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{... se o mar e o céu não não tivessem sido pintados pela mão do criador: como poderíamos mergulhar no azul "outremer"? criadas as cores... aninham-se nelas significados e sinais da nossa existêncialidade. são tantos os caminhos a percorrer que não há tempo para pensar em todos os seus significados. reais. imaginários. na tela. na vida. é na sua complexa diversidade que a humanidade atribuí a cada pigmento: estados de alma diferentes. isto, porque nunca consegui entender qual é a cor que o tempo tem. das cores que selecionamos na paleta do nosso sentir... vestimos sentimentos e estados de alma. há cores que nos marcam para sempre. exactamente porque há em todos os tons: significados diferentes. idênticos. opostos. lugares que apontam em cada imagem: semelhanças. o que seria dos céus de "turner" sem o azul mesclado nas suas múltiplas cambiantes de tons?!... o que seria de "turner" sem azul... quando a tristeza invadiu a sua vida? o que seriam os céus do seu sentir, que marcaram para sempre a sua "obra"? o que seria da humanidade se toda ela fosse desprovida da eterna procura da pureza dos sentimentos?!... tudo é vago. rápido. breve. como é fácil não sentir... fingir que tudo é apenas breve, rápido, vago. que só há um tempo para o significado de cada vida. que não há mais tempo... nem significados... nem céu... nem alma... nem sentimentos... nem lugares sagrados... nem mais nada... em todas as cores que existem para além de "outremer blue"!... }
{... no tecido que rege o destino procuramos os tons que nos levam: a zinc white. rigorosamente... todas as cores se avivam no pano dos dias. rigorosamente... vagueamos em toda a sua extensão sem dar importância aos metros que ela tem. se pudessemos saber a escala do nosso próprio tempo: adormecíamos envolto nele para sempre. só o tecido que rege o destino: sabe o tempo que cada vida tem. que importância terá tudo isto... no pano dos dias?!... a vida não é mais do que um pedaço de tecido tingido de várias cores. dilatadas as formas: esticamos o pano! esticado ele até ao ponto máximo: todas as cores se tornam invisiveis. esbatidas. diluidas numa só cor: zinc white! esfumadas todas as memórias... não há pano que aparentemente não se transforme numa nova vida. no tecido que rege o destino... as cores invariavelmente avivam a importância que cada vida tem. rigorosamente. sempre. musicando de novo todos os pigmentos até à sua exaustão. até ao momento em que percorrido todo o pano que vaguea a nossa extensão: ficamos invisíveis. sem escala. sem formas. sem tempo para que nesse preciso tempo... pensemos como será: o novo tempo. milagrosamente e sempre... é o tecido que segue rigorosamente em cada pano: o destino que cada vida tem. }
{... foi na busca da espiritualidade que nos conhecemos. fomos e somos também nós: cores à busca da fraternidade missionária. isto... porque quando fomos convidados para membros do júri na exposição do V centenário do nascimento de são francisco xavier-comissariada pela professora natália correia guedes-, eramos só nós os dois: os únicos pintores presentes nos membros do júri. foram as cores e a espiritualidade que cruzaram os nossos caminhos. “não toca apenas a Cristãos mas, também a Hindus, Budistas, e Muçulmanos”, disse a professora natália correia guedes, no mesmo dia em que juntou todos os membros do júri selecionados para essa missão. a exposição decorreu em simultâneo: espanha; xavier; pamplona e lisboa. depois... ficamos nós. as mensagens trocadas. os convites para os eventos pessoais. pintamos. filmamos. escrevemos. esculpimos novas missões. afinal, todos nós sonhamos poder mudar o mundo! sempre o mundo, os santos e os anjos: a perfeição! suspender o pensamento puro, que no mundo se perde e na "obra" vive para sempre! ficar invisível nas cores, nos riscos e nos traços. são mil gestos que contam as horas... as nossas e as dos outros. estamos sempre atentos: à vida e ao tempo. a todos os lugares onde os sentimentos são pintados e representados na tela. é assim que habitamos num mundo melhor. o que seria de nós sem a espiritualidade? que alma... que vida... seria a nossa... imersa neste imenso universo: aparentemente vazio. sem alma... todas as mãos são vazias e nunca se tocam: observam-se. morrem. desesperam de nunca avistarem as asas com que todos os dias: os anjos se pintam. se pudessemos ver quantos anjos habitam na terra... também nós... talvez, pudessemos ter asas para voar. ao pintor miguel fazenda desejo muitos exitos nas suas "novas figurações" e futuras missões!... }www.miguelfazenda.com.sapo.pt
{... há muitos mistérios entre as serras desta montanha. nelas, percorrem pessoas felizes. sonhos. entre o povoado das suas aldeias históricas e as memórias das suas heranças heróicas: há aqui gente diferente. gente que diz que na vida se deve morrer de pé! entre as pedras e o céu... percorro a encosta. avisto a primeira descida desta serra e logo se avista a outra... e depois outra... até que chegamos ao lugar que aqui nos trouxe. chegamos! chegamos certamente mais tarde... porque a razão de tudo isto é saber chegar ao ponto da partida. sempre a chegada e a partida. só o tempo traz o regresso consigo. nós... só existimos para pensar quantas cores terá o tempo. quantas vidas poderão ser salvas neste preciso momento. quantas almas precisam da força das nossas palavras. dos gestos. de um sorriso. das nossas cores, riscos e traços... de tudo aquilo que é tão pouco comparado com os extensos mares que ainda nos faltam navegar. mas, tudo o que temos para dar... é voltar a percorrer o caminho que entre as serras desta montanha... nos irão fazer chegar a novos lugares. isolados todos os pensamentos... deixamos a guerra percorrer o misterioso milagre da paz. se eu pudesse. só se eu pudesse estar hoje no fundão: estaria certamente no fecho do grande evento cultural do meu amigo manuel saraiva! jovem. cheio de luz! força serrana de quem tem ainda tantas outras novas serras a percorrer. sonhos acatados na grande montanha que espreita "a moagem" lá do alto. é sempre possível sonhar! é sempre possível mudar o mundo! se eu pudesse... só se eu pudesse... mandaria parar o tempo. suavizava as altas linhas que há entre as serras, a montanha e o lugar onde estou... só para o felicitar. chegar a horas. só para estar presente no fecho do projecto "Os Mapas da Guerra - Os Mapas do Medo", do jovem promissor na política portuguesa: o manuel saraiva! parabéns ao espaço cultural "a moagem" e à câmara municipal do fundão pelo grande exemplo que deu a portugal. motivou os jovens para a política. apoio a iniciativa de debate cultural no interior do país e fez chegar até ela... ilustres portugueses de várias áreas para no vasto programa representarem: "a geopolítica da guerra". parabéns manuel saraiva... até muito breve! }
{... somos feitos do lugar em que nascemos. somos resumidamente: todos os lugares em que vivemos. entramos no atelier e fechamo-nos no preto do carvão. riscamos areias negras que se cruzam com o vermelho carmim da festa brava nas arenas. recordamos picasso... o risco, o traço, as suas paixões: os toiros. a arte, é inseparável das tradições culturais dum povo. é e não é. deixa de ser. acontece. somos tudo isso e nada mais do que pó! negro. branco. amarelo. vermelho. recordações. lugares. fragmentos isolados no tempo. somos invisiveis cores que dão vida ao pensamento. areais que semeados de ideais... se apagam com o tempo. tudo finda. tudo acaba. nós... o pensamento. o atelier. o risco e o traço do que somos... do que fomos. somos tudo isso e nada mais do que pó: negro, branco, amarelo, vermelho. somos sempre recordação do lugar em que nascemos quando morremos. somos resumidamente, breves lugares e todos eles ao mesmo tempo. tudo e nada. é o que somos no tempo. porque tudo se acaba e se apaga. vagarosamente. no atelier. na vida. no quadro eterno do pensamento. tudo isto e nada mais... é o que somos. sempre suspensos: no tempo. }
{... samuel rocher tem uma nova imagem. é exactamente para isso que servem os designers. recriar. voltar a dar forma a todas as linhas. retirar de todos os pigmentos - os tons que definem a acção. dar cor novamente aos conteúdos e redesenhar um novo projecto. da intenção à mudança é a diferença que marca um determinado nome e projecto que reflecte um personagem: o cliente. é a designer francisca mendonça que dá forma aos meus catálogos! dá-lhes o rosto e o corpo para partirem para as grandes casas onde habitam os livros. formada em bruxelas... onde viveu muitos anos da sua vida... o seu trabalho percorreu a bélgica, polónia, frança, sarajevo... e, eis que de regresso a lisboa, escolheu o "bairro alto" para habitar. porque... lhe faz lembrar o bairro "marais de paris" que ela tão bem conhece. no seu atelier instalado no jardim de santa catarina em lisboa: exerce a sua função de designer. é nele... que de janelas abertas para o rio tejo, recebe os seus clientes para conceber tudo o que respeita à imagem gráfica e webdesign. designer gráfica de profissão... veio do norte da europa até ao grande tejo que abraça lisboa... tendo sempre em mente e, também ela... partir um dia por outros mares para habitar novos lugares. samuel rocher; maria sobral mendonça; bart daems; cardoso e cunha; nadia ghemri... e tantos outros artistas que de diversas áreas artísticas: são já registo da sua vasta obra. parabéns francisca mendonça! }
{... abrimos o correio. selecionamos as palavras dos nossos amigos e fazemos o download do anexo: "paintings by bart daems in the city abu dhabi the capital of united arab emirates". são as imagens dos novos quadros de bart daems: o web designer do meu site. bart daems é pintor e designer belga. amigo próximo da nossa família... já viveu no bairro do príncipe real em lisboa. esteve em portugal nos anos de 2003 a 2005. captou as cores da nossa cidade e levou consigo memórias do nosso povo. registou tradições, canções, personagens, poesia e a vasta história dos nossos reis. descurtinado o portugal desconhecido... um dia, fez a mala e partiu na missiva de percorrer o mundo à procura de novas cores. sempre as cores!... porto de chegada e partida! para bart daems, todos os lugares do mundo estão sempre ao nosso alcançe. basta partir. riscar no mapa um lugar e determinar tudo o que seja necessário para nele habitar. tal como nos quadros... os pintores estão sempre de partida para lugares incertos. reais. imaginários... é nesse universo que percorremos: desertos, montanhas, serras, aldeias, cidades, planícies, mares, rios... ilhas de solidão. compreender tudo isto, é não deixar que a vida passe por nós. por isso, agarramo-nos à cor e ao traço. à poesia com que cada quadro se veste. riscamos silêncios. criamos novos mundos. musicamos o branco de cada tela e na ausência das palavras: surgem novas linguagens. somos tudo o que basta na vida: cor, densidade, contraste, luz. somos só e sómente: peregrinos das cores. parabéns bart daems!... }
{... guardamos para sempre todas as chaves das casas que já habitámos. guardamos para sempre todas as suas cores e as memórias nelas vividas. guardamos tudo isso em secretas ruas do pensamento. somos essencialmente uma imaginária caixa de recordações. lugar secreto. sagrado. retrato do nosso tempo. o que seriam de todas as casas... se não fossem habitadas? todas as casas são sempre desiguais... em cada espaço vivido... semeamos memórias. construímos novos mundos em pequenas dimensões que engradadas no algodão das telas: repousam as cores, os traços e os riscos dos nossos quadros. todo o quadro é uma casa habitada!... é exactamente por isso, que guardamos para sempre as memórias e todas as chaves das casas que já habitámos: no espaço sagrado da nossa imaginação. }
{... o sono é um estado alucinatório! liberta-se a mente e aparentemente todos os membros se paralisam. aparentemente ficamos imóveis no mesmo sítio. no mesmo lugar. vivos. entregues aos mistérios que o cérebro nos obriga a percorrer. durante o sono... abrimos portas. janelas. novos universos. curiosos labirintos. observamos imagens vindas do nada. adormecidos os sentidos, surgem cores e imagens desconexadas que invadem toda a lógica do nosso pensamento. não há princípio nem fim nesse grande universo: tecido de nós. nesse abandono temporário, contemplamos momentos felizes. estranhos. complexos. é nele que se apagam as tristezas. no extenso pano que se abre e nos envolve: somos o futuro. o passado. o presente. o sono é sempre intemporal. alucinação. viagem. momento único. lugar onde tudo o que é lógico... se separa logo desde o seu início da racionalidade. sempre. objectivamente a mente serve para difundir o corpo no tão desejado ciclo da imaginação. e tudo corre velozmente ao mesmo tempo: a mente, o cérebro, a alma, o corpo. repetitivamente. por vezes o corpo reage: vibra. arrepia. por vezes a mente: sente. acorda. por vezes a alma: move-se. entra em queda: flutua. rodopia. surgem as memórias, as estórias, os encantos, as aflições. aparentemente tudo se inicia aos solavancos. outras vezes... suavemente. há quem visione a tridimencionalidade das formas. é o início da viagem ao maravilhoso mundo dos sonhos. há personagens, conversas, imagens, lugares, sons, cores, texturas e novas densidades. nesse misterioso universo: somos apenas espectadores. somos sempre observados e observadores... até mesmo quando dormimos. }
{ ... penduramos todas as cores tingidas ao vento. tudo, alinhado numa só linha. paralela ao horizonte. esticados os panos de cada cor nas alvenarias das nossas memórias... ficamos sentados à espreita. imóveis. em silêncio. fechamos os olhos e conseguimos observar o movimento... das cores. decifrar os sons. descurtinar o vento. tudo serve de alavanca para gerar o único pensamento que nos anima: sentir o movimento das cores. tudo é composto por linhas. sombras. cores. sons. esticada a corda... voam as imagens e só o vento ficará para sempre... aqui e agora... dependurado na encosta da nossa imaginação. tudo o resto... não é mais do que um risco, que seguido de outros riscos pintados sempre de tons desiguais e incertos... projectam no fim de cada vida: todas as cores tingidas pelo tempo. }