29.9.08

[... A Dança das Marés... ]

{... adormecidas as imagens, a água inunda as memórias do que fomos. à noite, as praias despem-se dos ressequidos e extensos areais. é a dança das marés. animada a maestria das emoções, revoltas são as ondas, que vezes sem conta, chegam ao limite das nossas praias. avivam-se as memórias, largadas faz tempo, em bancos esquecidos, das nossas outras passagens. estranhos contrates acontecem e o pensamento fica volúvel à imaginação. sonha-se. fazemo-nos à nova terra descalços das mundanas arrelias. lançamo-nos ao mar. sem medo. porque nele, não há barcos que acabem: sempre a naufragar. afinal, também nós somos feitos de água. mergulhados no presente, o passado evapora-se nas mesmas ondas que nos levam até ao futuro. porque só o fim nos completa. estranha dança essa, que de tão incerta, ainda tanto tem... e dizem que tudo o que se vive durante o sono: é como se nada fosse!... mas é nesse nada, que se abrem desconhecidos mapas e a viagem começa. sonha-se com novas ilhas: riscadas a giz e baptizadas a sal. e ali ficamos. nós e elas, vindas do sonho e do fundo dos mares. porque só nos sonhos, as ilhas são para sempre dançadas e pintadas em águadas de mil miragens. por isso sonhamos. sonha-se... e a terra foi-se. }

[...Adriano Adewace...]

28.9.08

[... Viagem Astral: Overlap do Sono... ]

{... a vida é um fino e frágil feixe de luz. compartimentados todos os lumens, que dão forma à matéria no espaço: o reflexo expande-se. estende-se. dilata-se. rasgando o ar até ao seu inatingível infinito. objectivamente, a luz ganha cor. muda de forma. altera os tons. o contraste e o brilho. emite sons... dílui-se no opaco e misterioso céu. na base da nossa existência: sempre o céu. sábio povoado de ancestrais peregrinos. novamente o retorno à luz, que dá lugar à grande obra: o pluralismo das cores. a aprendizagem duma nova linguagem acontece. é o significado do fino e frágil feixe de luz. o tempo vivo no espaço. o constante retorno à forma, ao contraste e ao brilho. vindos desta dança incansável, somos diáriamente impulsionados para o vazio: o sono. a vida é um fino e frágil feixe de luz. não há viagem mais turbulenta do que esta. ao inerte estado dos corpos, o zumbido disperta-nos. a matéria é então sacudida aos repelões: sai-se do sonho e cai-se no sono. aos tropeços e na reorganização das memórias, escutam-se confusos sons. metálica é a passagem: do acordar. o reflexo espande-se. estende-se. dilata-se. rasgando o ar até ao seu inatingível infinito. sai-se do corpo e a mente divaga. flutua-se noutro tempo. objectivamente, o espaço ganha cor. muda a forma. altera os tons, o contrate e o brilho. a paralesia cessa e o corpo readquire novos movimentos. a transição da consciência traz novas memórias. novos registos. é o overlap do estado de sono e do estado de vigilia. assim se faz, todos os dias à vida novamente a grande obra: o corpo. é o nosso tempo vivo no espaço. a eterna procura do fino e frágil feixe de luz. sempre impulsionados para retornar do vazio. à forma anímica da matéria. ao pluralismo das cores: à vida. }

[ Steve & Marc Anderson: Choying Drolma ]

27.9.08

[... O ofacto dos traços... ]

{ ... composto o cenário que nos leva ao novo mundo riscado pelos traços. as cores dão lugar a novas amizades. esboçados os primeiros personagens, nascem ilhas de novos sorrisos. no grande mar do pano cru da tela branca, o novo mundo começa então a ser pensado. pausadamente sem pressas. sem tempo. sem rotas ou mapas. há nesta grande travessia, conhecidos odores em todos traços. porque... todas as cores têm cheiro próprio. se as nossas memórias não tivessem odores, todas as cores seriam escolhidas aliatóriamente. só que nada disso acontece! primeiro o branco dá lugar ao negro. tudo é contraste de si mesmo. só as linhas pretas riscam novos rumos. recolhem caminhos. são os dias solitários na arte de bem navegar. depois, embarca-se num mar que revoltuosamente riscado: nos leva sempre a um mágico lugar. só a sorte é composta de riscos que subrepõem tudo o que é lógico. abrem-se novas fronteiras, entre os odores e o espaço. surgem novas linhas que nos fazem voar. e vamos assim... de tão mergulhados na pressa, ao novo mundo chegar. se o mundo não fosse riscado por nós, todas as cores deixariam de existir, no vasto mar da tela branca. toda a travessia é imaginada, pensada, riscada, vivida: de isoladas memórias. entre os odores e o espaço do novo mundo, nascem novas ilhas de sorrisos... porque hoje, todas as cores têm cheiro próprio. }

[ Frederico Corado: Apresenta!...]

26.9.08

[ A viagem editada. ]

{... maria quintães e joao concha, convidam-nos a ler e a ver, a escrita e a ilustração publicada em forma de livro. é a "apoplexia da ideia" editada pela papiro editora, que lauro antónio hoje apresenta na fnac. é por vezes o que acontece quando uma "bandida" (nome do blog de maria quintães), se cruza com um "intruso" ( nome do Blog de joão concha), através das novas formas de comunicação. trocadas as palavras escritas em desenhadas horas de plena criação: da ideia se faz o livro. um desenho. uma história repleta de complexos personagens. por vezes... apenas figuram as palavras. recortes passageiros de emoção. sentimentos. fragmentos do Sentir. outras vezes são apenas cores. verdadeiros estados de alma. na realidade a grande mala desta viagem tem um único destino: o da criação. o resto... o resto são ciclos descritos em desiguais mil e tantas folhas. sem o tempero que nos leva a tais condimentos: das letras e dos pigmentos, ficamos nós, cansados de viver. cansados?... nunca! só quem pensa que não há lugar para novos desafios, é que já morreu faz tempo. como é bom saber que estamos vivos... sempre!..}

[... Apoplexia da Ideia ...]

25.9.08

[ FICAP: Dirigido por Frederico Corado! ]

{... Dirigido por Frederico Corado, o FICAP - Festival Internacional de Cinema de Artes Performativas apresenta a sua “edição zero”, que desde o passado dia 20 de Setembro decorrerá até dia 28 de Setembro (Domingo), no Museu Nacional do Teatro, em Lisboa. Tendo como foco principal as artes performativas, como o teatro, a música, o circo e a dança, o festival não deixa de ser uma janela para as outras artes como o próprio cinema, mostrando o que de melhor se faz na 7.ª Arte em todo o mundo. O festival pretende realizar as secções oficiais de competição, que se dividem em várias partes: documentários (biografias, making of, etc), espectáculos gravados, ficção e as artes performativas enquanto ferramenta usada pelo cinema e o audiovisual. Haverá ainda secções informativas com homenagens e retrospectivas, sendo escolhidos todos os anos autores, actores, músicos, coreógrafos ou bailarinos, companhias de circo ou teatro, estilos ou géneros diferentes. Para além de toda esta programação haverá ainda extras com concertos ou espectáculos, exposições, colóquios, debates ou conversas. Frederico Corado fez a sua aposta! Um investimento pessoal que pretende divulgar as diversas áreas artísticas, que se inserem na moldura das artes performativas.
Em http://lauroantonioapresenta.blogspot.com,Lauro António,descreve o retrato do que tem sido (para alguns), a cultura Portuguêsa: (...) "Depois há ainda a alegria de ver o filho a singrar caminho solitário. Feliz. Sem um euro no bolso. Mais um a funcionar como mecenas da cultura em Portugal." Ao Frederico Corado, as melhores felicidades pela iniciativa apresentada e que promove em território nacional. E porque ainda vamos a tempo de participar no Festival, é através do Site: www.ficap.pt, que ficamos a saber toda a Programação do FICAP, que acontece na Estrada do Lumiar Nº 10, no Museu Nacional do Teatro, e ainda peloTel: (+351) 217 567 410/9 }

[... A caminho de Santiago...]

{"... e espera que passem peregrinos que vêm de Roma para Compostela, aqueles vis danados que nunca quiseram vender a alma em troca do meu condão." - antigo Livro de S. Cipriano, de N. A. Molina. http://acompostela.blogspot.com/... é um dos blog's do fotografo lourenço de almada, onde entre tantos outros detalhes, testemunha o seguinte: (...) No meu ponto de vista, então para ser considerado um verdadeiro Caminho de Santiago, além ter de ser coerente com os registos documentais e monumentais que permitam fundamentar o trajecto, que é o garante da sua autenticidade histórica, deve acima de tudo, tal como antigamente, proporcionar a quem o percorre o contraste com a vida citadina. Para ser um sucesso exemplar no convite ao retiro e ao recolhimento interior, tal como sempre foi, tem de oferecer a serenidade e o ambiente que se vivia no passado e que se quer continuar a reviver. Para isso, sempre que possível, devem-se tentar evitar todos os factores que não se adeqúem nada com ele e que sejam motivo de stress, de pressa e de competição, visíveis na tensão dos rostos e agressividade das pessoas. Todos eles são consequência dos malefícios e exageros da vida moderna, visíveis no trânsito motorizado, nas zonas urbanas mais poluídas ou industrializadas e nos excessos de um conforto ilusório de uma hotelaria descaracterizada e desprovida de humanismo, para com o seu semelhante.” escreve lourenço de almada na busca do contraste que povoa a alma do peregrino na eterna busca do seu "eu".]

[... Let the sun guide you...]

24.9.08

[...Sabores Nacionais Ilustrados...]

{..."À porta do lagar, num gesto todos os anos repetido, o homem mergulha o naco do pão caseiro na malga e quando o retira, dele se escapa um fio dourado de onde se desprende o odor inigualável da azeitona, prensada segundo os métodos mais tradicionais. É um momento solene, este da prova, que descobre novos mundos dentro do mundo do azeite. Cru, em saladas, nos gaspachos e nas tibornas, ou então nos assados, nas migas e açordas, nas bolas e folares, nas sopas, nas caldeiradas, nos escabeches, na doçaria, ou na conservação de alimentos. Um tempero caractrístico da nossa vida. Foi há pouco tempo que deixou de iluminar as casas e ainda hoje a sabedoria popular o prescreve como cicratizante. Após décadas de adormecimento, assiste-se hoje a um regresso às origens, com lagares artesanais a serem recuperados e as pedras que voltam a espremer a azeitona e a transformá-la num verdadeiro ouro líquido. Longe de nós querer pô-lo com os azeites, só gostaríamos que provasse os nossos. in " O Ribatejo na sua riqueza interior"/ Almotolia de Mestre Serrasceno de Abrantes...}

[... Mil tons de sabores!...]

[...Dourados são os Rios de Portugal...]

[...Na rota dos temperos...]

[...O Senhor dos Azeites...]

23.9.08

[...As Cores Açucaradas do Outono...]

[...as cores podem ser açucaradas, salgadas, azedas, ácidas, quentes, frias, mornas... e ausentes no quotidiano dos nossos dias. as cores também se ingerem; cheiram-se; saboreiam-se; mastigam-se... em mil arrepios de tons! o que seria dos sabores, se todos eles fossem ausentes de cor. há na memória do açucar... sempre a presença do pigmento amarelo. mas, à mesa apresenta-se todos os dias sempre de branco. o que seria da compota de alperce, se fosse rouxa? provávelmente deixaria ter o mesmo sabor. seria geleia... ou outra coisa qualquer. teria outras memórias. outros sabores. entre a relação cor/apetite, há sempre uma selecção prévia e inconsciente dos alimentos que nos rodeiam. é curioso observar como - um determinado grupo de convidados numa festa servida em buffet-, compõem os seus pratos. eis a vertente da psicologia direcionada na selecção pessoal de cada refeição. é também o que se faz à mesa: cada prato tem um rosto. bem observados, chegamos deste modo à conclusão da personalidade de cada um. e se a vida se resumisse assim? por isso há quem afirme: que somos o que comemos. por isso, hoje vou fazer uma sopa rouxa e alimentar-me apenas de vegetais. isto porque o verde e o rouxo, traz-me à memória várias cambiantes de castanho: reais sabores do outono que se aproxima!...]

22.9.08

[...Hoteles del Artes... ]

{... "A todos nos han cantadoen una noche de juergacoplas que nos han matado", dijo Manuel Machado, y todos hemos visto en un lejano hotel, en un viaje quizá ya olvidado, un cuadro en una sala o en un corredor de cuya belleza aún nos estamos acordando, coplas pictóricas que nos han dado la vida, la alegrí­a, la nostalgia, la añoranza, la felicidad. Cada hotel es una obra de arte, un mundo en miniatura. Que el arte vaya a los hoteles, que los artistas sean huéspedes estables con sus cuadros es como devolver la espuma al mar, el sol al atardecer, el agua al río. Arte dentro del arte. in Antonio Burgos ...}
ancoradas as cores em novas salas: o sono dá lugar ao grande arquipélago dos sonhos. na mala abre-se o mapa: http://demos.innovatd.com/hoteles/home.asp
{... Un archipiélago libre e independiente en el océano de la hotelería peninsular, nutrido de establecimientos hoteleros que funcionan “por amor al arte” y que ganarán mucho atractivo frente a su clientela mediante el intercambio de obra artística. Un archipiélago de ínsulas Baratarias comunicadas por puentes que mueven sus colecciones particulares, abren contactos con artistas locales, abarcan un público más amplio de degustadores plásticos y entretejen una madeja de ideas según la voluntad y posibilidad de cada hotel unido a la red. in Fernando Gallardo...}

20.9.08

[ ...Na desigualdade dos dias...]

{... todos os caminhos nos aproximam às dúvidas do que somos e para onde vamos. se fosse fácil desenhar todas as possíveis rotas até à casa final dos nossos dias, o que fariamos ao vazio do tempo... que nos separa e nos une a um outro espaço qualquer? se a matéria das coisas fosse estática... a vida seria um perfeito desassossego. há tanta matéria neste universo! e é na volumetria do futuro que novos castelos sempre se erguem. talvez por isso, quando virados para trás no tempo ficamos, desenhamos sempre novas rotas a alcançar. o que seria da vida sem as eternas dúvidas do amanhã?... tudo deixaria de fazer sentido. sem a escalada do tempo, o espaço seria linearmente oco. sem mistério. ausente de tudo o que nos diferencia nesta mesma travessia. tudo seria aborrecidamente igual. sem formas, luz e cor. se o futuro nunca fosse questionado, a volumetria da vida nos próximos dias, ficaria desabitada de destino. é por isso que na desigualdade dos dias... tudo o que sempre nos separa, também nos une... a um outro espaço no tempo. }

18.9.08

[ Adragar... é também verbo LER!...]

[ ... o que de melhor se faz em férias soltas... para quem não as tem, faz tempo: é sempre bom adragar! o que se faz?!... essa é a pergunta que sempre faço sem resposta. mas fiz. dois dias de areias em praias de Sintra. praia criança... onde escuto o Mar. é onde as letras e as cores me trazem memórias. daqui, todas as praias do Minho acontecem. foi nos dias de férias que levei um livro comigo para o aconchego da surdez da grande escarpa que me anima numa dança revolta sem sono. como é bom recordar tempos felizes. esteve calor na primeira quinzena de setembro. já está tudo preparado para partir definitivamente para a serra. serão dois anos sem ver o Mar!.... do nada vamos e cheios chegamos! são assim todos os cantos das areias onde tropeço com vontade de ficar. é sempre bem cedo que sempre chego a esta praia. exactamente porque nem sempre posso cá chegar. as cores, a escarpa, e todo o seu silêncio, sempre me levam para longe. mas, foi aqui que li Ana Vidal. um livro que me levou a memórias de longas conversas de família. linguagem própria de vivências conhecidas. espaços. emoções. encantos e detalhes que nos desnudam da solidão dos dias. há também histórias assim nas gentes do Minho. entre muitas das suas palavras escritas... estava eu, e a mesma praia a sorrir, sem gente por perto. como é bom saboriar todo este dom... sózinha no Mundo. por issso aqui venho... muito cedo. mas, nos dois dias de férias em areias antes de partir para o Alto Minho, rendi-me a um livro seu, que levei comigo em mãos cruzadas, para outros mares. o livro chama-se: "Gente do Sul". são Contos que embarcaram comigo para o Norte, para terras de Lanheses. há neste livro uma multidão de gente própria e bem nossa conhecida. há tanta gente... que dei comigo a pensar: porque será que Ana Vidal nunca pintou um quadro?!... recordo meu querido amigo e professor antónio quadros. um dia, numa aula disse-me: pintar é escrever com a surdez da Alma! e só escreve quem a tem... é por isso que tiro férias em areias soltas. sempre à procura dum novo lugar. faz tempo que não lia um livro em tempo inteiro. parabéns: Ana Vidal! há pigmentos de fortes cores no tacto das tuas palavras.]

7.9.08

[ "Ascensão" em Exposição na Almedina...]

[ Na Obra de Nuno Ascensão há raízes desarmadas de saudade. Ruas suspensas. Ramos rasgando o azul da vida. Ventos de cor. Personalidade própria e verdades captadas no contraste da luz. Tudo isto: como entidade viva!... Porque o Céu também se pensa assim. Não seremos nós, voantes passageiros na intemporalidade do Universo? Eterna viagem a preto e branco. Na cor do seu Sentir. É a exposição que está patente na Livraria Almedina no Atrium do Saldanha em Lisboa, até o dia 30 de Setembro. Nuno Ascenção traduz neste projecto fotográfico o imaginário da ascensão da Natureza ao Universo, ao Divino. A mostra reúne dez imagens de troncos despidos, troncos-raízes que ascendem aos céus, numa clara simbologia da ligação Natureza-Universo.
http://ascensaofotografia.blogspot.com é o Blog do webdesigner/programador e designer gráfico, formado em Multimédia na ETIC e em Design Gráfico e Multimédia na Restart, que desde cedo revelou paixão pela fotografia.
“Ascensão” é a sua primeira exposição individual.]

31.8.08

[...Virados para o Céu: Somos...]

[ ...virados para o céu. nos requebros da morte. somos estátuas vivas. mudas palavras adensão o ar. segredos. emoções. promessas. pecados em sublimação. dúvidas. horrores do Ser. há em todos os lugares sagrados, ouvintes de desculpas. virados para o céu, em exercício de inquietude e paixão. parados no tempo. sempre à espera. da luz que ilumina o novo tempo. ]

28.8.08

[ ...Na Intemporalidade dos Sonhos... ]

[... no tecto do sono chegamos ao céu! é assim que acordamos todos os dias no romper da vida. o que seria do céu sem nuvens e o sono sem as silenciosas viagens ao grande mundo dos sonhos? à descoberta do outro espaço que nos anima para a vida, é a grande viagem que todos nós obrigatóriamente fazemos todas as noites. alguns, motivados pela capacidade criadora, vivem momentos de ilusões e até anseios trazidos de outras vidas. quanto misterioso é o mundo dos sonhos! uns dizem que se viaja... até aos confins do universo. outros, dizem que racionalmente pensando, o sono é cientificamente considerado: um mero estado alucinatório. o que se passa exactamente nunca saberemos ao certo. apenas sabemos que estaremos sempre condenados a dedicar muitas das nossas horas ao tão delicado estado que é efectivamente sonhar! e porque sonhamos sempre que a nossa grande viagem se realize aos céus, hoje em cores de dança: o azul é Rei em verde esperança nos próximos dias porque já sonhamos faz tempo. afinal, não seremos sómente todos nós, voantes passageiros na intemporalidade dos sonhos?!... hoje o dia se fez assim.]

22.8.08

[...Nightmare...]

[... é durante a noite que reunidos os estados de ânimo e das emoções, o sono leva-nos ao sublime mundo dos sonhos. sombreados os movimentos, os corpos inertes, marejam uma outra vida. é então que exoberantes momentos acontecem, a cores ou isoladamente a preto e branco. há certamente, infindáveis novos universos que nos aguardam desde sempre sem revelarem ao certo, se vamos a todo o lado ou a lado nenhum. é esse o grande segredo que a nossa mente preserva para além do tempo: o corpo e o espaço em sonhos que acontecem ou não. ideias, cores, personagens, realidades ou ficção - vida!... acordar penosamente durante um sonho é sempre uma passagem de auto-reorganização no tempo e no espaço. é saber voltar a identificar tudo o que nos rodeia e retomar a escala no tempo. despertar no meio do sono, traz-nos memórias que não sendo talvez nossas nunca deixam de ser vividas num outro qualquer espaço físico. é nesse mágico universo que "nightmare" acontece! ]

20.8.08

[...De regresso às serras do mar!...]

[ de regresso às serras do mar, longe da aldeia do campo que alberga o laboratório das novas cores... o tejo traz-me por fim ao atlântico. no mar, há misteriosas serras que espreguiçam ente perfumados silêncios. como é analgésica a musicalidade destas águas! metamofórico canto este, que me traz sempre a esta praia. dependendo da escala... tudo fica acidentalmente grandioso. é nas zangarias da terra com a monotonia dos dias, que por vezes, das entranhas do grande azul do mar, nascem a uma velocidade estonteante - novas ilhas pintadas de vermelho fogo. entangindo o carmim, o frio azul da água, pinta a nova matéria de negro. cinzelados os seus segredos, será que o mar suspende do seu enigmático vazio: o mistério da nossa existência? que mais segregará na vastidão... desse frio transparente, que de azul esverdeado, cobre de negro todos os dias, o espelho do inatingível crepúsculo. de regresso às serras do mar, longe da aldeia do campo... o tejo traz-me por fim... a esta praia do atlântico. ]

6.8.08

[ ... Entre Torres e Planícies: O Mar!...]

[ todas as torres se erguem em paços, por passos dados e acertados do Ser. tempos apontados em pedras que enfrentam as histórias dos que não sabem se erguer em novas caminhadas. o céu, é a chave mais misteriosa das águas azuis por nós já navegadas. donde vim, é para onde vou. estar aqui e poder viver em serras, planícies e cidades de portugal: é sorte abençoada pelos ponteiros que rezam outros ares. viajar com a cidade das tintas, entre torres e planícies, é saber também aqui: escutar o mar. pinto-te de longue. apenas de memória. porque ser pintor é ver sem olhar. é sentir. é saber redesenhar o desconhecido lugar, que nos traz novo chão. é olhar à volta e descobrir novamente o céu. é saber que donde vim é para onde vou. sorte esta em que só oiço, sinto, pinto e já não vejo, cansada de tanto te olhar. tudo aqui é pedra! eleita serra que pinta o mar sem água, em desenhadas saudades de te abraçar. navegadas essas longas horas, será finalmente tempo de partir de novo. depois as imensas telas e o fim. que seja logo, tempo de partir, rumo à cidade, onde te poderei de novo avistar.]

31.7.08

[...Ao Lado Dorme o Sol...]

{... seria fácil desenhar luas em florestas e rios no grande céu, do que nesta serra agarrar a vida numa só mão. as sombras, ficam sempre ao lado onde dorme o Sol. ficam e riem em mil luzes de verdades não serenas. aqui a lua só aparece no verão. só os rios sabem como o inverno faz caír o coração dos que se debruçam ao vento. todas as vidas são sinais de luz . são telas de mil cores. há sempre letras desenhadas na rota da Fé. seria fácil desenhar sonhos e miragens de rios em luas sombrias. há tanta pressa em chegar à resposta da cor, que vamos partir à rota do vento. vivem aqui tempos que não são meus. vivem aqui horizontes desenhados em sinos que tocam sempre quando o sol dorme e disperta à noite mil cores... há noites e luas que não são minhas. nem o vento. nem o voo feliz de quem vem mais longe donde vim. é fácil desenhar luas em florestas e rios no grande céu!... Deus só chama a si quem lhe pertence... verdade essa que sem pressa nos diz para aqui ficar.}

30.7.08

[...No Tempo e Ao Tempo...]

{... que se toquem à chegada e à partida: os sinos desta vida. na aldeia da serra há sinos à mão de quem passa e grafitis dos anos de 1600, nas alvenarias das casas. são sombras dum passado tão longínquo que dispertam memórias escondidas no tempo. todas as aldeias de pedra guardam seus grafitis esculpidos com dizeres pintados para todo o sempre. não há concursos, nem animações cromáticas, ou novas tendências artísticas. tudo é meticulosamente conservado para receber os novos habitantes. só soa o tempo, devagarosamente. as horas tocam - no tempo e ao tempo -, sons e memórias na superfície branca do pensamento. inventam-se linhas e datas, nomes e cores, em paredes ainda não riscadas. só quando o vento se enaltece e se espreguiça do alto azul do céu: é que o sino desentristece e a festa acontece. há tanta música na cor que por ora, os sinos se silenciam. espreitam a serra. aguardam o vento que já sopra, devagarosamente. e assim ficam, sempre muito atentos, à chegada e à partida de quem passa, e de quem nunca chega. }

17.7.08

[ lisboa: short term rent apartments ]

{... contextualizando o aluguer temporário de apartamentos à cor das telhas e dos edifícios portugueses, a nova roupagem gráfica para representar a imagem de tudo o que nos leva ao conceito da habitação... é o logotipo esgalhado por Francisca Mendonça para o site: www.rogrent.org que está de parabéns... porque as casas sempre se pintaram de várias cores! arrendar temporáriamente apartamentos nas zonas mais típicas de lisboa, é o novo conceito de oferta para as férias de 2008, aos turistas mais exigentes à descoberta detalhada na vida da cidade, numa prespectiva de habitar e conhecer determinados bairros alfacinhas. dos cafés às ruas, dos lugares de venda ao espaço urbano que o tradicional eléctrico cruza as colinas de lisboa... à espreita pelas nesgas das ruelas de lisboa: o Tejo!...}

16.7.08

[ Liberdade: O Corredor da Avenida...]

[... o grande corredor da avenida da liberdade tem sempre mais vida, se à corrida nunca se parar de sonhar. sem ela... a vida seria tempo parado. sabes, é que todos os quadros param no tempo. ontem, em espaço fechado. hoje, em avenidas do futuro. sem liberdade, as cores jamais alcançariam o grande corredor desta vida. talvez por isso, não valha a pena perder-se tempo com alguns corredores da desgraça... que se cruzam na nossa grande avenida da vida. a liberdade pode ser pintada por muitas cores... mas a avenida... a nossa (alcançada em vida), é o maior fôlego para continuar esta corrida. descer a avenida da liberdade e espreitar as janelas que nos levam às memórias do que já não nos pertence... é um apelo que nos faz sonhar... e nos diz: que há muitas mais avenidas neste mundo para a cor continuar a vencer. ]

9.7.08

[ As Serras e os Vales também se cantam ]


{... as serras, as montanhas e os vales também se cantam. o que seria de nós, sem o grande património do Ser. fugaz... e muito fugazmente, passaríamos pela terra, sem cantar as memórias do que fomos e somos. canta-se o verde; o azul; o branco; o amarelo; o carmim e o negro... que de tão negro se pintou o Fado. sabes... é que se as cores não se cantassem... o universo era todo de uma só única cor!...}

7.7.08

[ 00Fleming: Ensaio sobre a Imortalidade ]

{... a imortalidade em ensaio na figura do agento secreto 007 é o novo livro de josé antónio barreiros, que irá certamente reunir muitos convidados no "pateo das letras" em faro. a cultura é sem dúvida a melhor companhia que podemos levar da cidade para a grande serra do pensamento! no dia 12 julho, na rua dr. cândido guerreiro, às 17h30, abre o novo pateo da cultura. é o espaço memória que estará aberto de 2ª a Domingo, a partir das 10h00 e encerra: de 2ª a 3ª - 20h; 4ª, 5ª e Domingo - 21h00; 6ª e sábado - 23h00.
a imortalidade é a imortalidade e um livro é um livro! fleming um agente secreto, e o autor do livro: um amigo que assina a página www.omundoemgavetas.com }

2.7.08

[ Rezo-te: em mil promessas de cor!...]

{... chegadas as grades do desejo, rezo-te... em mil promessas de cor. sem panos brancos de linho - vejo-te. Deus corpo: arte Senhor. és alegria na chegada e na partida, em tudo que morre e nasce. hoje, tenho-te nos quadros encostados à alvenaria do desejo, com que pinto e te revejo.
hoje, rezo-te... em mil promessas de cor!...}

27.6.08

[ Brava Dança Dos Herois ]




{... dos fracos não reza a história... era assim. assim é e assim será! era tempo, e vontade de cantar alto a nossa história. eramos assim. somos assim. cada um de nós, ligados ao mesmo grupo de amigos, hoje por caminhos diferentes, vamos cantando alto a nossa história. foram momentos que à volta de uma mesa de café... se diferenciava uma nova geração. a nossa missão era: revitalizar a imagem de portugal. hoje, como ontem, e como amanhã... muitos de nós, continua em áreas tão diferentes a riscar os cadernos da cultura portuguesa. bons tempos! tempos cantados, escritos, dançados, imagens pintadas, marcas recriadas na vanguarda do querer: ser português. agora... mais imagens e novos tempos virão!... afinal, dos fracos não reza a história.}

26.6.08

[ Na escalada da Paz!...]


Lancia Delta Ad - w Richard Gere (Complete)
Colocado por kkoci

{... até à serra onde a cidade das tintas acentou suas cores... a escalada poderá ser feita em qualquer veículo, desde que os amigos convidados transportem: paz! }

25.6.08

Ser Cidade Das Tintas

{... Ser: na cidade das tintas é saber conviver com todas as emoções. nesta grande cidade a insegurança que habita em alguns Seres, deixa logo de existir. não há ciúme nem inveja que seja retratada ou presente nos habitantes da cidade das tintas. porque... a insegurança é resultado das imperfeições que cada corpo ou mente possui no grande espaço da vida. aqui... todos os defeitos são retocados, pintados, apagados, sombreados, aperfeiçoados até ao limite da imaginação de cada um. como se define o pigmento para o ciúme?... difícil questão esta que no exercício da cor, somos todos nós, remetidos para o universo dos rostos conhecidos que assim animados são. se a imperfeição dos rostos não fosse proporcional ao ciúme: todas as tensões emocionais seriam pintadas no mesmo tom! é por isso que todos somos diferentes. na cidade das tintas não há seres mesquinhos, inseguros ou imperfeitos. nela habita sempre o que de melhor há na vida: a confiança dos gestos e a selecção expontânea de cada tom. os pincéis e as tintas são apenas o espelho da Alma, e como cada um livremente se expõe. se todos os Seres, pudessem corrigir em vida todas as suas imperfeições: o céu rebatia na terra e, todas as cidades estariam nas tintas, para o que nos afasta nesta vida, de alcançarmos a paz. e porque há quem sempre viva verde de ciúmes nesta vida, hoje os novos pincéis chegaram todos eles pintados de verde! }

21.6.08

[ Corações Dependurados ]

{... há nas ruas percorridas da emoção quem dependure o coração em janelas abertas para o céu. refrescadas as turbulências do sentir... ar puro faz-nos sempre bem! é também assim nas grandes cidades. o grande edifício humano enche-se de cor nos dias quentes do verão. aproxima-se a calmaria das férias em areias perto do mar: portugal vai a banhos!
refrescam-se as ideias e as emoções do euro 2008. afinal, nem tudo é o que pensamos realmente ver. é exactamente no patamar da subjectividade que o improvisto sempre acontece. agora... na agenda das grandes cidades, é tempo de se projectar renovadas sombras, no asfalto dos novos dias.
refrescadas as turbulências do sentir... o ar puro faz-nos sempre bem! }

18.6.08

[... Ser Texto / Être Texte...]

{... ser texto / être -texte, não é tarefa fácil. para que servem as palavras se nem sempre, todas elas são ouvidas? para que servem as palavras, se nem por elas somos escritos? para que serve escrever, se não formos texto? aparentemente todas as palavras são iguais. nessa complexa forma de ser... só os textos diferem. há em cada Ser, infindáveis composições de múltiplos textos. mas só alguns, sabem como desenhar a caligrafia do sentir. é isso que Lima sabe fazer! o mesmo Lima que conheci na redação de uma revista de arte. cruzados os nossos caminhos... a arte volta a juntar de novo, nossos nomes nas prateleiras, onde ser texto acontece. há mais être - texte em Luís Lima... para ler e ouvir, aqui em: http://www.luislima.tk/ }



boomp3.com

16.6.08

Vieira da Silva

{... maria. maria vieira da silva. a pintora que portugal não quis. que nada ligou... e que ainda nada liga: à cultura é claro! o nada não muda e tudo é hoje igual ao seu tempo. nada! que aconteça o nada. a cultura deste país transformou-se num círculo de inércia: a bola! nela, o nada anda às rodas faz tempo. novamente o nada até que outros nos olhem. o vazio. só que o nada não pode vir do nada... por isso, há que em mais nada, nada lhes ligar. às palavras do círculo! às palavras que completam os ideais da cultura. se não fossem os ateliers... levarem-nos a viajar pelo tempo e pela terra, tudo isto seria redondamente feliz. como é bom partir! "é urgente partir" - disse maria. "coisa triste nascer num país que não nos quer. o melhor será partir!" - disse mais ainda -, vieira da silva. assim fez, mudando o seu atelier vezes sem conta.
se não fossem as planícies e as nossas serras, caminhos abertos para o céu e para o mar... também eu maria, partiria desde logo, pela porta que nos leva à cor e às formas, para colorir todo o vazio e o nada, desta inércia que se instalou faz tempo em portugal. aqui, tudo é redondamente feliz assim. só os ateliers é que nunca ficam parados no tempo.}

13.6.08

[ Deus e Pessoa ]

{... Deus
Às vezes sou o Deus que trago em mim
E então eu sou o Deus e o crente e a prece
E a imagem de marfim
Em que esse deus se esquece.

Às vezes não sou mais do que um ateu
Desse deus meu que eu sou quando me exalto.
Olho em mim todo um céu
E é um mero oco céu alto. Fernando Pessoa...}

11.6.08

[ PR ou GR: A Serra! ]

{... já na serra, de frente para uma das paredes das poucas ruas da minha nova aldeia: eis a sinalética dos novos caminhos! no meio deste deserto, não sei quantos transeuntes verei passar na calmaria dos dias, à procura destes assinalados percursos. como é alta a serra desta aldeia que se ergue toda ela para o céu, em mil pedras de todos os tamanhos. ontem, as nuvens desenhavam sombras, no dorso das suas acentuosas nervuras esculpidas sabe-se lá por quem. aqui, mais perto do céu, o azul é mais claro. a luz é muito forte e por vezes, entre as pedras brancas e as nuvens que se lhe abeiram, ficamos sem ver o azul que o céu tem. tudo é branco ainda sem a neve que se aproximará por fim! a pedra que há por todo o lado, esculpe formas volumétricas de seres perdidos no tempo. são tantos os vultos que se advinham dela... que ficamos sem saber se esta gente agora estática no tempo, se animara um dia na escalada da serra. são tantos os caminhos que nos levam ao seu cimo, para que mais perto do céu, sempre dela se aviste a terra. nesta aldeia há uma igreja, um fontanário e uma carreira que passa a horas incertas. há memórias tão antigas e casas perdidas nestas pedras aparadas pelo vento. no sotão que abarcará o novo tempo de cores, são projectadas as medidas exactadas para que tudo dê certo. será talvez... este o lugar perfeito para se concluír o novo ciclo. será talvez... e ainda longe do inverno... tempo para escalar até onde o azul do céu é mais claro, e a terra ainda dela se avista cheia de luz. PR ou GR?!... amanhã talvez !... }

8.6.08

[ No grande bairro dos riscos. ]

[ o chiado é visita obrigatória quando lisboa toma lugar no tempo. não sei o que faria sem o chiado! ali... onde o eléctrico 28 risca o chão da capital há esplanadas repletas de gente. após a visita "visitada", aos lugares que aqui me trazem, a fnac está sempre na rota da saudade desta minha cidade. na supresa das pessoas que nela se encontra, há também prateleiras assim. ao lado de andy warlod... virado para a grande sala, dei de caras com o livro que regista a minha estada no alentejo. olhar para ele é viajar no tempo. é recordar todas as cores que pintaram a planície do meu olhar. é voltar ao alentejo sem sair do chiado. só os habitantes da "cidade das tintas" têm todos os segredos das cores que nos levaram até aqui. reunidos os generais da nova batalha, o novo tecido está já de partida rumo à serra da minha nova aldeia. quais os seus segredos... ainda não sei! mas é nela - pequena aldeia perdida na serra- que a "cidade das tintas" se vai agora instalar. depois... que o novo livro se imprima para que eu volte sempre ao chiado! futurar a nova exposição é já ter saudade das novas cores que ainda não coloriram o novo lugar. afinal, não será a saudade sempre supreendemente nova, na melodia das emoções? as prateleiras sem livros coloridos é como o chiado sem o eléctrico 28. há nele, registos e memórias que o tempo nunca apaga, todos os riscos pintados por alguém. é assim que virados para a grande sala das artes queremos ficar. obrigado fnac... neste país que se esquece das muitas outras aldeias que portugal ainda tem!...]

2.6.08

[ A Caligrafia das Cores]

{... na caligrafia das cores, a tela dos sentimentos é o grande tecido das nossas novas memórias. há por isso e isoladamente em cada uma destas, infinitas combinações de novos tons. o pano da vida é uma misteriosa peça que se vai desenrolando, sem se saber ao certo, quantos metros de tempo cada peça tem. tingida a preceito, sobre ela, vamos escrevendo na caligrafia das emoções: o tempo. se eu soubesse, quanto tempo tem o meu próprio pano... de que cor, o pintaria hoje? tudo aqui é verde, e ainda não partimos deste lugar. sentir as cores... é pintar a vida de novo. na espiritualidade dos pigmentos cada cor produz um efeito diferente. hoje, há esperança neste verde que pintado de amarelo, se abre no branco que clareia o pano. todo o tecido branco que aqui nos chega, ganha sempre uma nova escrita. nunca nada fica por acontecer porque os sentimentos também se escrevem no dialecto das cores. concretamente, toda e qualquer escrita é sempre uma procura desejada. e tudo só acontece quando - nos seus mais diferentes significados-, surgem as percentagens concretas da cada cor. escolhidos os novos tons, não há pano nesta vida que não se preencha de novas cores. }

28.5.08

[ Portas de X cores ]

{... no trilho da vida há portas de X cores. podemos estar de entrada ou de saída no grande arco da vida, que só a pedra não é consumida pela pressa que o tempo tem. na fogueira acesa das ideias, as arcadas do pensamento ganham sempre novas cores. neste antigo convento, há ainda tons que nos levam às memórias de outros tempos. desbotadas as cores, a alvenaria resiste ao traço do escultor: a textura e o tacto. não é só o barro que se molda!... sabes, é que na memória das cores, todos os nossos sentidos são activados. nas nervuras da pedra, projecto sempre quando lhe toco, um sentimento de partida. há em todas as portas X e tantas outras cores... se eu pudesse trazer a frontaria do que vejo, para o atelier que desejo, instalava-me neste jardim. estando eu aqui, de entrada ou saída, a única porta que vejo, leva-me sempre até 2010! chegadas as novas telas, não há arco nesta vida que me faça parar. e só o tempo é que destina, quando estarei eu de saída, deste jardim desbotado pela ausência do mar. talvez por isso, o céu se põe tão azul nesta serra. nascidos à porta de x cores, são os quadros que já trago na memória, mas que o tempo nunca mais os faz aqui chegar. de partida ou de chegada, não há cor que não nasça de novo, sempre que à porta do tempo for dia de um novo ciclo por fim se iniciar.]

26.5.08

[ Nas Telhas do meu Sono ]

{... abertos os olhos para o Mundo, tudo pode ser diferente ao acordar. mas as telhas... as telhas do tecto do meu sono, estão sempre abertas para o céu. quando o Mundo disperta, antes da luz se ajeitar lá no alto, a noite sempre se faz dia, e por vezes todo ele, se pinta de branco. nas noites em que o sono é mais leve, o céu está sempre à espreita. o Mundo ainda é Mundo entre os olhos que se abrem e se fecham de novo. não há rua que eu percorra no meu sono, que não venha dar a esta janela. na mágica paleta, dependurada no tecto deste quarto, todo o acordar se transforma. que mais poderei eu desejar, se nesta vida penso a pintar? se eu pudesse, todas as telhas desta casa seriam transparentes, e só dela se avistaria azul... quer do Mar ou do Céu... mas azul que sempre haja! abertos os olhos para o Mundo, tudo pode ser diferente ao acordar. mas as telhas... as telhas do tecto do meu sono, estão sempre abertas para o céu! sabes, é que não há branco na terra que gele toda a àgua, nem sono que se perca, e não saiba sempre aqui voltar.}

25.5.08

[ O Olhar de Bernardo Lobo ]

{... bernardo saraiva lobo, que para os amigos se chama Nika, é um dos melhores fotógrafos portugueses. cada imagem que regista através da sua câmara, é prova dada do seu talento como artista. quem assim confirma, são as diversas pessoas que já retratou para livros, revistas, catálogos, brochuras, e campanhas de publicidade. as suas fotos realizadas para artistas, políticos, actores, empresários, desportistas ou personalidades públicas: falam por si. bernardo lobo estudou em Inglaterra e nos Estados Unidos da América. actualmente faz diversos registos na área do desporto Náutico, sem nunca deixar de lado as suas tão marcantes fotos personalizadas de rosto. de barco, helicópetro, em cima de elevadas gruas, no interior do seu estúdio, no mar ou na terra... o seu porfolio é invejável. são muitos os pintores que o escolhem para o difícil registo fotográfico das Obras que vão expor, e para o tão famoso retrato personalizado. há no seu registo a preto e branco, o domínio perfeito entre a luminosidade e contraste, as formas e as linhas que constituem cada rosto. vive em frente ao Mar, rodeado pelas cores fortes da praia. no interior do seu estúdio repousa o pano preto que serve de cenário para as fotos do artista. os contactos vêm no site que ainda está em construção... quanto ao artista: subscrevo todo o seu talento! ]

23.5.08

Ser Exposto

{... a cor é uma manta que agasalha o que vai por dentro de cada Ser exposto. coberta a Alma, tudo o resto transparece. Ser exposto, é procurar novas roupagens. todas as palavras se podem pintar de novas cores e todos os territórios do Mundo são cobertos de panos pintados. os simbolos! quando pensamos nos agasalhos territoriais de cada Povo, observamos que todas as bandeiras são coloridas por mais que uma cor. quem pensou antes de nós em suas cores? se eu pudesse escolher as cores da minha bandeira... mudaria os pigmentos. gosto mais de azul, e o vermelho fica-lhe bem. e se um dia... todas as bandeiras renovarem a sua imagem? os símbolos são como os logotipos, e a Europa pintou-se de azul também! quando olhamos para uma bandeira, nunca pensamos donde aquelas cores vêem. o que pensava o artista até à sua escolha? conheço uma bandeira que nasceu por falta de outras cores na paleta do atelier. há também histórias assim. por vezes... é mesmo por falta de um pigmento que na arte final aprovada, é outra a cor apresentada. sabes quantos quadros são pintados pelas cores do fingimento?... são tantas as vezes que a cor falha, apenas porque ela não existe. já as palavras existem sempre. nunca é preciso ir à rua comprar litros ou kilos de letras. as palavras nunca ficam à espera. as palavras sempre acontecem no grande laboratório do pensamento. pintados os panos, ficamos sempre parados no vazio das palavras que nos fizeram alí chegar. não há cor sem texto, nem emoções sem sentimentos. em forma de quadro ou de livro: Ser exposto... é bandeira sagrada que agasalha a Alma.}

18.5.08

As Time Goes By

{... há gentes e agentes relatos e relatores assim. há sonhos perfeitos e vidas desfeitas, nas estórias sem fim. há também cores sem pigmentos no grande ecrã dos sentimentos. tudo é possível no cinema! sentados em frente duma parede branca é como se fica, quando se espera que tudo por si só se inicie. e as imagens surgem... ausentes ou transbordantes de cor. todas as superficies brancas têm as suas memórias. o que seria de nós, sem superfícies brancas? pensar a preto e branco é saber reproduzir todos os pigmentos que povoam o universo, através da imaginação de cada um. talvez não hajam cores perfeitas, mas filmes... sim! casa blanca leva-nos ao imaginário perfeito, onde as emoções e os sentimentos não são concretamente despovoados de cor. a preto e branco é o cenário que verei no Inverno que se aproxima, quando a agreste serra da minha nova aldeia, se cobrir toda ela de branco. no mistério das cores, dentro do atelier, todos os sentimentos são pintados a uma única só mão. a caminho da serra é uma viagem pintada, entre duas cidades que durante dois anos promete preencher todo o branco dos próximos dias.}

16.5.08

[ Tudo é Nada na Bagagem das Emoções...]

{... tudo empacotado e tudo é nada. porque tudo, é demasiado mais profundo do que o espaço que se leva na bagagem das emoções!... nesta viagem programada, não há mala que sirva para empacotar o que somos. sempre basta o essencial. é nessa procura do nada e do tudo que acontecerão as novas cores. não há viagens programadas na festa da criação. tudo acontece. o vazio percorre as ruas das ideias à procura do objecto e da matéria. no verde cambiante da nova floresta há mais cores do que podemos imaginar. o ar é mais puro... e aviva todo o universo. o que virá por fim nestas malas que partem? talvez, cidades imaginadas repletas de novos personagens. é numa aldeia desconhecida que no meio duma serra, aquela casa vai abrir janelas fechadas pelo tempo. revolvidos os papeís a aventura abre o tempo para que o tudo e o nada sempre aconteça. na mala, os pinceís aprontam a festa. faz tempo que a eforia da cor aguarda esta data. já está tudo empacotado e tudo é nada! porque tudo, é demasiado mais profundo do que o espaço que se leva na bagagem das emoções!...}

14.5.08

[ Os Incendiários da Felicidade ]

{... todas as palavras têm cor. tal como as aldeias e as cidades, todos os bairros têm na sua arquitectura, muitas e diversas cores. só mesmo os invejosos e os pobres queixosos da sorte alheia é que vivem ausentes de cor. há também gente assim: são os incendiários da felicidade! vivem embaciados pelo brilho dos outros e secam a alegria em todo seu redor. não sei realmente qual é a cor da inveja. talvez porque nunca isolei tal pigmento na grande paleta das cores. mas, nada aqui nos anima nesse triste manifesto das emoções. aqui tudo é pleno de cor e de emoção! neste lugar sagrado - o atelier -, não há tal sentimento. misturadas as cores, todas as palavras compõem o que cada um retrata na grande floresta do pensamento. há dor, alegria, eforia, tristeza, felicidade, compaixão, solidão... mas inveja não! sabes... neste país vivem cada vez mais pessoas ausentes de cor. há demasiados incendiários da felicidade por cada Km/2. secada a sua... procuram desbravar cores alheias. se não fossem as palavras, a sintonia cromática de todas as emoções, não seriamos um país de poetas. isolados do mundo, vamos tendo consciência como é necessário combater tais incendiários da felicidade. e porque hoje as boas notícias chegam em forma de palavras escritas, todo este espaço se enche de novas cores. não há maior força do que as cores da esperança. é por isso, que todas as florestas sempre se pintaram de verde!...}

11.5.08

[ Nova Serra o Novo Lugar ]

{... há pedaços de água na terra. janela que deixei para trás ficar. saudade imensa. só minha e daquele lugar. nova serra... que saudade levo de alguém. há em mim pedaços dessa gente. desenhada no céu que já não vejo, mas que sinto. nova serra, novo lugar. mata a sede meu desejo. nesta nova floresta sem mar. não te vejo. só te pinto. o que é feito de ti pedaço de água na terra, janela aberta para o luar. espelho deserto. final incerto. ninguém muda assim sem recado deixar. nova terra já te vejo. antes de tudo és serra, floresta virada de costas para o mar. há sempre pedaços de água na terra e janelas abertas na saudade de te encontar. nova serra, novo lugar. sem cor tudo é tão breve, e o tempo dói a passar. nova serra, novo lugar. traz contigo cores de terra e vem aqui morar. teia branca água sólida. antes de tudo és serra, floresta virada de costas para o mar.}

7.5.08

[ Os Anjos Também Choram ]

{... na vasta planície do pensamento. entre o céu e a terra. o sono inverte as cores em imagens desiguais. o medo, é memória sombra do que somos. será que os anjos também choram no abraço da vida? nem sei o que seria da vida, sem os anjos da boa memória. acordar do sono é como terminar um quadro. são momentos recortados, invertidos, desaparecidos, surgidos do nada e do tudo. sabes, os anjos também choram! quando acordei na vasta planície do pensamento, entre uma floresta que não pintei, e o vento que não escutei: havia um anjo que corria. corria na esperança de abraçar a sombra da vida. o céu era azul cobalto, e a terra toda ela branca. todos os sonhos são mudos. nunca lhes ouvi qualquer som. mas as imagens, ai as imagens... são todas elas pintadas de cores vivas. naquela planície, já só vejo e não sinto. pega-me na mão e leva-me de novo: ao sono. se eu pudesse lá voltar de novo, aquele anjo deixaria de chorar. pegava-lhe na mão e pintava-lhe a sombra perdida. se lá voltar, perco o medo. já não há céu negro que me faça esquecer as suas lágrimas. leva-me de novo até ele porque amanhã é dia de festejo. faço anos e gostaria de retocar a sombra da vida. por isso, corro à velocidade do vento. não vejo a hora em que a noite tombe. o céu pode ser de qualquer cor... mas, todas as sombras na terra, se unirão numa só. é que a vida vai ser hoje pintada de esperança pela mão de um anjo: o anjo da boa memória.]

5.5.08

[ A Caixa do Presente ]

{... tabuadas as cores no plástico canto do tempo: abrem-se os novos pinceís!... Maio, é tempo de empacotar o que vai ser o próximo ano. fecham-se caixas, e conferem-se outras tantas trazidas do ano que passou. por vezes há a sensação de não se saber ao certo, em que tempo está a caixa que nos traz ao presente. tudo se projecta ao sabor de futuras datas. antecipa-se o Inverno e retira-se o Verão aos dias. são as cores tabuadas num canto qualquer de uma outra nova cidade. as cidades também se inventam noutros lugares. saber qual o sentido de tudo isto... só mesmo depois de se ter descido, todos os seus possiveís degraus. será que haverá mais tempo para os contar? se eu pudesse... jamais dela se avistaria o chão. que importa se é verde, castanho ou amarelo pintado de cinza alcatrão? é exactamente para isso que servem os pinceís. dá-se-lhes a cor do dia e cada degrau ganha uma nova vida. tabuadas as cores no plástico canto do tempo: abrem-se os novos pinceís. tudo o que for saudade, virá nas memórias do tempo que já passou. e se por acaso essa cor prevalecer, a matéria não deixará de ganhar forma. não há cantos no tempo que as cores não deixem de pintar: o horizonte dos novos dias. }

2.5.08

[ Da Poesia à Música: Ana Vidal ]

{... Ana Vidal tem um Blog e um Site com o registo do seu trabalho. são letras de músicas e palavras editadas em livros. noutro dia em troca de palavras fui à FNAC comprar o novo CD de Luís Represas porque a música 9 - "o inventor de abraços"-, é de sua autoria. a poesia musicada é efectivamente, um nobre pigmento no universo das emoções. sabes, é que as cores também falam e cantam. para que servem as palavras no atelier dos dias, se todo o espaço é mudo de diálogo? é exactamente por isso que as cores conversam em silêncio. um quadro é um quadro, e um poema é um poema. só os poemas são cantados. nos acordes das cores... há também músicas inventadas na surdina dos pinceís. afinal, são as estradas das emoções que nos levam a esse lugar: ao complexo universo do sentir. é aí que por vezes, as palavras dão lugar às imagens e nunca ninguém sabe na realidade porque... a cor sempre acontece. o que seria da vida, sem os pigmentos das emoções? o mundo deixaria de ter interesse, e o Ser não seria mais do que um solitário deserto.

1.5.08

[ Comentários:Perdidos & Achados ]

{...na renovação da página deste Blog... todos os Comentários desapareceram. iniciado em 2005, é a segunda actualização realizada e a segunda vez que assim acontece! espero recuperar os vários endereços e anexar os Link's de todos aqueles que têm acompanhado as viagens a este Universo das cores... e do tempo fragmentado onde tem sido realizada a preparação de alguns eventos. a "Cidade das Tintas", tem sido instalada em diversos lugares de Portugal. de Lisboa ao Alentejo, e agora a caminho de uma Serra... espero conseguir repor brevemente, todos os endereços daqueles que têm escrito neste blog e de certo modo contribuído no grande universo onde este Atelier acontece: entre as cores e as palavras. agora, sem recados anotados e de correspondência perdida... tentarei procurar nos Perdidos & Achados deste sistema... o que fazer?!... }

30.4.08

[ A Sonolência das Cores ]

{... todo o sono é pintado de invisíveis cores. é no vazio de nós próprios, que a entrega às memórias dos encantos acontece. inevitável mágica que disperta recantos e nos traz recados achados e por vezes perdidos no tempo. quem não sobe os degraus do sono? quem não mergulha no seu ondular esquecimento? tela crua. tela ausente de cor. incerteza tocada e nem sempre registada em todo o seu esplendor. são sombras e não é gente, que certamente povoa esse indecifrável mundo. todo o sono é pintado de invisíveis cores. nele, há soldados de esperança e generais da vingança. perdas e vitórias. conselhos, desejos e incríveis estórias. não há inutilidade nessa espera, nem tão pouco pressa em dispertar. se essa magia nos fosse retirada, o que seria de tudo aquilo que nem sempre acontece? tela crua. cor esquecida por pintar. quem não mergulha no seu esquecimento? só quem já não tem tempo para sonhar.}

20.4.08

[ O paralelismo do Eu ]

{... se Deus entendesse efectivamente de geometria, certamente que abolearia todas as paralelas que não interceptam a felicidade. tudo isto devia ser mais simples. oh se Eu fosse Deus!... interceptava todas as linhas possíveis de riscar no grande papel que embrulha todo este céu. tudo isto devia ser mais simples. que complexo Deus é o nosso que dá e tira, escreve e apaga as linhas do nosso destino? a vida, devia ser meramente uma ciência exacta. sem variantes na alegórica matemática que a compõe. que sábio projectista és tu, que estás para além de tudo aquilo que os nossos olhos podem ver? não há maior prémio nobel no Mundo que o seu! a geometria da vida é na realidade um complexo estirador desenhado por misteriosas vontades alheias. se eu pudesse sentar-me a seu lado, pegaria no seu grande compasso e traçava a minha própria circunferência. o início e o fim. se eu pudesse entrar no seu atelier, pegava nos seus lápis e riscava apenas os caminhos que já conheço. se Deus entendesse efectivamente de geometria, certamente que abolearia todas as paralelas que não interceptam a felicidade. se eu pudesse pedir-lhe emprestado um lápis que fosse, riscaria com ele linhas imaginárias - projecto único que nos leva consigo até à ponte do Eu. sómente se o céu não existisse, é que todas as pontes deixariam de fazer sentido! talvez por isso mesmo, ainda ninguém descobriu ao certo onde começa e termina toda esta complexa geometria: chamada universo!...}

15.4.08

[ a intemporalidade do esquiço ]

{... se soubessem o que povoa uma tela antes da cor e da forma. se soubessem como as palavras se vestem no esquiço das memórias. apenas se soubessem o que nos motiva até à criação da obra. o esquiço. a vida não é mais do que um esquiço riscado, sublinhado e apagado pelo tempo. sempre o tempo. a eterna alteração das formas. a constante procura da estrada exacta que nos leva ao universo da criação. novamente o esquiço. o conteúdo dum texto que se escreve vezes sem conta. a descrição do objecto. a diversidade dos pigmentos. os tons... são mais verdadeiros do que as palavras porque têm sempre a mesma memória. as cores são mais puras. não mudam de sentimentos. se soubessem o que povoa uma tela antes da cor e da forma. se soubessem como as palavras se vestem no esquiço das memórias. apenas se soubessem o que nos motiva até á criação da obra. o esquiço. esboço riscado de traços certos e cores puras. riscos... tudo se risca. as emoções podem mudar de sentimentos, mas as cores não. se soubessem quantas palavras há no dialéctico da cor... entenderiam que Deus é o maior pintor do Mundo e, que a vida não passa dum esquiço riscado, sublinhado... condenado a ser apagado pelo tempo.}