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{... tudo é redondo! estamos como a lua, a terra, o mar, o sonho, a vida, a sorte, o pensamento: o mundo! por mais voltas e voltas que se possam dar... daqui ... só o desconhecido universo nada nos diz. nada faz. sentados no nada: pensamos no risco que completa cada círculo. fechamos o traço. objectivamente e só para que no tempo... mais nada se passe... fora desse mesmo espaço. paramos o tempo!... inscritos também nós no papel... ficamos como a terra, a lua, o mar, a vida. sentados no vazio: no círculo suspenso. sómente... como todos os outros círculos que se avistam no céu. pensamos. será penas o sonho: um traço que se risca noutro tempo?! estamos redondamente certos... que por mais voltas que se possam dar... só mesmo o desconhecido universo: vive fora e dentro de todos os círculos fechados. nada dizem. nada fazem. nada pensam. aparentemente, são apenas como a terra vista do céu. riscados no espaço e em círculos perfeitos: fecham-se. nada dizem. nada fazem. coexistem invisiveis em todas as linhas que ao mesmo tempo se completam num único e só traço concêntrico. o que haverá depois disto tudo?!... se fora de cada círculo: todos os sonhos são desconexos. redondos. vontade infinita que animada pelo risco da vida: pretendemos alcançar a eternidade. }
{... liberdade, é o único sonho que na realidade tanto nos faz correr nesta vida. é por ela que subimos as mais altas montanhas do nosso ser. sem ela não se vive. ficamos cegos. aprisionados a vontades alheias. até os reclusos de si próprios: correm!... sonham. saltam invisíveis sombras. rumam em sonhos, desejadas sortes que em direcção a novos horizontes: esperam voltar a descobrir o mistério da vida. todos nós abraçamos estradas solitárias. colinas sombrias. prados cheios de luz. somos, corrida desenfreada sempre à busca de novas cores. dos mágicos lugares que só o pensamento sabe avistar. ser livre... é sonhar que não se morre. nós nunca morremos porque vivemos sempre: entre o sonho e a realidade! nesse grande mistério, saímos do tempo e mergulhamos noutro universo: paralelo aquele que julgamos existir... dormimos! efectivamente nesta vida, temos sempre a esperança de suspender esta corrida para sempre. ser apenas como a liberdade: um sonho. ficar entre as montanhas e entre as serras que se aninham nos vales do sono. mergulhar nos mares. voltar às montanhas e no topo das serras, ficar para sempre como a liberdade: vivos!... somos tudo aquilo que anima o mundo à realidade. somos muito mais do que uma única e só corrida. somos pensamento vivo que perdura no tempo. semente e sentimentos. memórias. espera. esperança. fé! somos tudo aquilo do que depois de nós: dará lugar a novas corridas no tempo. }
{... nas mil pedras da estranha montanha que já só está desenhada nas memórias de outro lugar: pensamos nos amigos. guardamos imagens. palavras. o invisível. o sagrado. tudo isso... num lugar bem secreto no tempo. leio "areia fora" de luís lima. desejam-se as pedras que escondidas pelo mar recordam imaginários areais. vemos praias que nunca existiram. mas... é exactamente nesse lugar que se guardam as pessoas especiais. } ["Na praia sem água nem sol, sem noite, sem lua, areia fora. Olhos sem cor, intensamente molhados de tanto olhar. Presa nua desabrigada sem ervas altas, sem riscas na pelagem. Gamo. Vento sem som, volume sem superfície, a pele descarnada de sentimentos. Mãos brancas e abertas traçadas, na palma, riscadas a negro claro no pano dérmico moreno, panorama epidérmico, epirama panodérmico. Dar e dar e tornar a dar o que se não tem. Aumentar-se assim de desejo. No mar sem água, deserto imerso de ligeiros pelos aloirados nas dobras do corpo cheio na maré vaza. Memórias projectadas num futuro sem pretérito a pretexto da trama de duas sombras na terra clara. Jogo de perguntas sem respostas evenciais. Evento nos lábios traçado a lápis-lazuli. Evento boca na palavra em voz. Para nunca menos do que isto. Para nunca mais repetir sem lembrar o regresso de amar. Na serra larga sem fogo, sem rocha, sem pedra, sem chão. Elementos lacunares, hiatos narrativos em cachoeira. O fluxo nocturno dos sonhos que caem a pique e não sabem morrer, papagaios pintados à mão para espantar os espíritos trovosos das nuvens densas, húmidas, papagaios de canaviais que vivem e não sabem poisar, sem terra não podem correr, sem pernas não podem morrer. Água sem sal, doce como a nascente de uma vaga." ] in Luís Lima em:
http://ovirusdavida.blogspot.com
{... há em todas as estradas: cores sombrias. fortes. transparências sobrepostas. densas. nos caminhos que nos levam às cores felizes... alegram-se as raízes que plantámos em infindáveis jardins de pano. todos os quadros são inventados! pintados. sonhados. escritos. desejados. há em todos eles o feitiço da viagem. o regresso e a partida. só as cores que trazemos na bagagem, comungam entre o céu e a terra: secretos olhares! esgotadas as cores... trocamos dissabores. pintadas as mil estradas no pano da nossa viagem: os quadros partem para sempre sem nunca regressarem ao mesmo lugar. que se alegrem as raízes das árvores, das flores, dos jardins plantados à beira mar que deixámos para trás ficar. vão os quadros... e ficamos nós. mergulhamos novamente no silencioso branco que apontará novos caminhos. nos prazeres que desafiam o destino há em todos eles: mil estradas pintadas de saudades. mas, só no branco de cada tela há o apelo ao novo risco. à renovação das linhas e das formas. só as cores que trazemos na bagagem é que perduram para sempre... o resto é tudo sombrio. há em todas as estradas que percorrem o céu, a terra e a tela: extensos jardins de memórias. tudo é incerto... até ao preciso momento em que os quadros determinam o seu fim. nos secretos olhares que há entre o céu e a tela: tudo é aparentemente um simples tecido pintado. tecidas as cores... eterna é e será sempre: a nossa viagem!... }
{... há em todas as palavras: força e opacidade. verdades e mentiras que nos unem à intemporal comunicação humana. resumidamente, tudo é composto por letras. falam as cores, a música, a vida, a terra e tudo mais o que existe no universo: durante o sono! se pudessemos escutar em todas as palavras que ainda não foram impressas em nenhum livro, talvez soubéssemos ler em todos os pensamentos abstractos - sinais que o tempo nos dá e que ainda não conseguimos alcançar na leitura dos dias. ler, é saber parar o tempo! meticulosamente escolhidas... todas as palavras passam para o grande ecran da vida. estórias, contos, poesia, prosa: cinema! há em todas as imagens: força e opacidade. o que seriam das palavras se não fossem todas elas: a grande alavanca das imagens?!... o que seria do nosso cérebro... sem o seu maravilhoso arquivo genético?!... mesmo quando o cérebro se desliga por sua vontade própria e temporáriamente: sonhamos. viajamos. falamos. pintamos. escrevemos. pecamos. rezamos. vivemos: alimentados pela sua força e opacidade. observamos estranhos lugares que entre o passado, o futuro e o presente: somos apenas o prolongamento dos genes que transportamos. não somos mais do que uma mágica malha. extensa. infinita. tecida pelo fio condutor das primeiras palavras escritas. força e opacidade. verdade e mentira. sonho e realidade. milagre ou alucinação. resumidamente, não estamos livres das palavras... nem das imagens... que fazem de todos nós... mais um livro na terra. o mundo é ainda para nós: a maior biblioteca que conhecemos. se soubessemos escutar todos os pensamentos, talvez entendessemos que o milagre que há entre o sono e a vida, é que sempre que acordamos... habitámos também nós: diferentes lugares no tempo. }
{... se o mar e o céu não não tivessem sido pintados pela mão do criador: como poderíamos mergulhar no azul "outremer"? criadas as cores... aninham-se nelas significados e sinais da nossa existêncialidade. são tantos os caminhos a percorrer que não há tempo para pensar em todos os seus significados. reais. imaginários. na tela. na vida. é na sua complexa diversidade que a humanidade atribuí a cada pigmento: estados de alma diferentes. isto, porque nunca consegui entender qual é a cor que o tempo tem. das cores que selecionamos na paleta do nosso sentir... vestimos sentimentos e estados de alma. há cores que nos marcam para sempre. exactamente porque há em todos os tons: significados diferentes. idênticos. opostos. lugares que apontam em cada imagem: semelhanças. o que seria dos céus de "turner" sem o azul mesclado nas suas múltiplas cambiantes de tons?!... o que seria de "turner" sem azul... quando a tristeza invadiu a sua vida? o que seriam os céus do seu sentir, que marcaram para sempre a sua "obra"? o que seria da humanidade se toda ela fosse desprovida da eterna procura da pureza dos sentimentos?!... tudo é vago. rápido. breve. como é fácil não sentir... fingir que tudo é apenas breve, rápido, vago. que só há um tempo para o significado de cada vida. que não há mais tempo... nem significados... nem céu... nem alma... nem sentimentos... nem lugares sagrados... nem mais nada... em todas as cores que existem para além de "outremer blue"!... }
{... no tecido que rege o destino procuramos os tons que nos levam: a zinc white. rigorosamente... todas as cores se avivam no pano dos dias. rigorosamente... vagueamos em toda a sua extensão sem dar importância aos metros que ela tem. se pudessemos saber a escala do nosso próprio tempo: adormecíamos envolto nele para sempre. só o tecido que rege o destino: sabe o tempo que cada vida tem. que importância terá tudo isto... no pano dos dias?!... a vida não é mais do que um pedaço de tecido tingido de várias cores. dilatadas as formas: esticamos o pano! esticado ele até ao ponto máximo: todas as cores se tornam invisiveis. esbatidas. diluidas numa só cor: zinc white! esfumadas todas as memórias... não há pano que aparentemente não se transforme numa nova vida. no tecido que rege o destino... as cores invariavelmente avivam a importância que cada vida tem. rigorosamente. sempre. musicando de novo todos os pigmentos até à sua exaustão. até ao momento em que percorrido todo o pano que vaguea a nossa extensão: ficamos invisíveis. sem escala. sem formas. sem tempo para que nesse preciso tempo... pensemos como será: o novo tempo. milagrosamente e sempre... é o tecido que segue rigorosamente em cada pano: o destino que cada vida tem. }
{... foi na busca da espiritualidade que nos conhecemos. fomos e somos também nós: cores à busca da fraternidade missionária. isto... porque quando fomos convidados para membros do júri na exposição do V centenário do nascimento de são francisco xavier-comissariada pela professora natália correia guedes-, eramos só nós os dois: os únicos pintores presentes nos membros do júri. foram as cores e a espiritualidade que cruzaram os nossos caminhos. “não toca apenas a Cristãos mas, também a Hindus, Budistas, e Muçulmanos”, disse a professora natália correia guedes, no mesmo dia em que juntou todos os membros do júri selecionados para essa missão. a exposição decorreu em simultâneo: espanha; xavier; pamplona e lisboa. depois... ficamos nós. as mensagens trocadas. os convites para os eventos pessoais. pintamos. filmamos. escrevemos. esculpimos novas missões. afinal, todos nós sonhamos poder mudar o mundo! sempre o mundo, os santos e os anjos: a perfeição! suspender o pensamento puro, que no mundo se perde e na "obra" vive para sempre! ficar invisível nas cores, nos riscos e nos traços. são mil gestos que contam as horas... as nossas e as dos outros. estamos sempre atentos: à vida e ao tempo. a todos os lugares onde os sentimentos são pintados e representados na tela. é assim que habitamos num mundo melhor. o que seria de nós sem a espiritualidade? que alma... que vida... seria a nossa... imersa neste imenso universo: aparentemente vazio. sem alma... todas as mãos são vazias e nunca se tocam: observam-se. morrem. desesperam de nunca avistarem as asas com que todos os dias: os anjos se pintam. se pudessemos ver quantos anjos habitam na terra... também nós... talvez, pudessemos ter asas para voar. ao pintor miguel fazenda desejo muitos exitos nas suas "novas figurações" e futuras missões!... }www.miguelfazenda.com.sapo.pt
{... há muitos mistérios entre as serras desta montanha. nelas, percorrem pessoas felizes. sonhos. entre o povoado das suas aldeias históricas e as memórias das suas heranças heróicas: há aqui gente diferente. gente que diz que na vida se deve morrer de pé! entre as pedras e o céu... percorro a encosta. avisto a primeira descida desta serra e logo se avista a outra... e depois outra... até que chegamos ao lugar que aqui nos trouxe. chegamos! chegamos certamente mais tarde... porque a razão de tudo isto é saber chegar ao ponto da partida. sempre a chegada e a partida. só o tempo traz o regresso consigo. nós... só existimos para pensar quantas cores terá o tempo. quantas vidas poderão ser salvas neste preciso momento. quantas almas precisam da força das nossas palavras. dos gestos. de um sorriso. das nossas cores, riscos e traços... de tudo aquilo que é tão pouco comparado com os extensos mares que ainda nos faltam navegar. mas, tudo o que temos para dar... é voltar a percorrer o caminho que entre as serras desta montanha... nos irão fazer chegar a novos lugares. isolados todos os pensamentos... deixamos a guerra percorrer o misterioso milagre da paz. se eu pudesse. só se eu pudesse estar hoje no fundão: estaria certamente no fecho do grande evento cultural do meu amigo manuel saraiva! jovem. cheio de luz! força serrana de quem tem ainda tantas outras novas serras a percorrer. sonhos acatados na grande montanha que espreita "a moagem" lá do alto. é sempre possível sonhar! é sempre possível mudar o mundo! se eu pudesse... só se eu pudesse... mandaria parar o tempo. suavizava as altas linhas que há entre as serras, a montanha e o lugar onde estou... só para o felicitar. chegar a horas. só para estar presente no fecho do projecto "Os Mapas da Guerra - Os Mapas do Medo", do jovem promissor na política portuguesa: o manuel saraiva! parabéns ao espaço cultural "a moagem" e à câmara municipal do fundão pelo grande exemplo que deu a portugal. motivou os jovens para a política. apoio a iniciativa de debate cultural no interior do país e fez chegar até ela... ilustres portugueses de várias áreas para no vasto programa representarem: "a geopolítica da guerra". parabéns manuel saraiva... até muito breve! }
{... somos feitos do lugar em que nascemos. somos resumidamente: todos os lugares em que vivemos. entramos no atelier e fechamo-nos no preto do carvão. riscamos areias negras que se cruzam com o vermelho carmim da festa brava nas arenas. recordamos picasso... o risco, o traço, as suas paixões: os toiros. a arte, é inseparável das tradições culturais dum povo. é e não é. deixa de ser. acontece. somos tudo isso e nada mais do que pó! negro. branco. amarelo. vermelho. recordações. lugares. fragmentos isolados no tempo. somos invisiveis cores que dão vida ao pensamento. areais que semeados de ideais... se apagam com o tempo. tudo finda. tudo acaba. nós... o pensamento. o atelier. o risco e o traço do que somos... do que fomos. somos tudo isso e nada mais do que pó: negro, branco, amarelo, vermelho. somos sempre recordação do lugar em que nascemos quando morremos. somos resumidamente, breves lugares e todos eles ao mesmo tempo. tudo e nada. é o que somos no tempo. porque tudo se acaba e se apaga. vagarosamente. no atelier. na vida. no quadro eterno do pensamento. tudo isto e nada mais... é o que somos. sempre suspensos: no tempo. }