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3.10.10

[ Berna 56 by Bofill: Instalação do quadro "Sioux: A Visão do Bisonte Bravo"-Lisboa]

{ ... "estamos ligados uns aos outros no centro do átomo que compõe o ar e o nosso corpo. o Bisonte associado com a sabedoria e a abundância é a fonte do Cachimbo Sagrado, que une a energia masculina do Céu com a energia feminina da Terra e tudo o que pedirmos será atendido." “Se os homens procurassem fazer o seu melhor para se tornarem dignos daquilo pelo qual se sentem atraídos poderiam ter sonhos que purificassem as suas vidas. Que um homem decida qual é o seu animal favorito e faça um estudo dele, e aprenda os seus hábitos inocentes.” (Bisonte Bravo, Sioux Teton). quando o bisonte veste um manto branco de neve, significa que encorpora o velho manto da idade e da sabedoria. o branco manto que nos lembra de procurarmos pela luz, apesar da escuridão que nos rodeia. significa o começo e o fim. a renovação mensageira de uma nova vida embutida numa morte aparente. a eterna ligação da energia masculina do Céu representada a negro, com a energia feminina da Terra pintada em tons ocres. a libertação do corpo, do espírito e da energia que se transformam num outro lugar, para um novo começo que virá. os segredos dos Sonhos e a grande Visão. o menino guerreiro que se transforma em Bisonte Branco. o Bisonte que se transforma em Montanha. a Montanha que se transforma em Pedra. a Pedra que se transforma em Águia. a Águia que se transforma em Vento. o Vento que se transforma na imaginação ilimitada dos nossos sonhos." Título – “Sioux: A visão do Bisonte Bravo”; 220x160m; Acrílico S/Tela; 2010; Maria Sobral Mendonça. }
www.berna56.pt

31.12.09

“2010: The Year We Make Contact”

{... hoje, recebi esta mensagem na caixa de correio. li. agradeci. voltei mais tarde e vi que o autor a tinha editado... sorri! bom ano e... é exactamente por isso mesmo que aqui vai: "Cá estamos, com 2010 à porta. Faltam algumas horas. O que se deseja é que ele seja realmente o “ano do contacto” entre os povos da Terra, um contacto solitário e fraterno, de mútuo respeito. Um contacto amigo e digno. Feito de amizade e de amor. Feito sobretudo de Humanidade. É o que desejo para mim, para os meus familiares, para os amigos de longa ou curta data, para todos “os homens e mulheres de boa vontade”. Aqui ficam, portanto, com uma imagem de cinema, os melhores votos de Boas Entradas em 2010 e que este seja o melhor ano das nossas vidas e o primeiro de um longo futuro repleto de bons sonhos concretizados. Nota singular: Stanley Kubrick, realizador de “2001”, faleceu em Março de 1999, dois anos antes da data referida no seu filme. Arthur C. Clarke, escritor de “2001” e “2010”, morreu em Março de 2008, dois anos antes da data mencionada no seu segundo romance desta saga. Nenhum deles chegou, portanto, a ver o ano das suas previsões. Apenas uma curiosidade".

5.12.09

Diana Porfirio: Design RDV- Bruxelles

{... o que importa é criar... não o território onde se instala o atelier. é exactamente desse lugar, que partímos sempre para uma outra cidade qualquer. é o que faz a designer textil portuguesa, diana porfirio, na exposição design rdv-09, e que irá acontecer este mês, no white hotel, em Bruxelas. parabéns diana!... "Prochainement aura lieu l’exposition Design.RDV, les 11-12-13 décembre 2009. À cette occasion, je vous invite à venir découvrir ma nouvelle collection de linge de maison au White Hotel, Chambre, 74. Au delà de l’esthétique ou de la fonction de ses qualités, la collection a la particularité de valoriser le ‘savoir faire artisanal’ européen. Elle procure ainsi une dimension non seulement de bien-être individuel mais elle répond aussi à une éthique socioculturelle et environnementale." }
diana porfirio - design textile- Rue du Chimiste 34-36BE-1070 Bruxellesm: +32 (0) 477 734 849: dp@dianaporfirio.com

3.12.09

Polibio Diaz: NEW YORK – SANTO DOMINGO~Nacogallery 10 Dezembro

{... Artiste contemporain, originaire de la République dominicaine. Il commence ses études de photographie à l’Université de Texas A&M, États-Unis, où il poursuivait des études d’ingénierie. Après une carrière d’ingénieur civil, à partir de 2003 il décide de se consacrer à la photographie et à l’art. Il donne des cours de photographie à des enfants dans les quartiers les plus pauvres du pays et de photographie créatrice au sein du Musée d’Art Moderne de Santo Domingo (MAM). Des critiques sur lui ont apparu dans Le Nouvel Observateur, L’Humanité et Afriscope. Il a collaboré avec les écrivains Julia Álvarez, Manuel Rueda, Alexander Hemon,Chiqui Vicioso,Jeannette Miller et Junot Díaz (Pulitzer 2008). Ses photographies ont été exposées avec celles de Eadweard Muybridge, Henri Cartier-Bresson, Edward Weston, Ansel Adams, Man Ray, Robert Marplethorpe, Cindy Sherman et Andrés Serrano, entre autres. Il est aussi Ambassadeur, Conseiller culturel du Ministre des Affaires étrangères de la République Dominicaine. }

27.10.09

[... Buscando el Sentido de la Vida ...]

{... "Como es conocido, la alquimia es una pléyade de disciplinas que nos transportan a la indagación, a, la búsqueda de la panacea universal, y que nos lleva a la plenitud, a conseguir el verdadero Elixir de la Vida. ¿Quién no busca la plenitud?. ¿No es ése el objetivo de cualquier Ser inteligente, la meta de todo proyecto de superación?. Pues estos artistas, rompiendo esquemas de creencias y hasta de conveniencias tratan de indagar la mística de esa conquista, que es impulso y es crecimiento, para embarcarnos en una reflexión que sin duda nos llevará a encontrarnos a nosotros mismos." El recurrente del arte no tiene frontera, y en la colectiva "Alquimia del ser", las 21 obras de arte presentadas nos inducen a un viaje reflexivo, fuera de nuestro ámbito cotidiano invadido por la materialidad. Y es en ese trayecto cuando se escucha la Voz de los antiguos alquimistas que tratan de orientar los pasos hacia un reencuentro con el Yo Superior de cada cual, en el sentido de preconizar el Sentido de la Vida. Son obras, presentadas en el Museo de Cáceres, realizadas en varias disciplinas, especialmente técnicas mixtas, acrílico sobre tela, tinta china sobre pastel, carbón sobre papel, fotografía digital y escultura, realizaciones de Avelino Sá, José Emilio Barbosa, Luis Ribeiro, Mauro Cerqueira, André Welch, Hans-Dieter Zingraff, Luis Alfonso y Maria Sobral Mendonça. by información en Punto...}

23.10.09

[ Ágora 2009: El Debate Peninsular y Los Alquimistas Del Ser - Cáceres, Espanha 09]

{... Está a decorrer em Cáceres, durante esta semana (19 a 25 de Outubro), o evento “Ágora, o debate peninsular” organizado pelo Gabinete de Iniciativas Transfronteiriças da Junta da Extremadura, contando com a presença de diversas personalidades de ambos os Países, que contemplam o paínel de actividades do programa Ágora 2009. As actividades previstas organizam-se em quatro secções: “Ágora Academia”, “Ágora Palestra”, “Ágora Cena” e “Ágora Crónica”. Do conjunto de actividades culturais, artísticas, recreativas ou de lazer que se celebram paralelamente aos cursos em espaços públicos da cidade (representações dramáticas, exposições, actuações musicais, etc.), está patente no Museu Nacional de Cáceres, uma mostra colectiva que integra dois quadros da exposição "Tiqqun - A Libertação do Pecado" de Maria Sobral Mendonça, conjuntamente com o trabalho de outros criadores portugueses, cujas trajectórias ou obras exprimem esse mundo de relações ou transmitem uma visão da outra realidade social e cultural. A exposição que inaugurou dia 21 de Outubro na presença dos artistas, está patente até dia 22 de Novembro no Museu de Cáceres, reunindo obras de Avelino Sá, José Emílio Barbosa, Luis Ribeiro, Mauro Cerqueira, Alves de Guimarães, André Welch, Hans-Dieter Zingraff, Luis Afonso e Maria Sobral Mendonça, que são "Los Alquimistas Del Ser". Programa - Instituto Camões em Cáceres, Centro de Língua Portuguesa, Universidad de Extremadura. Obrigado Cáceres!...}

28.9.09

[ Tiqqun em Braga - Casa dos Crivos ]

{... é no crivo da cor que desenhamos novas cidades. casas. céus. pessoas. desconhecidos labirintos de endereços. memórias. rostos. fé... as telas, tal como as cidades, são sempre nossas. sómente, porque já as habitámos... por breves segundos... num outro tempo qualquer. "Casa dos Crivos em Braga expõe: Tiqqun-A Libertação do Pecado ", 9 de Outubro a 28 de Outubro, 09. }

26.9.09

[... Aquí se rompen fronteras... ]

[ ... é nos quadros que rompemos fronteiras. silêncios. ilusões. segredos. o novo e o velho tempo. arriscamos tudo entre o vazio e o cheio. riscamos traços abstractos. sombras. sonhos. destinos. cores. porque é no universo imaginário que viajamos muito antes de partir... "La exposición colectiva Alquimia del Ser que el Museo de Cáceres acoge es claro testimonio de que el arte no tiene fronteras. Aquí se rompen fronteras geográficas, ideológicas, matéricas, estéticas, para dar lugar a la asunción del todo multidisciplinar. Se presentan 21 trabajos, en varias disciplinas, especialmente técnicas mixtas, acrílico sobre tela, tinta china sobre pastel, carbón sobre papel, fotografía digital y escultura que completan la Colectiva. Avelino Sá, José Emílio Barbosa, Luis Ribeiro, Mauro Cerqueira, en representación de la Galería Gomes Alves de Guimarães y André Welch, Hans-Dieter Zingraff, Luis Afonso y Maria Sobral Mendonça, son los alquimistas." ]

Museo de Cáceres, Plaza de las Veletas, 1, Cáceres.
Horario: De martes a sábados, de 9.00 a 14.30. Domingos de 10.15 a 14.30 horas
Fecha: Del 21 de Octubre al 22 de Noviembre de 2009

12.9.09

[ Ruminagem - Recycling industrial debris into sound sculptures - Moagem ~ Fundão]

[ ... suddenly the pieces are alive (well, it took some time)… and self-suficient with sound, lights and action!!! … and to testify this, we had an interview for the "cova da beira radio", and an unexpected visit of a group of young enthusiastic boys and girls from fundão (grupo zero association). a long night of video and audio editing is expecting us. tired but excited!... quem assim afirma... é o trio: miguel cabral, carlos santos e joão silva que trabalham no projecto "ruminagem". as máquinas e o “entulho” que testemunham o passado da "casa da moagem", da cidade do fundão, um edifício fabril dedicado à moagem de cereais no início do século XX, são utilizados de múltiplas formas pelo trio, dando origem a uma instalação/escultura que é também um “instrumento” musical complexo. à vertente performativa que este proporciona adicionam-se as recolhas áudio e vídeo procedidas no próprio local, integradas ao longo da actuação como memórias virtuais de um tempo que não existe mais. e é exactamente hoje... que junto à serra mais alta de portugal... os sons irão sobrevoar a montanha!... ]

5.7.09

[...La Philosophie Touche la Littérature...]

{... em tudo isto, tem que haver mais do que isto tudo. porque no seu todo... somos ainda e só... conhecimento vivo do que aparentemente existirá... para além de tudo isto!... foi pensando nisto que leio em luís lima: [isto]... "para viver um ser vivo tem de estar vivo e querer estar vivo, além de querer estar vivo, um ser vivo tem, para ser vivo, de viver independentemente de querer ou não viver uma dada vida. só assim, querendo, mesmo sem querer e independentemente de querer ou não querer viver, dado ser vivo, para estar vivo, como qualquer ser vivo, tem de ser um ser que vive, vivo, os seus quereres e não quereres em termos de viver ou não viver uma vida que se vive independentemente do querer. um ser vivo para viver tem de ser isto, vivo, independentemente de ser isto a viver ou de ter sido mais ou menos isto vivo. se viver sem ser isto, um ser vivo não existe."
by Luís Lima in:

5.6.09

[... The Duality Body and Spirit... ]

{... liberdade, é o único sonho que na realidade tanto nos faz correr nesta vida. é por ela que subimos as mais altas montanhas do nosso ser. sem ela não se vive. ficamos cegos. aprisionados a vontades alheias. até os reclusos de si próprios: correm!... sonham. saltam invisíveis sombras. rumam em sonhos, desejadas sortes que em direcção a novos horizontes: esperam voltar a descobrir o mistério da vida. todos nós abraçamos estradas solitárias. colinas sombrias. prados cheios de luz. somos, corrida desenfreada sempre à busca de novas cores. dos mágicos lugares que só o pensamento sabe avistar. ser livre... é sonhar que não se morre. nós nunca morremos porque vivemos sempre: entre o sonho e a realidade! nesse grande mistério, saímos do tempo e mergulhamos noutro universo: paralelo aquele que julgamos existir... dormimos! efectivamente nesta vida, temos sempre a esperança de suspender esta corrida para sempre. ser apenas como a liberdade: um sonho. ficar entre as montanhas e entre as serras que se aninham nos vales do sono. mergulhar nos mares. voltar às montanhas e no topo das serras, ficar para sempre como a liberdade: vivos!... somos tudo aquilo que anima o mundo à realidade. somos muito mais do que uma única e só corrida. somos pensamento vivo que perdura no tempo. semente e sentimentos. memórias. espera. esperança. fé! somos tudo aquilo do que depois de nós: dará lugar a novas corridas no tempo. }

3.6.09

[... Areia Fora: Être-Texte & Luis Lima...]

{... nas mil pedras da estranha montanha que já só está desenhada nas memórias de outro lugar: pensamos nos amigos. guardamos imagens. palavras. o invisível. o sagrado. tudo isso... num lugar bem secreto no tempo. leio "areia fora" de luís lima. desejam-se as pedras que escondidas pelo mar recordam imaginários areais. vemos praias que nunca existiram. mas... é exactamente nesse lugar que se guardam as pessoas especiais. }
["Na praia sem água nem sol, sem noite, sem lua, areia fora. Olhos sem cor, intensamente molhados de tanto olhar. Presa nua desabrigada sem ervas altas, sem riscas na pelagem. Gamo. Vento sem som, volume sem superfície, a pele descarnada de sentimentos. Mãos brancas e abertas traçadas, na palma, riscadas a negro claro no pano dérmico moreno, panorama epidérmico, epirama panodérmico. Dar e dar e tornar a dar o que se não tem. Aumentar-se assim de desejo. No mar sem água, deserto imerso de ligeiros pelos aloirados nas dobras do corpo cheio na maré vaza. Memórias projectadas num futuro sem pretérito a pretexto da trama de duas sombras na terra clara. Jogo de perguntas sem respostas evenciais. Evento nos lábios traçado a lápis-lazuli. Evento boca na palavra em voz. Para nunca menos do que isto. Para nunca mais repetir sem lembrar o regresso de amar. Na serra larga sem fogo, sem rocha, sem pedra, sem chão. Elementos lacunares, hiatos narrativos em cachoeira. O fluxo nocturno dos sonhos que caem a pique e não sabem morrer, papagaios pintados à mão para espantar os espíritos trovosos das nuvens densas, húmidas, papagaios de canaviais que vivem e não sabem poisar, sem terra não podem correr, sem pernas não podem morrer. Água sem sal, doce como a nascente de uma vaga." ] in Luís Lima em:
http://ovirusdavida.blogspot.com

5.5.09

[... As Cores de Pedro Charneca...]

{... poderíamos chamar ao alentejo: lugar eleito para os pintores. poderíamos fazer do alentejo a maior residência de artistas da europa... tudo isto porque fazemos das cores e da história de portugal: lugar perfeito para a pintura habitar. talvez por isso, recebi o trabalho e umas palavras escritas de pedro charneca saudando o misterioso universo da cidade das tintas! avivam-se os tons no amanhecer das planicies alentejanas e a luz aninha-se na tela. vagarosamente. sempre. riscamos memórias e traçamos novas rotas nos mares da nossa imaginação. há nesta terra a paz e todo o silêncio desejado do mundo. é onde habita o pintor pedro charneca. "aguarelista fascinado pela luz e sombra do Alentejo - Portugal, os seus temas integram paisagens rurais e urbanas e cenas do quotidiano. Nas cenas do quotidiano, Pedro Charneca revela uma atitude intimista das figuras que representa, configurando-lhes mais do que a forma e a cor - dando-lhes também alma e sentimentos. Num precurso de linguagem moderna Pedro Charneca vem buscando novas abordagens plásticas e novos materiais que nos transportam para uma atmosfera de nostalgia de um tempo que em breve não mais poderemos contemplar. No romantismo do seu olhar recriador, Pedro Charneca nos chama a sentir um tempo que foi nosso ou dos que nos precederam, na suavidade poética da aguarela, dando a sensação de que na transparência das suas pinceladas se guarda a história na visão de uma criança que teima em não querer ver o lado feio da vida. Como artista contemporâneo Pedro Charneca revela-se um valor seguro, de criativiade intimista arreigada aos valores da família tradições e dos laços afectivos. Escrupuloso em tudo o que faz, investe qualitativamente na profunda reflexão de cada obra, conferindo-lhes uma profunda maturação." parabéns pedro charneca!...}

4.5.09

[ Loreta Lorenzon: Cuadros Personales ]

{... desconstruir os rostos. apagar traços. voltar a riscar sobre as formas iniciais novos registos, novos olhares. sombras, volumetrias, linhas, traços. novamente os traços. luz e sombras a preto e branco. é assim o olhar de loreta lorenzon. quem olha e não vê... os infinitos traços que compõem um rosto... não dá conta, que a cada minuto das nossas vidas o nosso rosto se transforma, muda e ilumina novos olhares. nem sempre vimos tudo o que vemos quando olhamos para um rosto... porque tudo é sempre desigual. perceber o tempo, é saber observar a transfiguração de todas as linhas que animam o rosto de cada um de nós. a vida muda constantemente e com ela: o rosto transfigura-se. os traços, as expressões. o ser e o sentir... porque somos sempre memória do que fomos. somos retrato do passado, presente, futuro. somos riscos, traços, sombra e luz em constante transfiguração perante o olhar de loreta lourenzon. hoje, recebi as novas imagens dos quadros pessoais da pintora argentina loreta lorenzon com o titulo: "Ser tu propia obra de Arte! Be Art. Animate!" parabéns loreta... ficarei à espera que do teu atelier da argentina... quem sabe... talvez um dia... me envies imagens do meu próprio retrato. }

7.3.09

[...O Sentido da Vida: Daniela Nunes... ]

[ ... "o sentido da vida", é o título que a pintora daniela nunes deu à sua recente exposição que está patente até dia 24 de março, na albergaria d. nuno álvares pereira em santiago do cacém, no alentejo. são personagens. rostos. figuras riscadas a preto e branco. olhares que indicam e fixam em cada um de nós: o sentido da vida. desejos e promessas registados por traços espontaneos que na tela e na pele captam as marcas do tempo. no alentejo e nas suas extensas planícies, há rostos e olhares naquele povo... que em paisagens pintadas quase sempre em tons ocres desiguais: nos marcam para sempre. ]

24.11.08

[ Face To Face ]

{... aqui e um pouco por toda a montanha, as casas erguem-se frente a frente. teimosamente e entre estreitos passeios desenham ruas escavadas na serra. tudo é pedra. tudo é desoladamente frio quando o sol teima desaparecer. nos próximos dias, o ar desta aldeia, ficará todo perfumado a lenha. aqui, todas as pedras ganham sempre novas formas. trazidas pela força do vento que corre veloz neste tempo - as suas sólidas texturas, são aparadas em gritos de dança. algumas, saltam pela encosta. livres. esbarrando em desconhecidas moradas. outras, as mais iluminadas, adivinham cidades imaginadas. enganem-se os que pensam que nas montanhas tudo é silêncio. frente a frente e por enquanto, é nas cores quentes que animam o calor do fogo, que escutamos e criamos imagináveis castelos de pedra. }

14.10.08

[... Loreta Lorenzon... ]

{... da argentina, loreta lorenzon enviou notícias da sua obra. as palavras remetem para um site. abertas as cores que traduzem a sua arte: sentei-me literalmente na obra. há, entre os seus quadros, cadeiras pintadas que se revestem de múltiplas cores. recorta-se a tela. isto porque, nem todos os quadros estão fixos à parede. é uma forma, que a própria forma encontrou, para intervir nos objectos do quotidiano. tingido o pano, agrafa-se à madeira e a própria tela expõe-se. o objecto abre outra dimensão. no mundo das volumetrias tudo é possível. tudo é imaginável na arte. tudo se pode repetir vezes sem conta. reproduzem-se réplicas da obra ou apenas e só: uma única vez. é o que acontece quando as cores se abrem às fusões artísticas. foi assim que li as cores de loreta lorenzo. nas cidades povoadas, os objectos do quotidiano cobrem-se de vivacidade. criam-se personalidades próprias nas arquitecturas de cada um. isoladamente. caso a caso. recorta-se o original e criam-se universos personalizados. peça a peça. objecto a objecto. porque... abertas as cores: a obra nasce. e vezes sem conta, sentados na ideia: o mundo revela-nos. aguarda-nos. observa-nos. reencosta-se em cadeiras pintadas, à espera que a obra aconteça. nós e ele. no único ponto, que em toda a sua imensidão: tudo é cor. }www.loretalorenzon.com.ar