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{... como é teimoso o tempo que nos cruza, assim... e teimosamente nos volta a cruzar entre as mil viajens deste mundo. foi em 2005. decedidamente à busca de saber qual seria o trajecto de comboio até o tibete... que cruzei com o blog: alma de viajante. estava ele, no início da sua aventura. deixei-lhe palavras de coragem e agradeci todas as dicas que me enviou, de como se chegar ao tibete, sempre por terra. hoje, foi a sua alma de viajante que cruzou com o meu trilho dedicando também ele as seguintes palavras de animo: "Rede hoteleira ibérica promove arte: A Hoteles del Arte é a nova rede da Península Ibérica que visa promover artistas e os hotéis como locais de arte. Os fundadores são o Hotel Convento de S. Paulo, em Évora, Nautilus Lanzarote, em Lanzarote, e Hotel Palacio de la Serna, em Cuidad Real. A ideia nasceu pelo crítico Fernando Gallardo, do jornal El País. O projecto alia à estadia novas experiências culturais, promovendo os hotéis associados, o seu espólio artístico e eventos. A rede aceita quem “sinta o amor genuíno pela arte em geral, contemporânea em particular, em todas as suas formas”. Entre os artistas aderentes conta-se Alex e Teo Senra, Amaya Espinoza, José Seguiri, Juan Sukilbide, Maria Sobral Mendonça, Marijose Recalde, Nori Ushijima e Eugenio Bermejo". obrigado filipe gomes!... quanto ao tibete, está na calha. um dia, depois desta serra: instalo lá o meu atelier. } http://www.almadeviajante.com/travelnews/002607.php
{... arribadas as lendas ao céu... esvoaçamos medos em praias desenhadas na calada da noite. sonhamos. subimos inseguros entre as nuvens que se juntam a este navegar. perto da rota estrelar tudo é pedra. não há versos nem poesia neste silêncio. tudo é Deus. cruzados à sorte, somos caminhantes das fantasias que nos trazem ao aconchego outros mundos... não há tempo que sirva a serra, sem que a serra não sonhe ser montanha, para que depois de tudo isso e do alto de toda ela: a neve não queira ser mar! o que seria do voo dos pássaros sem o medo de planar a vasta planície que nos trouxe a este lugar? arribados todos os medos, vencemos. vencemos as sombras que encorpam as caídas noites em amanheceres cobertos de densos nevoeiros. não há versos nem poesia neste silêncio: tudo é volumetria. somos, meramente um extenso deserto cruzado à sorte. somos pedra, areia, pó que volta sempre à montanha mal o vento sopre vida. somos cruzados à sorte: tendas erguidas ao céu!...}
{... embebidos na alma da serra, ateamos fogos cheios de cor a novos sonhos. há quem vá para a serra depois da planicie para alcançar a montanha da vida. há também quem fique sentado em sí para sempre. adormecido. ausente de sonhar. sem forças para trilhar todos os invisíveis caminhos que têm alma e cor. sómente porque todos os desertos são solitários. abrem-se as cores porque aqui tudo é mais distante do vazio. pensar o mundo sem o percorrer é morrer. é exactamente por isso que na alma da montanha, entre as pedras que se aproximam dos céus... há quem desenhe casas na escalada de todos os sonhos. }
{... na sapiência das cores, nunca te sentes para sempre na curva dos sentimentos. eles regressam sempre que o outono dobra a tristeza do pensamento. nunca faças das palavras o único canteiro da vida... porque todas as flores são pintadas pelas águas do tempo. na solitária montanha que cresce desta serra: refugiámo-nos do mundo. aqui, estamos sempre em viagem sem sair do mesmo lugar. é essa a filosofia de toda esta serra. pintados todos os versos, novos mundos acontecem. hoje... na escalada desta montanha até à pequena aldeia, soube que um pouco de mim... faz parte da tua viagem: obrigado portugal! obrigado por me levares contigo.}http://www.recife.pe.gov.br/2008/12/09/prefeito_recebe_comitiva_de_portugueses_165047.php
{... branco. tudo é branco. daqui, bem no alto desta serra, o mundo fica mais perto de todos os nossos desejos. que assim seja até ao próximo inverno: boas festas e feliz ano novo.]
{... no pé da serra tudo é já absolutamente branco. senta-se o tempo, nós e os longos dias que virão. projecta-se a escalada da montanha e preparam-se as cores... mas, o branco da serra convida-nos ao silêncio. é entre o pé da serra e o céu que as novas cores serão pensadas. primeiro tudo é branco - o pé da serra as telas, o pensamento. depois... depois, sentados no tempo e nos longos dias que virão... a escalada das cores acontece. }
{... recolhidas todas as emoções que os olhos não podem ver... por vezes, acordados somos nas atropelias do sono. sonhamos pintados porque a noite é ainda noite. densa, escura, silenciosa. ouvinte dos nossos medos. carente de cor, luz, contraste. é sempre entregues ao que somos, que voltamos novamente ao sono. repetitivamente... para que as cores não findem por completo. recolhemos emoções e apagamos-lhes todos os riscos. efectivamente, é no regresso ao sono que o entendemos. básicamente, tudo isto só faz sentido porque temos a capacidade de ver sem olhar. pensando bem, é através do sono que entregues ficamos ao que realmente somos. repetitivamente e até ao fim... somos: malabaristas das memórias.}
{... a arte é a incrível capacidade de ver o invisível!...}
{... no paralelismo da sobreposição de vários pontos num só traço: a forma. sombreada, diluída, ténua. o preenchimento do todo e do vazio. o invisível a forma e a matéria. novamente o ponto. a sobreposição dos traços até à saturação das cores. repetitivamente. sempre. sobrepondo a cor sobre outra cor... a cada um dos pontos que risca o traço. sempre, entre o todo e o vazio. repetitivamente... até ser tudo branco. a última cor. no paralelismo da saturação da forma sobre toda a matéria: a sobreposição de vários pontos num só traço. a luz e as sombras. o invisível. sombreado, ténuo, diluído... no ponto branco que preenche o vazio. }
{ .... ao fundo de todas as estradas, a eixo de toda a imaginação: o oculto ponto preto! inatingível. misterioso. onde o futuro e o presente se econtram apenas num só ponto. únicamente e só uma vez. no oculto pendular do tempo... tudo está eternamente suspenso. na realidade, do dorso da montanha avistamos-lhe o fim. se fosse possível lá chegar, sem a grande caminhada: o mundo seria todo ele oco e vazio. no fim de todas as caminhadas, a eixo de toda a imaginação, o oculto ponto preto ganhará certamente: uma outra nova dimensão....}