18.5.08

As Time Goes By

{... há gentes e agentes relatos e relatores assim. há sonhos perfeitos e vidas desfeitas, nas estórias sem fim. há também cores sem pigmentos no grande ecrã dos sentimentos. tudo é possível no cinema! sentados em frente duma parede branca é como se fica, quando se espera que tudo por si só se inicie. e as imagens surgem... ausentes ou transbordantes de cor. todas as superficies brancas têm as suas memórias. o que seria de nós, sem superfícies brancas? pensar a preto e branco é saber reproduzir todos os pigmentos que povoam o universo, através da imaginação de cada um. talvez não hajam cores perfeitas, mas filmes... sim! casa blanca leva-nos ao imaginário perfeito, onde as emoções e os sentimentos não são concretamente despovoados de cor. a preto e branco é o cenário que verei no Inverno que se aproxima, quando a agreste serra da minha nova aldeia, se cobrir toda ela de branco. no mistério das cores, dentro do atelier, todos os sentimentos são pintados a uma única só mão. a caminho da serra é uma viagem pintada, entre duas cidades que durante dois anos promete preencher todo o branco dos próximos dias.}

2 comentários:

Presença disse...

Visto-te de branco fresco quente...
em Verão deixo-te, já!

bjo branco de cores

musqueteira disse...

viva presença...com este verão que não acontece a serra para onde vou se agasalha no seu eterno branco;)