê para além do tempo - a luz procurada. saber ter tempo para observar ... é dar ao tempo, todo o tempo do Mundo para escutar os outros. tudo o que neste tempo se diz, não sei se faz sentido. sei que se pudesse, ficaria sentada até o tempo me levar até essa luz que nos conduz, ao paraíso do bom Deus. sem espiritualidade todas as coisas que observamos deixam de ter sentido. apenas se nada te disser... olha para o lado de todas as coisas que povoam este Tempo...então diz:
- só se nada fizer sentido, ficarei sentado em Mim.}
23.8.07
[...A Cor da Solidão...]
{se a solidão tivesse cor... hoje revia memórias assim. apagaria da memória o local onde estive e voltaria a pintar tudo de novo. só se a sodidão tivesse cor! se a solidão tem cor?... não sei. não há essa cor na paleta do pintor! mas, conheço bem esse pigmento porque o pinto em mim. só se a solidão tivesse cor nasceriam memórias assim. tenho saudades sabes?... tenho saudades dessa cor... que nos agasalha e conforta sem tréguas ou mágoas. tenho saudades do Alentejo! há em toda a saudade uma solidão encontrada. só se a solidão não tivesse cor é que eu apagaria da memória todos os sentimentos que pinto em mim. tenho saudades porque as vejo aqui ao meu lado e tão perto de mim a todas elas - as telas feitas de algodão e casquinha -, dilatadas pelo frio e calor do Alentejo. apenas isso. são saudades daquela solidão habitada pela cor. agora dormem elas e fico eu disperta para que não fujam de medo. medo do dia em que terão de acordar e despertar de novo, para me agalhasarem de esperança. se a solidão não tivesse cor, elas não estariam aqui tão perto de mim. se eu pudesse hoje partir, rumo a novas memórias, deixava a cidade das tintas aqui neste céu de lisboa abeirada do tejo e partiria de novo!... não sei onde vou construír a minha próxima cidade das tintas. não sei!... mas aqui, sentada eu... olhando para todas estas telas, há já cores que gritam novas memórias. são saudades do futuro. há em toda a solidão sentimentos assim!...}
20.8.07
[...a paredes meias...]
{... a paredes meias foi onde estive no dia de aniversário de lauro antónio. há em LA imagens, viagens, diálogos, ideias... longe daki. daki é aquela cidade para onde todos desejam partir quando cansados de viver aqui estão. não, não me refiro aos Céus... nem aos anjos, nem tão pouco aos arcanjos que habitam mil noites sem fim. daki, fica em outro continente. há manhãs submersas de espanto e esperança para os que vivem em daki. agora aqui, neste continente onde se encalha por prazer, há apenas horizontes pintados de verdes invejas em todos os sorrisos orfãos de si. estranho sentimento esse... que morde grande parte dos habitantes que aqui vivem... em terras de Portugal. mas, foi em casa de lauro antónio que vi pela primeira vez imagens da sua viagem à minha cidade das tintas. foi de lá também que veio comigo seu filme "manhã submersa". há neste homem imagens que acontecem... gente sem peneiras... e cenários vivos retirados de quadros jamais aqui pintados!... há em LA, os meus sinceros agradecimentos, por tudo o que fez e por tudo o que está ainda por fazer. e quando o tema "Deus" o visita e o convida, a captar essa Luz... lauro antónio capta a dúvida, os homens e a ele mesmo... com sublime sucesso. só aos humildes lhes é dado semelhantes abrigos assim. é talvez por isso que nada acontece por acaso. e quando o acaso acontece... e a luz não se entristece no ecran da nossa vida... acendem-se velas no mais alto altar do mundo e simplesmente se agradece. da manhã submersa ao alentejo, a Deus e a tudo o resto... obrigado Lauro António!... }

